Museu Vale (Vila Velha/ES) realiza 4ª edição dos Seminários Internacionais
O Museu Vale, em Vila Velha (ES), apresenta a 4ª edição dos Seminários Internacionais entre 11/03/09 e 15/03/09. Com o tema “Criação e Crítica”, o evento tem o propósito de mostrar a relação entre o fazer artístico e o pensamento que o compreende. São encontros entre artistas e críticos. A coordenação está a cargo do filósofo Dr. Fernando Pessoa, professor de Filosofia da Universidade Federal do Espírito Santo, e de Glória Ferreira, crítica de arte e curadora independente.
Programação:
11/03/09, credenciamento e abertura.
19h - Abertura do seminário com Mônica Zielinski (professora e coordenadora da catalogação da obra completa do pintor Iberê Camargo) e lançamento de livro.
12/03/09
15h - mesa-redonda 1 - José Damasceno (artista) e Tania Rivera (psicanalista e crítica de arte).
19h - mesa-redonda 2 – Jean-Claude Lebensztejn (crítico de arte - professor emérito de história da arte da Universidade Paris).
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13/03/09
- 15h – mesa-redonda 3 – Rodrigo Braga e Clarissa Diniz (artistas).
- 19h – mesa-redonda 4 - Ana Maria Machado (escritora) e Eduardo F. Coutinho (crítico literário).
14/03/09
- 11h – mesa-redonda 5 - Marilá Dardot (artista) e Luisa Duarte (crítica de arte).
- 15h – mesa-redonda 6 – Nelson Félix (artistas) e Glória Ferreira (crítica de arte e curadora).
15/03/09
- 11h – mesa-redonda 7 - Ricardo Basbaum e Waltercio Caldas (artistas).
- 15h – mesa-redonda 8 – Jacinto Lagueira (crítico de arte, professor de Estética na Universidade de Paris 1 Panthéon-Sorbonne) e Thierry De Duve (crítico de arte, historiador, filósofo da arte, professor da Universidade de Lille 3).
Vila Velha (ES): antiga Estação Pedro Nolasco, s/nº, Argolas, tel. (27) 3333-2484. www.museuvale.com e www.seminariosmv.org.br
quarta-feira, 11 de março de 2009
Rumos é pautado pela delicadeza
Quarta edição do projeto reúne 45 obras selecionadas entre mais de 1.600 inscritos, quase todas marcadas pela sutileza
Maria Hirszman do Estadão
Com uma edição bastante enxuta, em que predomina grande multiplicidade de enfoques, suportes e tendências, será inaugurada hoje a 4ª exposição do projeto Rumos Visuais, do Itaú Cultural. Como ocorre desde sua implementação, há uma década, o evento conta com participação mais expressiva do Sudeste, com forte presença de artistas residentes em São Paulo e no Rio. Mas há também representantes de outros nove Estados entre os 45 artistas selecionados pela equipe curatorial, a partir de um esforço de mapeamento desenvolvido por um amplo time formada não apenas por um curador-geral, Paulo Sergio Duarte, mas também por quatro curadores e oito curadores-assistentes. Neste biênio, houve número recorde de inscrições (mais de 1.600), tornando extremamente difícil o processo de seleção, sobretudo na fase final.
Apesar da dificuldade crescente em sintetizar os rumos atuais dessa produção e do desejo de abertura expresso pela própria generalidade do título Trilhas do Desejo, adotado pela mostra, é possível notar ao longo da exposição a persistência de algumas linhas mestras, como o entrecruzamento de linguagens, a inexistência de uma hierarquia entre os diferentes suportes e grande preocupação com a beleza plástica da obra. Característica curiosa, destacada por Paulo Sergio Duarte, é, por exemplo, o desaparecimento do mundo rural nos trabalhos inscritos.
Também não se nota esboço de nenhuma ação poética crítica, de cunho político. Há, sim, em várias obras, a presença de questões de caráter regional ou de reelaboração de elementos cotidianos, de memória e vivências (em sua maioria urbana), mas sempre pautadas por grande sutileza. A tal ponto que Duarte tenderia a chamar a mostra de O Espetáculo e a Delicadeza. Ele faz questão de destacar que usa espetáculo não no sentido pejorativo do termo, mas como forma de definir o caráter sedutor, belo, dos trabalhos. Exemplos de trabalhos que se enquadram nesse binômio são os apresentados por Amanda Mei (SP) e Daniel Herthel (MG).
