quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Programas Residência para Artistas


Pesquisando sobre as possibilidades de financiamento para a produção de trabalhos e realização de projetos, encontrei uma série de instituições nos principais centros de arte contemporânea dos 5 continentes que oferecem bolsas de residência artística. Os programas, em alguns casos financiando estadia e a produção do trabalho, são oferecidos para artistas de praticamente todos os segmentos, inclusive de outras áreas como teatro, literatura e dança. Abaixo uma lista com algumas instituições que oferecem programas para estrangeiros com informações e contatos.

Alemanha

The Berliner Künstlerprogramm – Programa de residência artística financiado pelo Ministério das Relações Exteriores da Alemanha e a Prefeitura de Berlim. Acontece na Daadgalerie, localizada no coração de Berlim. Oferece bolsa para 15 jovens artistas durante 12 meses em Berlim. Tem como objetivo enriquecer a cena cultural local, promover a diversidade e se tornar uma plataforma de intercambio artístico e cultural para além das fronteiras européias. A estrutura do programa possibilita ao artista desenvolver seu projeto e ao mesmo tempo participar ativamente da vida cultural da cidade. A seleção é feita por uma Comissão.
Beneficiários: artistas das artes visuais, música, cinema, literatura e dança.
Benefícios: apartamento, local de trabalho, ajuda de custo, bolsa mensal para despesas com alimentação e transporte.
Prazo de inscrições: acessar site.
Informações adicionais:
Markgrafenstraße 37 - 10117 Berlin
Tel: + 49 (030) /20 22 08-0, Fax: + 49 (030) /20 41 267
Internet: http://www.daad-berlin.de email: info.berlin@daad.de

Áustria

MuseumsQuartier. Desde 2003, cinco estúdios (alojamento e local de trabalho, sem Internet e telefone) foram colocados à disposição de artistas internacionais não residentes na Áustria. A gestão do programa de residência é realizada pelo MuseumsQuartier Errichtungs- und BetriebsgesmbH. O objetivo do programa é tornar o bairro MuseumsQuartier de Viena um dos mais importantes em arte contemporânea, através do acolhimento de artistas internacionais, bem como promover o intercâmbio cultural entre regiões da Áustria e entre países europeus.
Duração: mínimo de 2 meses e máximo de 6 meses
Beneficiários: artistas, conhecimento da língua inglesa, sem limites de idade.
Benefícios: prêmio de 1,050.00 euros por mês par cobrir as despesas de
estadia. Possibilidade de apresentar o projeto no final da residência.
Contrapartida: mencionar o programa quartier21 Artist-in-Residence
Inscrição: enviar por meio eletrônico formulário, carta de motivação, currículo completo, proposta de projeto e portfólio.
Informações adicionais:
MuseumsQuartier E+B Ges.
Elisabeth Hajek, Koordination quartier21
Museumsplatz 1
A-1070 Viena, Áustria
tel +43-1-523 5881-1717
fax +49-1-523 58 86
ehajek@mqw.at
http://quartier21.mqw.at/Artist-in-Residence

Espanha

Can Serrat Centro de Atividades Artísticas – Criada em 1988 por um grupo de 12 artistas noruegueses com o objetivo de proporcionar um local de trabalho e criação para eles e outros grupos. Localizado a 45 km de Barcelona, no Parque Natural de Montserrat, funciona como uma residência aberta.
Beneficiários: artistas e escritores
Disciplinas: artes visuais, escultura e literatura
Informações adicionais:
08294 El Bruc, Barcelona
Tel.: (34) 937 710 037 / (34) 937 710 801
http://www.canserrat.org/

Fundación Valparaíso. Criada em 1989 por Paul Beckett, um artista dinamarquês e sua mulher Beatrice, numa antiga fábrica de azeite de oliva.
Residências artísticas nas áreas de: artes visuais, escultura, cerâmica, arte têxtil, artes cênicas, música, literatura e novas mídias.
Duração: 4 semanas
Benefícios: alojamento, alimentação e estúdio para trabalho e lavanderia.
* despesas com viagem, seguro de saúde.
Informações adicionais:
Pilar Parra Ruiz
Apartado de Correos, 836
04638 - Mojácar Playa, Almeria
Tel: +34-950-472380 e Fax: +34-950-472607
Email: vparaiso@futurnet.es

Finlândia

HIAP - Helsinki International Artist-in-residence Programme. O mais importante do país, o programa de residência artística de Helsinque tem como foco principal as artes visuais, embora aberto também para outras disciplinas. Curadores, dançarinos, coreógrafos, escritores e pesquisadores são também convidados a participarem de programas especiais.
Objetivos: (1) propiciar a artistas uma oportunidade de empreender um trabalho criativo, conduzirpesquisa ou desenvolver projetos especiais em Helsinque, (2) apresentar trabalhos criativos de artistas de outros países à cena local, (3) oferecer a oportunidade de artistas locais participarem de programas de residência em outros países e (4) promover o intercâmbio internacional, diálogo e colaboração no campo das artes. O programa incentiva trabalhos colaborativos com artistas e instituições locais.
Beneficiários: artistas com interesse em cultura contemporânea, formados e
com 3 a 5 anos de experiência Profissional.
Benefícios: contatos com artistas e instituições locais
Duração: de 1 a 3 meses
Seleção: Não existem regras, nem prazo para inscrição. Os artistas devem ser recomendados pelas instituições parceiras. O principal critério de escolha é o projeto. Necessário bom conhecimento do inglês.
Informações adicionais:
HIAP Jury
Cable Factory - Tallberginkatu 1 C 97
00180 Helsinki, Finlândia
Fax: +358-9-6856730, Tel: +358-9-6856730
http://www.hiap.fi

França

La Cité Internationale Universitaire de Paris - CIUP. Oferece a possibilidade a artistas estrangeiros ligados às artes visuais, preferencialmente profissionais, de residir temporariamente em Paris e de se beneficiar de boas condições de alojamento, trabalho e de contatos com artistas franceses.
Beneficiários: (1) Artistas estrangeiros não residentes em Paris; (2) Ter completado seus estudos; (3) Estar em atividade profissional ou cursando especialização ou pós-graduação; (4) Ter menos de 38 anos; (5) Justificar trabalhos anteriores.
Local de Residência: Situada em Paris, a CIUP é uma residência internacional de estudantes, pesquisadores e artistas de mais de 120 nacionalidades. Complexo formado por 37 casas distribuídas pelo parque, com serviços coletivos, bibliotecas, programa cultural (teatro, dança, concertos, exposições), atividades esportivas (piscina e tênis), restaurantes, centro de aprendizagem da língua francesa. É um local de troca entre culturas e de debates intelectuais e de criação.
Duração do programa: de 3 a 12 meses
Benefícios: (1) Acompanhamento personalizado; (2) Ajuda logística e administrativa; (3) Informações e articulação para contactar atores culturais da cena parisiense; (4) Participação eventual (conforme o projeto) no programa artístico de Citéculture, (5) Espaço para exposição na Cité, incluindo difusão e de ajuda para produção. Os custos de alojamento, local de trabalho e refeições são de responsabilidade do artista.
Item Valor
ateliers-alojamento - de 50 m2 750 euros /mês
ateliers de trabalho - de 10 à 36 m2 de 100 a 260 euros/ mês
alojamentos - a partir de 455 euros / mês
Prazo de inscrição: acessar site
Seleção: Os artistas são selecionados por uma Comissão composta por representantes da Cite, instituições culturais parceiras e por profissionais do meio artístico parisiense a partir de um dossiê de candidatura.
Informações Complementares e envio de dossiê de Candidatura:
DELPHINE MOREAU Tel. 00 (xx) 33 1 43 13 65 42
E-MAIL : delphine.moreau@ciup.fr
Website: www.ciup.fr/residence_artistes.htm

Programa Le Pavillon, no Palais de Tokyo- Centro de Arte Contemporânea - Laboratório de criação do Palais de Tokyo, em Paris, acolhe anualmente 10 jovens artistas de todas as disciplinas e curadores de todo o mundo. Aberto a todas as práticas artísticas, o programa tem como objetivo oportunizar aos participantes desenvolver o seu trabalho e pesquisa pessoal encontrar-se com figuras do meio artístico que se relacionam com o Palais de Tokyo, participar de workshops em França e no estrangeiro e realizar o seu trabalho artístico de forma individual ou coletiva. Cada ano, os candidatos são convidados a propor um projeto específico a partir de temas pré-estabelecidos. O projeto pode ter qualquer conceito: exposição, livro, espetáculo, etc.
Beneficiários: Jovens artistas formados, curadores ou artistas experientes. Conhecimento do francês e/ou inglês é exigido.
Local de Residência: Palais de Tokyo, em Paris.
Duração do programa: 8 meses
Benefícios: Bolsa de 800 euros por mês; Espaço para trabalho; espaço para pesquisa e debate, atelier de trabalho e mais uma bolsa de 1000 euros. Os Custos com viagem e visa ficarão a cargo do participante. O Le Pavillon fornece ao artista um atestado de participação para que o mesmo possa solicitar a outras instituições ajuda financeira para cobrir as despesas com viagem e visas.
Prazo de inscrição: Final de abril do ano corrente
Seleção: Os candidatos devem enviar proposta contendo uma carta de motivação e portfólio. A pré-seleção decorre em Maio estando previstas para Junho sessões de entrevistas para a seleção final dos candidatos.
Informações e formulário de inscrição:
PALAIS DE TOKYO / Site de création contemporaine
13, Avenue du Président Wilson F - 75116 Paris
Tél : +33 1 4723 5401 & +33 1 4723 3886
Fax: +33 1 4720 1531
Contacto: pavillon@palaisdetokyo.com / www.palaisdetokyo.com