A opção por reduzir o número de artistas também contribui para essa maior sensação de leveza, tornando o espaço menos comprimido do que nas edições anteriores. O projeto museográfico criado por Pedro Mendes da Rocha não estabelece linhas divisórias. Vídeos, performances, pinturas e esculturas convivem nos três andares do prédio, se é que ainda é possível usar essas categorias de linguagem para falar das obras. Letícia Ramos (RS) faz uma videoinstalação a partir de fotos distorcidas e repetitivas feitas no Largo de Pinheiros; Rafael Alonso (RJ) cria obras de grande efeito pictórico usando elásticos ou fitas adesivas; Laila Terra (SP) propõe uma experiência multisensorial com sua escultura sonora.
Talvez o único piso em que haja uma vertente mais clara seja o primeiro andar, no qual se nota certa presença de questões pictóricas, cromáticas, mesmo que o suporte muitas vezes não tenha nada a ver com a tradicional superfície bidimensional. Lá estão, por exemplo, os baldes suspensos de Nino Cais ou o espaço de cor criado por Aline Shintani (ambos de SP).
Além de Trilhas do Desejo, a 4ª edição Rumos prevê eventos paralelos, como a organização de seminário entre 12 e 14 de março (que poderá ser acompanhado pelo site www.itaucultural.org.br), a realização de mostras itinerantes com recortes de obras selecionadas pelos curadores e ainda a parceria com diferentes instituições culturais do Brasil e do exterior, que receberão 4 dos 45 selecionados para períodos de residência. O júri responsável pela seleção dos artistas deve divulgar na próxima semana o nome dos contemplados com as bolsas de estudo.
Serviço
Rumos Artes Visuais 2008/ 2009. Itaú Cultural. Avenida Paulista, 149, tel. 2168-1776. 3.ª a 6.ª, 10 h/21 h; sáb., dom., 10 h/ 19 h. Grátis. Até 10/5
Preste Atenção
Este ano a mostra expandiu-se para fora do prédio do Itaú. Dois dos trabalhos mais interessantes estão numa casa alugada na R. Tomás Carvalhal, 273. Galeria Boliche, do mineiro Tiago de Carvalho, reúne obras de intensidade poética a partir de narrativas recolhidas no bairro; e a instalação do pernambucano Kilian Glassner, que pintou uma surpreendente paisagem no terraço do segundo andar da casa, para depois demolir parte do espaço, cria interessante relação com o entorno urbano.
Algumas obras conseguem potência poética com a manipulação e o encantamento de materiais aparentemente comuns. Preste atenção nas paisagens de arquitetura modernista de Yana Tamayo (DF) fotografando utensílios de plástico ou nas oníricas nuvens que Marcelo Moscheta, também com individual na Galeria Leme, sobrepondo caixas transparentes do chocolate que abrigam tufos de algodão.
Há certo caráter lúdico, infantil, em algumas obras, como a batalha naval interativa e agigantada, proposta por Laerte Ramos (SP), e a Revista Pretinho Básico, reedição das bonecas de papel acompanhadas de vestidos recortados. No caso da versão distribuída por Marina de Botas (SP), a boneca veste uma réplica do vestido que a artista usará em performance nesta noite. M.H.
Maria Hirszman do Estadão
Com uma edição bastante enxuta, em que predomina grande multiplicidade de enfoques, suportes e tendências, será inaugurada hoje a 4ª exposição do projeto Rumos Visuais, do Itaú Cultural. Como ocorre desde sua implementação, há uma década, o evento conta com participação mais expressiva do Sudeste, com forte presença de artistas residentes em São Paulo e no Rio. Mas há também representantes de outros nove Estados entre os 45 artistas selecionados pela equipe curatorial, a partir de um esforço de mapeamento desenvolvido por um amplo time formada não apenas por um curador-geral, Paulo Sergio Duarte, mas também por quatro curadores e oito curadores-assistentes. Neste biênio, houve número recorde de inscrições (mais de 1.600), tornando extremamente difícil o processo de seleção, sobretudo na fase final.