Centro de Residência ''RECOLLETS'' - A Prefeitura de Paris, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores da França oferece residência a artistas estrangeiros.
Beneficiários: Escritores e artistas confirmados (artes visuais e artes cênicas)
Local: Situado no coração de Paris, em frente ao Canal Saint Martin.
Duração: 3 meses
Benefícios: Ateliês; alojamento (de 50 A 85 m2); ajuda mensal para o projeto de 1 500 EUROS; Apoio da DIRECTION DES AFFAIRES CULTURELLES DE LA VILLE DE PARIS no que tange a contatos com as instituições culturais de Paris.
Contrapartida: No final do Programa o artista deverá entregar um Relatório da Residência.
Prazo de Inscrições: acessar site.
Seleção: Uma Comissão será formada para analisar as solicitações, que deverão estar em forma de projeto a ser desenvolvido durante a residência em Paris. Além de projetos de pesquisa de iniciativa do próprio artista, serão contemplados também projetos inseridos em algum programa de cooperação cultural com uma instituição artística Parisiense. As inscrições poderão ser realizadas por meio eletrônico, bem como o acompanhamento da seleção e resultado final. O Candidato deverá preencher um formulário (geração automática de data de inscrição e confirmação por e-mail), incluindo fotos, cartas de recomendação e um dossiê artístico contendo fotos, extratos de vídeo, manuscritos escaneados, clipping de notícias, etc. A pre-seleção será também divulgada por meio eletrônico (com possibilidade de classificação por ordem alfabética, disciplina/linguagem ou país). Os membros da Comissão poderão consultar os dossiês pré-selecionados, que serão também apresentados em video-projeção. Após resultados, os dossiês dos candidatos selecionados serão acessíveis ao público no mesmo endereço eletrônico.
Será também disponibilizada em inglês e em espanhol, uma lista dos residentes anteriores.
Informações e formulário de inscrição:
http://www.international-recollets-paris.org/index-en.htm

Le Fresnoy - Estúdio Nacional de Arte Contemporânea - Concebido e dirigido por Alain Fleischer, o Le Fresnoy – Studio National des Arts Contemporains é um centro de produção, pesquisa e pós-graduação em arte audiovisual, que oferece programa de residência para jovens artistas que queiram produzir trabalhos com equipamento profissional sob a direção de artistas consagrados. Os participantes vivenciam uma verdadeira imersão e usufruem de uma das melhores infra-estruturas do mundo para a pesquisa e produção audiovisuais.
Beneficiários: Ter, no máximo, 35 anos; Ter cursado 4 anos de estudos ou 4 anos comprovados de experiência profissional e artística; Ter conhecimentos de inglês e/ou francês.
Local: Tourcoing, na França.
Duração: Três meses
Benefícios: Acomodação e utilização de equipamentos técnicos
Seleção: Todas as etapas da seleção são feitas em francês ou em inglês,
conforme escolha do candidato.
Mais informações: http://www.le-fresnoy.tm.fr/

Programa de Pesquisa « La Seine » da Escola Superior de Belas Artes de Paris –
A Escola Superior de Belas Artes de Paris oferece Programa de Pesquisa "La Seine", destinado a jovens artistas de todas as nacionalidades. Este programa propõe o desenvolvimento da prática artística através de encontros e reuniões periódicas com várias personalidades do mundo artístico, curadores e críticos de arte convidados. Anualmente, são selecionados seis artistas a quem são dados meios para desenvolver um projeto pessoal já iniciado, com base em pesquisas, exercício crítico e experimentação. Nos últimos três anos, o Programa "La Seine" contou com a participação de nomes como Ami Barak, Claude Closky, Richard Deacon, Jeremy Deller, Hou Hanru, Gary Hill, Cameron Jamie, entre outros. Os trabalhos desenvolvidos pelos alunos são apresentados em sessões regulares coordenadas por Tony Brown, na presença de artistas convidados.
Beneficiários: Titulares de um diploma de mestrado ou equivalente; Bom domínio de francês.
Local: L’Ecole Nationale Supérieure des Beaux Arts de Paris – ENSBA ( A Escola Superior de Belas Artes de Paris)
Duração: Dois anos
Benefícios: 3000 euros por ano (A estadia na França fica a cargo do participante).
Prazo de inscrições: 25 de Maio do ano em curso;
Seleção: A admissão no programa é feita após pré-seleção, efetuada com base nos portfólios (dossiê artístico) enviados pelos candidatos, e, em seguida, para os candidatos escolhidos, entrevista com um júri formado por personalidades do meio artístico, que avalia a qualidade artística dos trabalhos apresentados.
Informações completas e ficha de inscrição:
http://www.ensba.fr/laseine E-mail: laseine@ensba.fr
*O diploma deverá ter sido obtido há, no mínimo, um ano.

Villa Arson - Nice - Instituição Francesa dedicada à arte contemporânea, la Villa Arson foi criada em 1970 pelo Ministério da Cultura francês. Concebida como um centro artístico de um novo tipo, aberto às trocas internacionais, reúne escola de arte, centro de exposição e residências artísticas. A residência artística da Villa Arson acolhe anualmente 8 artistas franceses ou estrangeiros. A vocação do programa é oferecer aos artistas um meio suscetível de favorecer o enriquecimento de suas pesquisas, através do contato com profissionais, compartilhamento entre artistas, estudantes e diferentes públicos. A partir de 2008 o programa irá sofrer modificações.
Informações Adicionais:
Centre National d'Art Contemporain - Villa Arson 20 avenida Stephen Liégeard 06105 Nice cedex 2 – France /T : 0033 (0)4 92 07 73 84 E-mail: cnac@villa-arson.org
www.villa-arson.org Contato: Alexia Nicolaïdis, Médiatrice artistique

Le Grand Café, Centre d´art contemporain Saint-Nazaire, França
Place des Quatre Z'Horloges
44600 Saint-Nazaire - França
Fone: +33(0)2 . 40223766
Fax: +33(0)2 . 40224366
e-mail: grand_cafe@mairie-saintnazaire.fr

Holanda

Jan van Eyck Academie, Masstricht. Instituto de pesquisa e produção no campo das belas artes, design e teoria. Anualmente, 48 pesquisadores internacionais realizam projetos individuais ou coletivos. Artistas, designers e pesquisadores são convidados a apresentar projetos. A Academia Jan van Eyck oferece expertise em todas as mídias e áreas de produção, tanto no local como em parceria com outras organizações. As áreas incluem fotografia, produções gráficas, impressão digital e silk-screen, produção de vídeo e áudio, texto digital e processo e edição de imagens, computador e outras tecnologias digitais, bem como materiais em madeira e outras matérias.
Benefícios: tutoria por uma equipe de artistas, designers e pesquisadores renomados, local para trabalho, ajuda de custo de 8840 euros divididos em 13 parcelas para as residências de 1 ano, acesso à biblioteca, centro de documentação e vários workshops.
Duração: de 1 mês a 1 ano
Inscrição: acessar site.
Informações adicionais:
Kim Thehu
Tel.: +31 (0) 43 3503721
email: kim.thehu@janvaneyck.nl
http://www.janvaneyck.nl/_devices/frames_applications.html

Rijksakademie van Beeldende Kunsten, Amsterdã, Holanda.
Residências artísticas para artistas holandeses e de todas as nacionalidades nas seguintes disciplinas: pintura, desenho, fotografia, escultura, printmaking, vídeo, cinema, arte computacional e sonora, música, literatura, dança, novas mídias. Recomendado para artistas com 3 a 5 anos de formado.
Duração: 1 ou 2 anos de janeiro a Dezembro
Benefícios: local de trabalho, ajuda de custo de 9.500 euros + 1.800 euros no início da residência, acompanhamento e aconselhamento por especialistas. Uma vez selecionados, os artistas recebem apoio para identificar financiadores, encontrar seu próprio alojamento e para obter visto.
Prazo de inscrição: acessar site.
Seleção: composta por Comissão julgadora e se divide em várias etapas. Qualidade artística e capacidade de desenvolver projeto proposto são os critérios mais importantes de seleção.
Informações adicionais:
Rijksakademie van beeldende kunsten
Sarphatistraat 470 1018 GW AMSTERDAM the Netherlands
telephone +31-(0)20-5270300
fax +31-(0)20-5270301
Email: info@rijksakademie.nl
http://www.rijksakademie.nl/downloads/rs_brochure_2008.pdf

Itália

“Viafarini” – Essa Associação para a promoção da Pesquisa Artística foi a primeira instituição a realizar programas de residência artística na Itália. Situada em Milão, disponibiliza um programa para acolhimento em residência de artistas estrangeiros, no Centro d’Arte Contemporânea, com apoio institucional e acompanhamento do projeto.
Endereço: via Farini 35, tel/fax +39-02-66804473; www.viafarini.org
email: viafarini@viafarini.org.

“Qwatz” – Associação cultural, sem fins lucrativos, criados com o objetivo de promover programa de residência para artistas, curadores e pesquisadores. Oferece a possibilidade de estadia em Roma e assistência técnica aos participantes. O programa é concebido como um laboratório in progress, no qual cada residente trabalha no seu projeto pessoal e depois entra em contato com uma rede de profissionais da Qwatz. Normalmente escolhe um filme
(comercial, experimental, documentário, filme independente ou vídeo de um artista) como ponto de partida para uma atividade conjunta. O diálogo que se cria entre os vários aspectos que compõem o filme e sua unidade como produto final se pretende um input para abrir a narrativa cinematográfica às multiplicidades de pontos de vista que ela impulsiona em quem a olha. A partir dessas premissas, organizam laboratórios temáticos e técnicos, apresentações de mostra e artistas, análise de filmes, projeções, encontros, etc.
Endereço: via della Camilluccia 418, Roma. Tel + 39 349 3281766.
email: qwatz.project@gmail.com

“Beds in Art” – Pousada (bed and breakfast) em pleno centro de Nápoles, que oferece acomodação a artistas audiovisuais, com Internet de alta velocidade, estúdio de pós-produção audiovisual, contatos com outras estruturas (museu, galerias de arte contemporâneas, ateliês de artistas, estúdios privados, centros de assistência técnica hardware, serviços de
attrezzature para espetáculo).
Endereço: via Chiaia, Napoli.

“Art Lab” – Residência artística em San Servolo, Venezia promovida pela Província de Veneza e dos Serviços San Servolo, em colaboração com instituições culturais locais e a Fundação Bevilacqua La Masa . Situada em uma ilha da laguna veneziana, Art lab é um centro cultural e de estudos avançados com programa de residência aberto a artistas italianos e estrangeiros, no início de carreira. Oferece alojamento, espaço para trabalho e ajuda de custo para realizar uma obra nova. Seleção por Comissão composta por representantes de instituições parceiras.
Informações adicionais:
Tel: +39-041-2765001; www.sanservolo.provincia.venezia.it
sanservolo@provincia.venezia.it.

“Residenza d’artista- workshop di ceramica nell’arte contemporanea” - O Museu Carlo Zauli di Faenza, em Ravenna, convida, através de seu projeto Residenza d'Artista artistas italianos ou estrangeiros selecionados pela curadora Daniela Lotta para residir e trabalhar em um projeto de cerâmica no museu. Oferece alojamento no anexo do museu. Além do workshop, no final do período é realizada um mostra com trabalho dos artistas residentes.
Informações adicionais:
Tel. 0546-22123;
Email: info@museozauli.it www.museozauli.it.

“Centro di Residenza – Centro d’Arte La Loggia”, Monteridolfi, Florença” – Promove a dramaturgia contemporânea, acolhendo autores e radutores italianos e estrangeiros. Organiza também residências temáticas ou voltadas para projetos específicos, em parceria com instituições locais de teatro. Alguns programas de residências são dedicados à formação e aperfeiçoamento profissional no que diz respeito aos aspectos criativos da escritura e da tradução de dramaturgia.
Informações adicionais:
Tel. 055-8244458. Email: fatlaloggia@ftbcc.it.

Civitella Ranieri Center. Programa de residência criado em 1995 pela Fundação Civitella Ranieri. O Centro de residência é situado no castelo Civitella Ranieri do século XV, perto de Umbria, Perugia. Voltado para artistas visuais, músicos e escritores, e todas as nacionalidades, interessados em desenvolver projeto de criação. Os interessados devem ser recomendados pelos membros do Conselho da Fundação. Seus projetos são avaliados por uma Comissão de seleção formada por críticos, acadêmicos e artistas.
Endereço da Fundação: Civitella Ranieri Foundation
28 Hubert Street New York, NY 100139; Tel 1-212-226-2002.
Endereço do Centro: Civitella Ranieri Center
Localita Civitella Ranieri 06019 Umbertide Umbria (Perugia);
Tel 39-075-9417612. website: www.civitella.org

“Unidee in Residence”. Centro de pesquisa, produção e promoção de idéias criativas, criado pela Cittadellarte-Fondazione Pistoletto e localizado em Biella. Promove a interação entre a arte e as disciplinas humanísticas, científicas e sociais. O programa baseia-se na inserção da prática imaginativa de inspiração artística no tema do projeto de criação. É indispensável conhecimento da língua inglesa. Prove bolsa completa.
Informações adicionais:
Tel. +39-015-28400; www.cittadellarte.it/unidee Email: unidee@cittadellarte.it.

Reino Unido

Artist Links - Programa de intercâmbio entre artistas do Brasil e do Reino Unido criado conjuntamente pelo Arts Council England e British Council, com o apoio do Visiting Arts, com o objetivo de derrubar as fronteiras da arte e criar uma rede de colaboração entre artistas brasileiros e britânicos, permitindo que estes profissionais alarguem seus horizontes e tenham oportunidade de colaborar com diversos parceiros e culturas.
Beneficiários: Artistas contemporâneos que procuram criar um trabalho inédito nas múltiplas formas de artes, como música e ambientes sonoros; performances e live art; artes visuais, como pintura, fotografia e imagem digital; instalações; arte tecnologia e arte web; vídeo e animação; dramaturgia e literatura; dança e coreografia.
Duração: Dependerá do projeto - e do orçamento - proposto por cada artista.
Prazo de Inscrições: A cada seis meses uma nova rodada de inscrições
Benefícios: Varia de £3.000 a £10.000, dependendo das necessidades de cada um.
Seleção: Realizada através de comitê formado por seis pessoas do British Council – três de cada país – e dois convidados ligados ao mundo das artes.
Informações adicionais e ficha de inscrição para download :
www.artistlinks.org.br

Gasworks Residency Programme – Programa de Residência criado em 1994 pela Triangle Arts Trust* com o objetivo de oferecer a artistas internacionais uma oportunidade de trabalhar em Londres. O Centro reúne uma galeria e 15 estúdios, 3 dos quais são dedicados ao programa de Residência e o restante alugados para artistas londrinos. O seu programa de residência firmou-se como um dos mais reputados da cena londrina e do mundo pela sua contribuição à promoção da diversidade cultural e projetos experimentais. Até o momento o Gasworks já trabalhou com mais de cem artistas oriundos de mais de 50 países. A oportunidade de trabalhar com artistas baseados em Londres nas mais variadas linguagens (de pintura e instalação a fotografia e escultura) tem permitido trocas de idéias e conhecimentos entre praticantes, bem como inspirado a experimentação a partir de novos conceitos e novos materiais. Ademais, a natureza do programa é não prescritiva e baseada em processos.
Beneficiários: Artistas de todas as disciplinas e linguagens*. Artistas em meio de carreira e que nunca tiveram a oportunidade de trabalhar em Londres antes serão priorizados.
Localização: Localizado em um prédio Vitoriano no Sul de Londres, entre as estações de metrô Vauxhall e Oval underground.
Benefícios: (1) Alojamento, incluindo custos com aquecedor, luz, água; (2) Cozinha comum e telefone pago; (3) Acesso a fotocópias, fax, computador para verificar e-mail e Internet sob demanda; (4) Espaço durante quatro dias para expor trabalho produzido na residência; (5) Programa complementar de formação que, dependendo da especialidade e interesse do artista, pode variar de conversas (slide talks) a painéis de discussão de painéis no Gasworks e escolas de arte, bem como workshops com escolas infantis. Obs.: não fornece estúdios de trabalho nem equipamento, porém tem contatos com organizações de Londres que podem flanquear o uso a preços especiais. Em alguns casos, pode ajudar a identificar fontes de financiamento.
Seleção: realizada através de processo colaborativo entre o Comitê Consultivo (Gasworks Advisory Committee), os artistas residentes, os funcionários e o Coordenador do programa de Residência.
Inscrições: A qualquer momento sendo que a seleção é feita a cada três meses. Mas, atenção: as residências são programadas ao menos um ano antes do seu início, sendo o contrato assinado seis meses antes, ocasião em que o financiamento já deve estar assegurado.
O Conteúdo das solicitações: Um mínimo de 6 slides ou fotografias de trabalho recente. Documentação relevante (ex: artigos de jornal sobre trabalho, publicações, etc); Curriculum vitae. Uma exposição de motivos do artista (não mais que 250 palavras) indicando porque gostaria de participar do programa. Uma carta de referência. Uma indicação de possibilidades de financiamento Uma capa contendo nome, endereço, e-mail, telefone e fax e informação sobre datas desejáveis para a residência. Envelope selado e auto-endereçado para retorno do material.
Informações adicionais e envio de proposta:
Gasworks Residency Programme
155 Vauxhall Street London SE11 5RH UK
Alessio Antoniolli, Residency Co-ordinator,
tel :+ 44 20 7587 5202
*Triangle Arts Trust é um espaço criado em 1982 por Robert Loder e Antony Caro, que funciona como uma rede de organizações de arte. Realizam workshops liderados por artistas e residências onde artistas são convidados a se concentrarem mais em processos do que em obras como produto final (mais informações: http://www.trianglearts.org)
*notar as limitações da infra-estrtura.