Apesar da dificuldade crescente em sintetizar os rumos atuais dessa produção e do desejo de abertura expresso pela própria generalidade do título Trilhas do Desejo, adotado pela mostra, é possível notar ao longo da exposição a persistência de algumas linhas mestras, como o entrecruzamento de linguagens, a inexistência de uma hierarquia entre os diferentes suportes e grande preocupação com a beleza plástica da obra. Característica curiosa, destacada por Paulo Sergio Duarte, é, por exemplo, o desaparecimento do mundo rural nos trabalhos inscritos.
Também não se nota esboço de nenhuma ação poética crítica, de cunho político. Há, sim, em várias obras, a presença de questões de caráter regional ou de reelaboração de elementos cotidianos, de memória e vivências (em sua maioria urbana), mas sempre pautadas por grande sutileza. A tal ponto que Duarte tenderia a chamar a mostra de O Espetáculo e a Delicadeza. Ele faz questão de destacar que usa espetáculo não no sentido pejorativo do termo, mas como forma de definir o caráter sedutor, belo, dos trabalhos. Exemplos de trabalhos que se enquadram nesse binômio são os apresentados por Amanda Mei (SP) e Daniel Herthel (MG).
A opção por reduzir o número de artistas também contribui para essa maior sensação de leveza, tornando o espaço menos comprimido do que nas edições anteriores. O projeto museográfico criado por Pedro Mendes da Rocha não estabelece linhas divisórias. Vídeos, performances, pinturas e esculturas convivem nos três andares do prédio, se é que ainda é possível usar essas categorias de linguagem para falar das obras. Letícia Ramos (RS) faz uma videoinstalação a partir de fotos distorcidas e repetitivas feitas no Largo de Pinheiros; Rafael Alonso (RJ) cria obras de grande efeito pictórico usando elásticos ou fitas adesivas; Laila Terra (SP) propõe uma experiência multisensorial com sua escultura sonora.
Talvez o único piso em que haja uma vertente mais clara seja o primeiro andar, no qual se nota certa presença de questões pictóricas, cromáticas, mesmo que o suporte muitas vezes não tenha nada a ver com a tradicional superfície bidimensional. Lá estão, por exemplo, os baldes suspensos de Nino Cais ou o espaço de cor criado por Aline Shintani (ambos de SP).
Além de Trilhas do Desejo, a 4ª edição Rumos prevê eventos paralelos, como a organização de seminário entre 12 e 14 de março (que poderá ser acompanhado pelo site www.itaucultural.org.br), a realização de mostras itinerantes com recortes de obras selecionadas pelos curadores e ainda a parceria com diferentes instituições culturais do Brasil e do exterior, que receberão 4 dos 45 selecionados para períodos de residência. O júri responsável pela seleção dos artistas deve divulgar na próxima semana o nome dos contemplados com as bolsas de estudo.
Serviço
Rumos Artes Visuais 2008/ 2009. Itaú Cultural. Avenida Paulista, 149, tel. 2168-1776. 3.ª a 6.ª, 10 h/21 h; sáb., dom., 10 h/ 19 h. Grátis. Até 10/5
Preste Atenção
Este ano a mostra expandiu-se para fora do prédio do Itaú. Dois dos trabalhos mais interessantes estão numa casa alugada na R. Tomás Carvalhal, 273. Galeria Boliche, do mineiro Tiago de Carvalho, reúne obras de intensidade poética a partir de narrativas recolhidas no bairro; e a instalação do pernambucano Kilian Glassner, que pintou uma surpreendente paisagem no terraço do segundo andar da casa, para depois demolir parte do espaço, cria interessante relação com o entorno urbano.
Algumas obras conseguem potência poética com a manipulação e o encantamento de materiais aparentemente comuns. Preste atenção nas paisagens de arquitetura modernista de Yana Tamayo (DF) fotografando utensílios de plástico ou nas oníricas nuvens que Marcelo Moscheta, também com individual na Galeria Leme, sobrepondo caixas transparentes do chocolate que abrigam tufos de algodão.
Há certo caráter lúdico, infantil, em algumas obras, como a batalha naval interativa e agigantada, proposta por Laerte Ramos (SP), e a Revista Pretinho Básico, reedição das bonecas de papel acompanhadas de vestidos recortados. No caso da versão distribuída por Marina de Botas (SP), a boneca veste uma réplica do vestido que a artista usará em performance nesta noite. M.H.