Royal Court Theatre Residency - A Residência Internacional do Royal Court Theatre oferece uma oportunidade única para profissionais de o teatro de todo o mundo encontrar e trabalhar com dramaturgos, diretores e atores britânicos. The Royal Court Theatre é um dos teatros líderes europeus, que desde 1956 tem apresentado um programa com dramas inovadores que ficou conhecido no mundo inteiro. Anualmente produz 19 novas peças, a maioria das quais são premieres desenvolvidas, comissionadas ou descobertas pelo teatro. O trabalho internacional do Royal Court tem se expandido nos últimos anos, passando a incluir colaborações contínuas com teatros das Américas, Ásia, Europa e África. No ano passado, dramaturgos de 11 diferentes países participaram do programa, apoiado principalmente pelo British Council. O programa tornou-se um trampolim para o desenvolvimento de projetos
internacionais. Muitos novos e interessantes projetos de teatro evoluíram em diferentes partes do mundo como resultado do programa, incluindo uma Bienal de trabalhos internacionais no Royal Court que pode incluir trabalhos de participantes do Programa de Residência. O Royal Court tem dois teatros: O Jerwood Theatre Downstairs (proscenium arch) e o Jerwood Theatre Upstairs (studio theatre). A Residência Internacional acontece no Theatre Upstairs, que tem sido, desde 1968, o espaço do Royal Court para experimentações, acolhendo inúmeros escritores, diretores, autores britânicos em início de carreira. Desde 1994 tem acolhido uma sucessão de novas peças de grande impacto internacional escritas e dirigidas por autores
inéditos para o Royal Court, muitos dos quais com suas primeiras obras. Estas incluem peças de Martin Crimp, Tom Stoppard, Sarah Kane, Mark Ravenhill, Phyllis Nagy, Jez Butterworth, Conor McPherson, Meredith Oakes, Rebecca Prichard e autores internacionais tais que David Gieselmann, Marius Von Mayenburg, Vassily Sigarev, the Presnykov Brothers, Juan Mayorga, Marcos Barbosa e Edgar Chas. A Residência irá trabalhar com 10 autores de todas as partes do mundo, que deverão apresentar no Jerwood Theatre Upstairs trabalho de conclusão da Residência.
Beneficiários: dramaturgos em início de carreira
Local: Royal Court Theatre, Sloane Square, em Londres
Duração: 4 semanas
Benefícios: estúdio, alojamento (localizado perto do Teatro, com acesso a pé ou rápida viagem de ônibus), café da manhã, almoço, tradução dos textos para o inglês, acompanhamento do projeto (tutoria) e tickets de teatro. Caso seja aceito, o Programa ajudará a identificar instituições de apoio para financiar a passagem.
Prazo de inscrições: Até 1 de Março do ano corrente. Mas a partir de novembro as informações e inscrições já estarão disponíveis no site do programa
Seleção: envio de bound scripts.
Funcionamento do Programa: A Residência funciona de Segunda a Sexta-feira. Visitas a teatro e encontros individuais acontecem de segunda a sexta à noite e durante alguns finais de semana. Os participantes devem estar disponíveis para participar do programa inteiro. É um programa exigente e os participantes recebem com antecedência uma lista de leitura, alguns textos (playtexts) para ler e uma programação a seguir. Os brasileiros Marcos Barbosa, Newton
Moreno, Claudia Pucci e Edilberto Mendes já participaram do programa.
Idioma: O programa é praticamente baseado em textos, sendo assim, os participantes devem ter um bom conhecimento do inglês. Os dramaturgos poderão escrever em seu idioma nativo e seus trabalhos serão traduzidos pelo Royal Court.
Informações adicionais:
William Drew, International Assistant
Royal Court International Residency Sloane Square
London SW1W 8AS UK
Tel +44 20 7565 5050
Fax +44 20 7565 5001
international@royalcourttheatre.com

Suécia

IASPIS - International Artist's Studio Programme, Suécia. Programa de Intercâmbio cujo objetivo principal é promover diálogos criativos entre artistas visuais da Suécia com a cena de arte contemporânea internacional. O programa dispõe de acomodações e estúdios em Estolcomo, Malmö, Gothenburg e Umeå. Funcionando desde 1996, tem desempenhado um papel primordial na internacionalização da arte sueca, seja como uma instituição que apóia financeiramente artistas, seja como agente de diálogos e conexões entre artistas, escritores e curadores. Convidam artistas estrangeiros para residências de curta e longa duração, muitas vezes em conexão com uma exposição ou projeto específico.
Benefícios: estúdio, acomodação, despesas de viagem e ajuda de custo.
Informações adicionais:
Robert Stasinski
Email: rs@iaspis.com www.iaspis.com

Estados Unidos

The School of the Art Institute of Chicago. Criado em 1866, o Art Institute of Chicago possui hoje uma das mais renomadas escolas de arte e design do mundo. Aliando a formação técnica à conceitual, a entidade proporciona a seus alunos uma experiência, que inclui prática em atelier e estudos de história, teoria e crítica de arte, além da convivência com diversos artistas internacionais e com o importante acervo da instituição.
Outras informações sobre a escola estão disponíveis no site: http://www.artic.edu

Montalvo Arts Center, Saratoga, California – Em 1930, o Senador Phelan deixou em testamento que a Villa Montalvo deveria ser utilizada para "o desenvolvimento da arte, literatura, música, arquitetura". Assim, em 1939 Montalvo criou seu primeiro Programa de Residência Artística, o terceiro dos Estados Unidos. Desde então mais de 600 artistas de mais de 20 países já participaram do programa. O programa Sally and Don Lucas Artists, criado em 2004, Montalvo oferece acomodação e local de trabalho para os participantes, bem como
acompanhamento, tecnologia de ponta e contatos com instituições locais.
Informações adicionais:
Katharine Wallerstein, Programs Manager - kwallerstein@montalvoarts.org.

Djerassi Arts Centre – Localizado nas Montanhas de Santa Cruz, próximo a São Francisco. O Centro de Artes Djerassi foi criado pela família Djerassi em homenagem à escritora e poeta Pamela Djerassi morta aos 28 anos. Hoje funciona como uma organização sem fins lucrativos
Beneficiários: jovens artistas ou no meio da carreira nas seguintes disciplinas: coreografia, literatura, composição musical, artes visuais e media arts/new genres.
Benefícios: acomodação e estúdio para trabalho. Não inclui passagem aérea.
Duração: de 4 a 5 semanas começando em meados de Março a meados de Novembro.
Prazo de Inscrição: 15 de Fevereiro de cada ano para residências no ano seguinte.
Informações adicionais:
Djerassi Resident Artists Program
2325 Bear Gulch Road - Woodside, CA 94062 www.djerassi.org

Atlantic Center for the Arts, em New Smyrna Beach, Florida – Centro cultural, criado em 1979, pela pintora, escultora e ambientalista Doris Leeper, com o apoio da Fundação Rockefeller. Compreende um complexo de 6 prédios, biblioteca, estúdios para pintura, escultura, dança, música, gravação e teatro. O programa de residência reúne três artistas consagrados de diferentes disciplinas tais que artes visuais (pintura, escultura, fotografia, cinema e vídeo), arquitetura, música (composição e performance), literatura, dança contemporânea, artes performáticas, teatro para um diálogo interdisciplinar. Estes artistas vão acompanhar os trabalhos dos artistas residentes. Além de aulas, oferecem crítica individual ao trabalho dos artistas, espaço para trabalho. O programa visa incentivar o diálogo entre disciplinas, culturas e idéias.
Duração: três semanas
As condições de seleção mudam anualmente. O formulário de inscrição pode ser encontrado no:
http://www.atlanticcenterforthearts.org/images/pdfs/associate_applilcationform.pdf 1414
Informações Adicionais:
Atlantic Center for the Arts
1414 Art Center Avenue - New Smyrna Beach, FL 32168
[T] 386.427.6975
[F] 386.427.5669
http://www.atlanticcenterforthearts.org

ISCP – International Studio & Curatorial Program – Residência artística para artes visuais, localizada em Manhattan, Nova York, epicentro da arte contemporânea (prática e mercado). Tem como proposta integrar o participante na cena artística local. Durante o período de estadia o participante tem a visita de vários críticos de arte.
Beneficiários: artistas e curadores
Benefícios: estúdio para trabalho e infra-estrutura para integração e interação com a cultura local. (Não provê alojamento).
Duração: de três a doze meses
Informações Adicionais:
Dennis Elliott, Director - International Studio & Curatorial Program (ISCP) 323 West 39th St., Suite 806 New York, NY 10018

Canadá

Banff Centre for the Arts – Centro dedicado ao desenvolvimento profissional de artistas, atua como um catalisador para criatividade e experimentação. Oferece residências para profissionais de artes visuais e mídia, música, teatro, literatura e arte aborígine. O auxílio financeiro está sujeito à avaliação de projeto, mérito e exigências de cada programa. Estimula
a interação entre linguagens e o diálogo.
Duração: de três meses a um ano
Informações Adicionais:
Tel: 403.762.6180 / Fax: 403.762.6345

Centre Est Nort Est – Criado em 1987 por um grupo de artistas. O programa de residência tem como objetivo oportunizar a artistas visuais e escultores acesso a recursos humanos e tecnologias de ponta que estimulem sua prática artística. Prioridade encorajar pesquisa artística e experimentação na arte contemporânea.
Beneficiários: artista de artes visuais e outras disciplinas, jovens ou já consagradas, e também curadores com projeto de residência temática.
Duração: de 2 a 6 meses
Benefícios: 600 dólares canadenses por 2 meses de residência, assistência técnica de profissionais, estúdios individuais, equipamentos e instrumentos de trabalho, alojamento e 300 dólares por mês para despesas com alimentação e outros.
* custos de viagem e transporte de material ficam a cargo do participante.
Seleção: Comissão composta por membros da organização e por artistas convidados.
Informações adicionais: www.estnordest.org

Argentina

El Basilisco. Buenos Aires - Residência para artistas criada em 2004 com o objetivo de ampliar o intercâmbio cultural nacional, regional e internacional. O programa une artistas do interior da Argentina com artistas de outras nacionalidades, para participar de um período de trabalho intensivo que inclui eventos de interação com pares da cena local, estudantes e público em geral.
A localização do centro de residência, na Casa da Avellaneda, em Buenos Aires, permite esta interação com a cidade e o contexto local. No final de cada período de residência é organizado um evento público para apresentar os projetos desenvolvidos.
Benefícios: alojamento e espaço para trabalho.
Beneficiários: artistas visuais, com abertura para projetos multidisciplinares
Duração: até 3 meses
Seleção: não existem condições específicas.
Informações adicionais:
Tamara Stuby
Email: residencias@elbasilisco.com
http://www.elbasilisco.com/residencias.html

Colômbia

Lugar a Dudas. Centro de residência situado na cidade de Cali criado com o apoio da Triangle Arts, tem como objetivo estimular e apoiar artistas emergentes oferecendo alternativas diferentes para explorar novas formas de interação durante o processo criativo.
Beneficiários: artistas e curadores.
Benefícios: os artistas devem procurar financiamento para cobrir seus custos de residência: passagem aérea, hospedagem, material de trabalho, transporte local, custo de manutenção e outros.
Duração: de um (1) a (2) meses.
Contrapartida: no final da residência se organiza um dia de estúdio-aberto em que o artista apresenta informalmente sua obra.
Seleção: Uma Comissão composta por artistas colaboradores e basea-se na qualidade do trabalho proposto, potencialidade e pertinência ao contexto.
Prazo de inscrição: qualquer época do ano. Devem indicar fonte de recurso para realizar a residência.
Informações adicionais:
SALLY MIZRACHI
calle 15N # 8N-41/, Cali, Colômbia / tel 6682335 email: lugaradudas@uniweb.net.co

México

Sala de Arte Público Siqueiros, México - Pertencente à rede INBA de museus e galerias, que possui 14 espaços culturais na Cidade do México, a Sala de Arte Público Siqueiros compõe um espaço de extraordinária oferta de atividades e serviços culturais e está localizada no circuito de museus de Chapultepec, no coração de Polanco. Sua missão é a conservação e difusão da
obra de David Alfado Siqueiros. Seu acervo constitui-se numa importante memória da pintura mexicana do século XX, contendo pinturas, escritos, gravações e filmes da trajetória desta figura essencial no movimento muralista mexicano. Sua sala permanente oferece ao espectador novas leituras da obra desse muralista, além da sala denominada "El Cubo", um grande cubo branco
de 90 m2, com 7 metros de altura, que em sua origem era o jardim da casa de Siqueiros, hoje destinado a exibir propostas específicas de artistas contemporâneos. Além disso, oferece arquivo e biblioteca, salão de leitura e uma programação de conferências, seminários, ciclos de cinema, etc.
Outras informações:
http://www.siqueiros.inba.gob.mx
http://www.conaculta.gob.mx/saps/ email: salasiqueiros@yahoo.com

Austrália

Gertrude Contemporary Art Spaces - Residência nos Estúdios Gertrude Contemporary Art Spaces, em Melbourne, Austrália, para artes visuais, durante um período de meses. Gertrude, fundado em 1983, é um conjunto de galerias e de estúdios de arte contemporâneo, sem fins lucrativos, situado no centro do bairro cultural de Melbourne. Ele propõe uma assistência profissional aos artistas, organizando exposições, colocando a sua disposição estúdios e através de programas públicos permitem abordar a relação entre a prática da arte contemporânea e o debate atual. Recebe apoio do Governo de Vitória, através da “Arts Victoria Department” ligado ao Gabinete do Primeiro Ministro. O South Project iniciou parceria para promover a prática artística e o intercâmbio entre os artistas de países do Sul. O South Project representa uma série de eventos organizados com vistas a tecer uma ligação cultural entre os países do Sul e a facilitar o intercâmbio criativo e se concentrando no aspecto visual da cultura. O programa propõe
oportunidades de residência, de agrupamentos internacionais, criação em rede, parcerias, exposições, publicações eletrônicas, bem como debates e workshops.
Beneficiários: Artistas visuais profissionais com talento comprovado, comprovando inovação, experiência e excelência na prática das artes visuais contemporâneas e com sentido do debate. Conhecimento prático do inglês
Prazo de inscrição: 30 de abril do ano corrente
Benefícios: Passagem aérea, Alojamento, 250 $ australianos por semana; Possibilidade de apresentar uma exposição individual Gertrude Contemporary Art Spaces durante o último mês da residência.
*Os custos com seguro saúde e visto ficam a cargo do candidato.
Contrapartida: Fazer discurso no quadro do Projeto Sul (South Project)
Período da Residência: 8 janeiro a 30 de março
Candidatura: Enviar o formulário de inscrição diretamente ao Gertrude Contemporary Art Spaces, com os documentos que seguem:
- Currículo vitæ
- Fotografia recente
- Breve descritivo do projeto que será desenvolvido durante a residência,
bem como previsão de orçamento.
- Contato (ou cartas de recomendação) de dois profissionais reconhecidos
no domínio artístico
- Trabalhos executados nos últimos dois anos ou um CD contendo um máximo de 12 imagens digitais OU um DVD OU vídeo. Não enviar fotografias ou imagens fotocopiadas ou de desenhos
- Um envelope selado auto-endereçando (selo internacional) para retorno do dossiê de nscrição.
Contato: Gertrude Contemporary Art Spaces
Mme Alexie Glass, Directrice
200 Gertrude Street Fitzroy
Victoria 3065 Australia
T: +61 3 9419 3406
F: +61 3 9419 2519
E: info@gertrude.org.au
http://www.gertrude.org.au

Senegal

Ecole de Sable – Centre International de Danses Traditionnelles et Contemporaines d'Afrique. Escola criada em 1998 pela coreógrafa e dançarina Germaine Acogny com o objetivo de ser um centro de referência em dança africana onde jovens dançarinos de origem africana possam se beneficiar de uma sólida formação profissional e de intercâmbio internacional. Oferece programas de residência individual ou coletiva para artistas
interessados em encontrar novas fontes de inspiração em terra africana.
Beneficiários: escritores, artistas plásticos, músicos, dançarinos, etc...
Informações adicionais:
JANT-BI, L'ECOLE DES SABLES
22, rue Thiong BP 22626
15523 Dakar
Tel. : 221-839 80 90
Fax : 221-836 3619
email : jant-bi@orange.sn

INSTITUIÇÕES FINANCIADORAS

Fundação Iberé Camargo - Fundação criada em 1995 com o objetivo de preservar e divulgar a obra do prestigiado pintor brasileiro. Além de aproximar o público deste que é um dos grandes mestres da arte no século XX, a instituição procura incentivar a reflexão sobre a produção artística contemporânea. Desde 2001, oferece anualmente bolsas a artistas visuais para uma temporada de aperfeiçoamento em um centro de arte internacional.
http://www.iberecamargo.org.br/content/bolsa/default.asp


Fonte: site do Mestrado em Artes Visuais da Universidade Federal da Bahia - http://www.mav.ufba.br/

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

ENTREVISTA: Nicolas Bourriaud


Entrevista publicada originalmente no site português artecapital.net 03-02-2009
Por Sílvia Guerra
Novembro-Dezembro, 2009


Nicolas Bourriaud (n. 1965) é um dos filhos pródigos da arte contemporânea francesa. É simultaneamente curador, ensaísta, crítico de arte e globe-trotter. A sua carreira como curador adquiriu visibilidade a partir de algumas exposições internacionais em que participou, tais como: “Aperto 93” (Bienal de Veneza, sob curadoria geral de Achille Bonito Oliva), “Traffic” (CAPC, Bordéus, 1996), “Experience de la Durée” (Bienal de Lyon, 2005), e Bienal de Moscovo (2005 e 2007). Teorizou as novas práticas artísticas que eclodiram no final dos anos 90 e inícios do século XXI, com artistas como Philippe Parreno, Dominique Gonzalez-Foerster ou Rirkrit Tiravanija. Publicou diversos livros assumindo a autoria de novas teorias sobre a arte, como a da estética relacional. Aumentou a sua notoriedade quando, entre 2001 e 2004, protege a especificidade do Palais de Tokyo, lugar dedicado à criação contemporânea da cena cultural parisiense: que co-dirigiu com Jérôme Sans. Recentemente, em 2008, comissariou “Estratos” em Murcia, Espanha, e “La Consistance du Visible” na Fundação Ricard, em Paris. Em 2006 foi nomeado curador da Trienal da Tate, que decorre de 3 de Fevereiro a 26 de Abril de 2009. Foi sobre o conceito camaleónico de modernidade que trocámos aqui algumas ideias.


SG: Para a Trienal da Tate, em Londres, propôs um novo conceito, que é o de “Altermodern”. Esta outra modernidade é a chave de interpretação desta grande exposição colectiva. Gostaria de saber se com este novo neologismo inventado por si, procura medir o nosso afastamento em relação ao movimento histórico da modernidade?

NB: O “Altermodern” significa um duplo afastamento, seja em relação ao “pós-moderno”, seja em relação ao período moderno do século XX. Hoje a palavra “moderno” evoca duas coisas: o período histórico delimitado pela arte moderna, e a modernização do mundo, sob a égide do “progresso”. Ora aquilo a que chamamos moderno é um estado de espírito recorrente na história, que assume diferentes formas segundo as várias épocas.

SG: Como se liga o “altermodern” à contemporaneidade? É um seu sinónimo ou é uma maneira de repensar a noção de contemporâneo?

NB: O “Altermodern” é, para mim, a forma emergente e contemporânea da modernidade, ou seja, a de uma modernidade que corresponde aos desafios do século XXI, e especificamente ao momento histórico que vivemos e no qual nos inscrevemos, para o bem e para o mal: a globalização. Ser moderno, no século XX, correspondia a pensar de acordo com formas ocidentais; hoje, a nova modernidade produz-se segundo uma negociação planetária. Doravante, na sua reflexão plástica, os artistas tomarão como ponto de partida uma visão globalizada da cultura, e já não as conhecidas “tradições”: servem-se destas para se conectarem com o universal, para experimentarem novas vias. Por exemplo, Pascale Marthine Tayou utiliza os padrões culturais africanos para questionar os valores a partir dos quais os vemos a partir de Nova Iorque ou Berlim.

SG: Como poderíamos definir o significado dessa noção para re-interpretar outras práticas culturais?

R: “Alter” significa outro, mas o prefixo evoca igualmente a multitude. Em política, a alter-globalização é uma constelação de lutas locais que visam combater a homogeneidade mundial. No domínio cultural, “alter-moderno” significa algo semelhante, é como um arquipélago de singularidades conectadas umas às outras.

SG: A Documenta 12 de Kassel foi também um momento no qual se perguntou se a modernidade não seria a nossa Antiguidade. Por seu lado, o antropólogo Bruno Latour defende a ideia de que nunca fomos modernos. Mas, hoje em dia, poderemos ser algo para além de modernos?

NB: Infelizmente, sim… O planeta inteiro está a ser percorrido por crispações identitárias, por retornos fundamentalistas, por radicalismos religiosos e políticos, e todos colocam em primeiro plano as raízes das assim chamadas “ identidades culturais”, que são um dogma. Deste facto, nasce hoje a necessidade e importância de fazer a recomposição de uma modernidade, cujo gesto primordial é o do desenraizamento do solo, do exôdo das tradições identitárias e das comunidades constituídas. No que diz respeito à Documenta, não podemos esquecer que o regresso à Antiguidade foi o sinal durante um longo período de tempo, do aparecimento da modernidade, cujo exemplo mais evidente é o Renascimento italiano. É certo que o modernismo do século XX constitui a nossa Antiguidade – aonde temos de regressar – mas para dar um mais efectivo passo em frente. Hoje irritarmo-nos com este revival modernista que pesa nas grandes exposições mas, na minha opinião, ele é apenas mais um fetichismo.

SG: Entre os artistas que convidou para esta Trienal, estão alguns que trabalham sobre dois vectores que você considera irreductíveis do conceito de “Altermodern”: o tempo e a história, como um novo continente. Poderia apresentar-nos o trabalho de alguns desses artistas?

NB: Os artistas procedem hoje por encadeamento de objectos visuais. Esta é a sua metodologia, e fazem-no através de obras que constituem arrêts sur l’ image” de um enunciado em perpétuo crescimento. Para fazer referência à obra de um artista emblemático, como é Seth Price, posso dizer que as suas formas permanecem em estado de cópia, mas sem adquirirem um estatuto como transitórias. As imagens são instáveis, estão à espera, entre duas traduções, de serem perpetuamente transcodificadas. Price desmotiva uma vã necessidade de classificar as suas obras, de lhes atribuir um lugar preciso na cadeia de produção e de tratamento da imagem. Os mesmos motivos são retomados com mais ou menos variantes em obras distintas. Outros como Nathaniel Melliors ou Spartacus Chetwynd, exploram a história como se ela fosse um espaço. Charles Avery, pelo contrário, cria a ficção de um universo inteiro que aboliu toda a noção de contemporaneidade. Todos eles fazem um mix de épocas e de estilos, tal como “semionautas” que produzem percursos através de diferentes épocas e estilos e a partir dos signos que pertencem a espaços-tempos afastados uns dos outros.

SG: Numa entrevista disse que quando tinha perguntas fazia exposições, e que quando tinha respostas, escrevia livros… Que conclusões se pode tirar dessa metodologia? Como vê a articulação do seu trabalho com o momento histórico (ele mesmo tão volátil)?

NB: O meu trabalho consiste em tentar fazer aparecer figuras no caos da produção contemporânea, ou seja, inventar chaves de leitura, utensílios teóricos que permitam ver a arte de hoje segundo um certo prisma. Esse trabalho efectua-se de forma discursiva num livro e transforma-se quando se trata de uma exposição: detesto a ideia de alinhar obras, uma após outra num museu, de forma a que se conformem ao que esperamos delas. Sabendo que toda a (boa) obra de arte é semionautas, obviamente que resiste à classificação sob a égide de uma teoria. Uma exposição é então um espaço-tempo de diálogo, um filme no qual me contento em fazer a montagem e para o qual escrevo as legendas.

SG: Conhecemos as suas útimas obras, Esthétique relationnelle e Postproduction, que permitiram teorizar a arte após a morte da história da arte dos anos 90. Com o seu proximo livro Radicant, em que analisa a nova geração, o que nos é dado a conhecer?

NB: A Trienal “Altermodern” e o ensaio Radicant, completam-se e respondem um ao outro, já que foram concebidos em conjunto. Em “Altermodern”, onde procuro descrever as suas condições de emergência, existe a articulação em torno de noções como a de precariedade (a arte que chama a atenção para a fragilidade de todas as construções sociais e mentais), de errância (como porta de saída do pós-moderno), de forma-viagem (na qual a obra se apresenta como percurso, e não mais como uma superfície ou volume), ou de implicação de temporalidades (a tessitura de espaços-tempo heterogéneos na obra).

SG: Poderia explicar-nos como trabalha com os artistas e criadores que acompanha? Qual é o seu modus operandi enquanto curador?

NB: Cada exposição tem a sua própria história. Esta foi concebida no quadro de uma série de discussões com actores do mundo da arte: por exemplo, a série de quatro “Prólogos” que precederam a Trienal, e que implicaram a participação de outros teóricos, de artistas e de críticos de arte. Depois, poderia dizer que, de uma forma mais geral, esta exposição foi concebida como se fosse um debate alargado.

SG: E qual é o papel do crítico de arte nos nossos dias?

NB: Hoje, mais do que nunca, é indispensável designar as coisas e fazer a sua análise. Perante um mundo como o actual, que progressivamente se reduz mais às dimensões de um supermercado de imagens e de signos, é urgente reafirmar o valor do comentário e da selecção. Isto poderia resumir-se deste modo: eu, um indivíduo entre outros, vou mostrar este objecto, que me parece mais interessante do que outros; e vou-lhes explicar porquê, e a partir de que valores emito este julgamento. Será que é necessário relembrarmo-nos de um velho adágio talmúdico, segundo o qual um texto (e por extensão, qualquer outro objecto) não adquire o seu real valor senão a partir do momento em que foi sujeito a um comentário?

SG: Em Portugal, onde fazem falta mais revistas em papel consagradas à arte contemporânea, apropriámo-nos do formato digital para existir. A Artecapital existe desde há três anos… Poderemos dizer que fazemos parte de uma “alter-modernidade”? As diferentes velocidades de crescimento nos países europeus são uma das razões para que nos continuemos a sentir tão “far away so close”…

NB: A verdadeira virtude do pós-modernismo foi a de equalizar filosoficamente, e mesmo juridicamente, as diferentes versões dos espaços-tempo que compõe o nosso mundo, e do qual certas versões eram precedentemente consideradas pelo mundo modernista como simplesmente “em atraso”. A “alter-modernidade”, é a coordenação estrutural produtiva das diferentes velocidades, com a finalidade de criar novas visões do mundo, uma modernidade que seja finalmente planetária e não simplesmente pseudo-Ocidental, que seja um arquipélago e deixe de ser “continental”, no sentido em que deixe de ambicionar a totalidade.

SG: José Saramago escreveu, em 2008, um livro intitulado A Viagem do Elefante, no qual o seu protagonista paquiderme, proveniente da Índia, atravessa a Europa do século XVI. Nessa viagem “moderna” a palavra de ordem é: chegamos sempre ao sítio onde nos esperam. O que pensa desta visão da viagem? Ainda tem sentido?

NB: A errância é, antes de mais, encontrar o que não se procura. É este o verdadeiro luxo intelectual num mundo onde se fabricam dóceis consumidores a partir de perfis-tipo.

Link
ALTERMODERN – Tate Triennial 2009

Tate Britain, 4 Fevereiro – 26 Abril 2009
www.tate.org.uk/britain/exhibitions/altermodern/

Bibliografia
NICOLAS BOURRIAUD

Radicant
-Nova Iorque, Sternberg Press & Berlin (Merve Verlag), 2009.

Postproduction
-Dijon, Les presses du réel, 2004.
-Nova Iorque, Lukas & Sternberg, 2001.

Formes de vie. L’ art moderne et l’ invention de soi
-Paris, Denoël, 1999.

Esthétique relationnelle
-Dijon, Les presses du réel, 1998.


TATE TRIENNIAL NA TATE BRITAIN



fonte: artecapital.net - 03-02-2009

Altermodern, a quarta Tate Triennial, que apresentará alguma da melhor arte contemporânea na Grã-Bretanha, abre hoje, dia 3 de Fevereiro, na Tate Britain. Inclui obras em todos os media – desde fotografia, filme e vídeo, a extraordinárias instalações – e apresenta muitas obras novas, exibidas pela primeira vez.

A exposição propõe uma definição de uma nova forma de arte que celebra um novo espírito e energia na cultura contemporânea. “Altermodern” foi concebida por Nicolas Bourriaud, curador de arte contemporânea da Calouste Gulbenkian Foundation e um dos mais respeitados curadores da Europa. Bourriaud fundou a influente galeria de arte Palais de Tokyo e está a trabalhar na exposição da Tate Britain desde 2007.

Bourriaud define o trabalho de um grupo de artistas contemporâneos líderes como “Altermodern”, ou “moderno alternativo”. A exposição argumenta o que o período histórico definido como pós-modernismo está a chegar ao fim e uma nova forma de arte para o século XXI está a emergir. Altermodern expressa-se na linguagem de uma cultura global. Os artistas do altermodern canalizam as diferentes formas de redes sociais e tecnológicas oferecidas pelas linhas de comunicação e viagem sempre em rápido crescimento num mundo globalizado.

A exposição irá apresentar obras novas e recentes por artistas na vanguarda da sua geração. Os artistas representados incluem Franz Ackermann, Darren Almond, Charles Avery, Walead Beshty, Spartacus Chetwynd, Marcus Coates, Peter Coffin, Matthew Darbyshire, Shezad Dawood, Tacita Dean, Ruth Ewan, Loris Gréaud, Subodh Gupta, Rachel Harrison, Joachim Koester, Nathaniel Mellors, Gustav Metzger, Mike Nelson, David Noonan, Katie Paterson, Olivia Plender, Seth Price, Navin Rawanchaikul, Lindsay Seers, Bob e Roberta Smith, Simon Starling, Pascale Marthine Tayou e Tris Vonna-Michell.

Disponível em: www.tate.org.uk

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

7ª Bienal do Mercosul: Grito e Escuta
texto curatorial de Victoria Noorthoorn e Camilo Yáñez

fonte: canalcontemporaeo.art.br

Victoria Noorthoorn e Camilo Yáñez
Curadores Gerais da 7ª Bienal do Mercosul

Porto Alegre, Brasil - 26 de setembro a 22 de novembro de 2009

A 7ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul propõe revalorizar o artista como um ator social e constante produtor de um sentido crítico necessário, posicionando seu olhar no cerne de cada uma das exposições e programas. Assim, os artistas organizam na Bienal as exposições, desenvolvem as ferramentas e programas educativos, e lideram a comunicação e o sistema de publicações.

Em seu conjunto, a 7ª Bienal propõe uma inversão metodológica: um sistema centrado nos processos de criação – mais que em temas específicos – onde ação e reflexão (Grito e Escuta) operam como as ferramentas a partir das quais a Bienal se articula em sua totalidade. Busca-se criar uma Bienal “protéica”, um sistema de possibilidades dinâmico, onde cada espectador seja capaz de montar seu próprio sistema de leitura.

Por outro lado, a 7ª Bienal busca romper limites, tanto no tempo quanto no espaço. No espaço, porque seus limites físicos não coincidem com os de Porto Alegre, Brasil e Mercosul: seus artistas e a Rádio Bienal transcenderão fronteiras e uma das exposições abrirá simultaneamente em diversas cidades do planeta. No tempo, porque esta é uma Bienal que nunca termina: ensaia metodologias educativas que, esperamos, perdurem tempos depois, enquanto uma de suas exposições permanecerá aberta indefinidamente.

A centralidade do artista está presente em cada uma das ações da Bienal, em suas exposições e programas.

As exposições questionam aspectos pontuais do processo criativo:
O desenho como primeiro espaço de tradução do pensamento do artista;
Os processos de criação que interpelam as condições culturais e políticas de contextos específicos;
O artista que retira os elementos de linguagem da arte e expõe suas condições de produção;
O humor e o absurdo como instrumentos de resistência e liberdade;
A transformação como ferramenta capaz de deslocar a percepção da obra e sugerir uma suspensão do tempo;
O diálogo com a cidade, cuja trama os artistas modificam e resignificam, a modo de um texto público;
A arte como espaço de projeção de ideias, de planificação, de comunicação, da imaginação.

Os três programas principais se dirigem a um público de diversas latitudes e procedências.
Este é o caso do Projeto Pedagógico, com seu programa de residências artísticas em Porto Alegre e nas diversas comunidades do estado do Rio Grande do Sul, no qual os artistas desenham novas metodologias para o sistema educativo.
É o caso também do Programa Editorial, também coordenado por artistas. Este programa contempla um sistema de publicações variáveis e de baixo custo, que podem ser montadas pelo próprio espectador e que permitirão diversos níveis de acesso às obras e uma concepção diferente da comunicação: nesta Bienal não haverá publicidade, mas obras de arte nos meios de comunicação.
Finalmente, o caso da Rádio Bienal, que simboliza o interesse comunicacional da 7ª Bienal, e que aproximará o ouvinte imediato e o distante aos processos de construção e debates gerados pela Bienal.

Juntos, exposições e programas compõem um sistema orgânico, caracterizado pela expansão e pela abertura. Com a finalidade de destacar esta última, a 7ª Bienal organiza uma convocatória aberta para Projetáveis, uma exposição que viaja sem bagagem e que tem a capacidade de ser apresentada simultaneamente na Bienal e em diversas cidades do Brasil e do mundo.

Por sua vez, o título da Bienal – Grito e Escuta – se refere à importância de explorar a comunicação multidirecional: entre um mundo em conflito e um artista que escuta e responde; entre um artista que produz sentido com a intenção de que o mundo o escute, através de múltiplas linguagens, com a intenção de alterar, por sua vez, a hegemonia da visualidade. A 7ª Bienal do Mercosul explora a sonoridade, o movimento corporal, a vivência social e a vivência pedagógica como partes integrantes da experiência da arte hoje.

Por fim, seu título propõe chamar a atenção e sinaliza a intenção da 7ª Bienal de incorporar um amplo espectro de conteúdos: desde o artista que realiza uma ação para gerar uma transformação ou um impacto concreto sobre a realidade, até o artista que promove a atitude reflexiva e a escuta ante o entorno, que resgata o poder do diálogo como modelo possível de construção para uma sociedade melhor.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

BIOGRAFIA - Tehching Hsieh

F
ontes: Blog Eric Coutinho e site da revista ArtForum.


Neste mês de janeiro Tehching Hsieh abre exposição em dois dos mais importantes museus de arte de NovaYork, MOMA e Guggenheim(21 e 30/01) com registros e documentações de seus trabalhos. Em março a editora MIT Press lança uma monografia de sua obra.
(leia no final detalhes sobre as obras que serão apresentadas nas mostras, texto originalmente publicado no site da Revista ArtForum em 22/01)

Tehching Hsieh
é um artista performático, nascido em Taiwan em 1950 e residente na cidade de Nova York, EUA desde 1974. Em sua terra natal fazia pintura abstrata, mas mesmo antes de deixar seu país, Hsieh abandonou a pintura. Em 1978, depois de se estabelecer nos Estados Unidos, inicia a primeira de uma série de performances com um ano de duração, chamada de One Year Performance.

Foram cinco as performances dessa série, sendo elas:

The Cage Piece 1878-79 - Hsieh se confina em uma cela dentro de seu estúdio, se comprometendo a não sair de lá, não falar, ler, escrever, ouvir rádio ou ver TV durante todo o ano

The Time Piece 1980-81 - Durante um ano inteiro, o artista batia cartão em um relógio de ponto em seu estúdio de hora em hora.

The Outdoor Piece 1981-82 - O artista agora se compromete a viver durante um ano em ambientes externos, não podendo entrar em casas, lojas, ou qualquer outro ambiente fechado, vivendo nas ruas com uma mochila e um saco de dormir.



The Rope Piece 1983-84 - Uma performance em dupla com Linda Montano, onde os dois viveram durante um ano amarrados por uma corda, entretanto sem poder se tocar e tendo que estar sempre no mesmo ambiente um do outro.

No Art Piece 1985-86 - Após a repercussão de The Rope Piece, Hsieh se retira e nesta One Year Performance o artista se compromete a não fazer arte, não falar, não ver e não ler sobre arte, além de não ir à nenhum museu ou galeria, apenas viver. Não há registros.

Em Earth, o que seria (ou é?) sua última performance, Hsieh se compromete a ficar até o final do século, ou os próximos 13 anos, trabalhando com arte, no entanto sem levá-la a público. Em 1° de Janeiro de 2000, Tehching Hsieh anuncia para artistas, curadores e imprensa, na New York’s Judson Memorial Church:


“I kept myself alive. I passed the December 31, 1999.”

Disse ainda não ter produzido arte durante estes treze anos, nem ter documentado de nenhuma forma o período. Disse ter apenas vivido sua vida. Em 2000, Hsieh se casa com a artista chinesa Qinqin Li. Ele acredita que não se pode fazer arte e viver normalmente a vida e aparentemente, abandonou a arte.

Left: Tehching Hsieh, One Year Performance 1980–1981. Performance view, 1980. Tehching Hsieh. Photo: Michael Shen. Right: Tehching Hsieh, One Year Performance 1978–1979. Performance view. Photo: Cheng Wei Kuong.

Taiwanese-American artist Tehching Hsieh is well known for his durational performances. An installation of his first One Year Performance 1978–1979, commonly known as “Cage Piece,” debuted at the Museum of Modern Art in New York on January 21, inaugurating MoMA’s new “Performance” series. His second One Year Performance 1980–1981, or “Time Clock Piece,” will be included in the Guggenheim Museum exhibition “The Third Mind,” opening on January 30. A comprehensive monograph of his oeuvre, Out of Now, is slated to be published by MIT Press and Live Art Development Agency in March.

IT’S COINCIDENTAL THAT “Cage Piece” and “Time Clock Piece” will be exhibited in January in New York, along with the publication of the book. “Cage Piece” is, for me, my most important work. Reinstalling the cage brought back memories of the year that I lived inside the cage and also memories of the following years, in which I struggled to return to normal life. The installation of the original cage at the museum is somewhat hidden: There will be a separate room built inside the gallery space that contains the cage, and the audience will see documents of this piece before they approach the room. The cage is the same size as the original and includes the same source of light––a one-hundred-watt bulb.

“Time Clock Piece” has never been shown in its complete form, with all the original documents, which include still and moving images, a 16-mm film camera, and a 16-mm projector to run the film loop. For me, these documents are important, but they are secondary, because they offer only traces. There are elements that are invisible and can only be approached through the viewer’s own experience and imagination. As an artist, after having finished my work, I am separated from the artwork; as a witness, I can provide original thoughts that will help the artworks to be better understood.

The book, two years in the making, is authored with Adrian Heathfield. Before we started working on the book, I had spent a lot of time digitizing my extensive archives. I’ve always had an uneasy relationship with language. I’m accustomed to asking questions and answering them in my mind without using any verbal or written tactics, so I found it hard to transform my thoughts into language. Adrian is a good listener and a keen thinker, and he was cautious to not categorize my work in any way that was not true to my original concepts. There have also been other important artists and writers who have responded to my artworks in deep and beautiful ways.

As told to Arthur Ou

Veja parte do registro de suas obras, incluindo material de vídeo, no website:
http://www.one-year-performance.com

Artista Mônica Nador leva cores a bairro de Santo André

FABIO CYPRIANO
da Folha de S.Paulo 25/01/2009

"É ela quem faz desenho na casa dos outros", diz a menina com menos de cinco anos, camisa rosa e saia vermelha, apontando a artista Mônica Nador, que tem coordenado a pintura da fachada de casas no Jardim Santo André, em Santo André, cumprindo promessa que nada tem de religiosa: gastar tinta onde é necessário.

Projeto da artista plastica Mônica Nador, que pinta casas em bairros da periferia; o projeto está indo para o Jardim Santo André (SP)

Nos últimos três meses, a jovem moradora da região em processo de urbanização, que se tornou conhecida por ser onde ocorreu a tragédia do caso Eloá, viu cerca de 30 casas ganharem cores e padrões inéditos. A mudança é tão significativa que as ruas da região, ainda sem nome, passaram a ser chamadas com referências às pinturas realizadas. A rua do Jacaré, com uma pintura do animal, por exemplo, foi onde a garota apontou a artista.

Tigres, cachorros ou macacos, plantas e ainda objetos como bules, xícaras e fruteiras são elementos que agora fazem parte da fachada das moradias, feitos a partir de encontros com os próprios moradores.

"Mesmo que não sejam eles que pintem, sempre peço que ao menos eles escolham os desenhos [...] Mas também estabeleço alguns critérios: não pode ser logomarca, e é preciso ter alguma relação com a pessoa", conta Nador.

Artista que iniciou sua carreira nos anos 80, no momento em que se pregava o retorno à pintura, Nador, apesar do reconhecimento, decidiu, na década seguinte, que não iria mais usar pincéis dentro de museu. "Eu achava que estava gastando tinta onde não era necessário", costuma dizer.

Em 2004, após várias experiências em pintar casas junto com seus moradores, Nador fundou o Jardim Miriam Arte Clube (Jamac), instalando-se de forma fixa no bairro homônimo da região sul da capital. Rapidamente, veio o reconhecimento, com o grupo convidado para a Bienal de São Paulo de 2006, "Como Viver Junto".

Habitação e arte

Graças à sua atividade com o Jamac, Nador foi contatada por profissionais da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Governo do Estado de São Paulo (CDHU). "Estamos desenvolvendo um trabalho de urbanização de favelas e, ao concluirmos duas delas, percebemos que população precisava mais do que obras, mas de sentimento de pertencimento, de valorização da auto-estima, e que a arte poderia ajudar nisso", disse à Folha Viviane Frost, superintendente de ações de recuperação urbana da CDHU.

Na próxima semana, a especialista apresenta os resultados já alcançados no Jardim Santo André num congresso sobre urbanização e inclusão social na América Latina, na Universidade da Flórida (EUA).

O trabalho de Nador no Jardim Santo André é considerado piloto, mas deve se estender a todas as 3.000 moradias do local, segundo Lair Krähenbühl, secretário de Estado da Habitação e presidente do CDHU. "Criamos uma dotação orçamentária, o projeto São Paulo de Cara Nova, com R$ 50 milhões a serem gastos não só em pinturas, mas em melhorias estruturais como muro de arrimo", explica o secretário, que estima gasto de R$ 1 mil por moradia.

Em um local de tons escurecidos, as novas casas coloridas se sobressaem. Uma das que alcança maior destaque é a do casal Gilcilene Girardelli e Edielson Ferreira Bento. "Eles queriam usar o desenho de um cachorro com chapéu, mas achei que seria forçado e mostrei o desenho de uma criança, com quem trabalhei no Japão, no ano passado, e eles gostaram", conta Nador. "Nossos amigos e parentes nem reconhecem mais nossa casa, só espero que a japonesa não cobre direitos autorais", brinca Bento.

DOWNLOAD DO CATÁLOGO JAMAC GRÁTIS - CLICAR

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009


THE DRAWING CENTER NEW YORK

Through February 5

Curated by João Ribas

For several decades, Matt Mullican has operated at the edge of the symbolic, that interstitial zone where our perceptual capacity splits from language's ability to classify and describe. Throughout his multifarious attempts to reveal that psychic realm, the artiast has employed the medium of drawing—whether mapping imaginary cities, devised to schematize unconscious thought; constructing cosmological models proposing new psychogeographic coordinates; or staging performances under hypnosis during which, brush and ink in hand, he surrenders to involuntary logorrhea. In this survey, of some one hundred videos, drawings, bulletin boards, notebooks, and rubbings from 1970 to the present, the Drawing Center charts Mullican's ongoing efforts to lend form to the ineffable.

Matt Mullican, Untitled, 2006, mixed media on bulletin boards, each 96 x 48 x 3".