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Rodrigo Linhares
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quarta-feira, março 11, 2009
Rumos mostra nova arte do país
Mario Gioia da Folha de S. Paulo
RUMOS ARTES VISUAIS
Quando: abertura hoje (convidados), às 20h; de ter. a sex., das 10h às 21h, sáb. e dom., das 10h às 19h; até 10/5
Onde: Itaú Cultural (av. Paulista, 149, tel. 0/xx/11/2168-1776); livre
Quanto: entrada franca
Mapeamento de 45 artistas realizado pelo Itaú Cultural não encontra regionalismos e política explícita
Mostra, que tem abertura hoje para convidados, é fruto de trabalho coordenado pelo crítico Paulo Sergio Duarte
Mostra, que tem abertura hoje para convidados, é fruto de trabalho coordenado pelo crítico Paulo Sergio Duarte
Mario Gioia da Folha de S. Paulo
Mapeamento da nova arte nacional, o projeto Rumos Artes Visuais tem aberta sua exposição hoje no Itaú Cultural celebrando o cruzamento de linguagens -pintura, fotografia, vídeo, gravura, escultura, instalação, desenho e performance- como uma das principais características das 72 obras dos 45 nomes da mostra.
Mas esse não é o único traço comum. O esvaziamento dos regionalismos e a ausência de trabalhos de teor explicitamente político são outros aspectos que surpreenderam a equipe curatorial.
"A arte militante de cunho político-social acabou, ao menos nesse nosso mapeamento", afirma Paulo Sergio Duarte, 62, crítico de arte radicado no Rio e coordenador do grupo. "Nem entre os trabalhos descartados havia esse viés", diz ele, que contou com a ajuda de quatro curadores de outros Estados -Alexandre Sequeira (PA), Christine Melo (SP), Marília Panitz (DF) e Paulo Reis (PR).
Na entrada do último andar da exposição, o diálogo entre linguagens é destacado pelos curadores. Em uma das paredes, quatro fotografias da paulista Sofia Borges, 24, são influenciadas pela luz e pela composição da pintura. E, na frente delas, duas pinturas do paulista Rafael Carneiro se apropriam de imagens registradas por câmeras de um circuito interno de segurança.
"As fotos da Sofia têm uma luz barroca, guardam algo das pinturas dos séculos 16 e 17, de antigas naturezas-mortas", avalia Panitz, 50. "Já as pinturas do Rafael se apropriam dos frames do vídeo, são opacas." Borges concorda com a avaliação de Panitz. "Faço construções fotográficas.
Duplico figuras, faço sobreposições, coloco elementos. De certa forma, o meu método se apropria muito mais do "arbitrário" da pintura que do "instantâneo" da fotografia", diz a artista, um dos 16 nomes de São Paulo, o Estado com mais representantes no Rumos. Logo depois, vem o Rio, com seis, e o Pará, com cinco.
E é do Pará que são exibidos outros bons trabalhos da mostra, como o vídeo "Efêmera Paisagem", de Alberto Bitar, que, em quatro minutos, reconstrói o caminho de 70
km que o artista percorria com a sua família de Belém a Mosqueiro. "Poderia ter sido feito em qualquer lugar, tem uma velocidade próxima do mundo urbano", diz Sequeira, 47. "Por isso acreditamos que os regionalismos mais antigos foram suplantados. O artista usa um discurso que é forte em qualquer ambiente."
Uma noção de precariedade também parece aproximar as obras do paulistano Nino Cais, 39, que faz esculturas com baldes e objetos domésticos, e do gaúcho Ernani Chaves, que exibe tacos empilhados. "Busco o equilíbrio, mas há uma tensão permanente, pois as varas que sustentam o trabalho são frágeis. Um esbarrão mais forte, e desaba tudo", diz Cais.
Mas esse não é o único traço comum. O esvaziamento dos regionalismos e a ausência de trabalhos de teor explicitamente político são outros aspectos que surpreenderam a equipe curatorial.
"A arte militante de cunho político-social acabou, ao menos nesse nosso mapeamento", afirma Paulo Sergio Duarte, 62, crítico de arte radicado no Rio e coordenador do grupo. "Nem entre os trabalhos descartados havia esse viés", diz ele, que contou com a ajuda de quatro curadores de outros Estados -Alexandre Sequeira (PA), Christine Melo (SP), Marília Panitz (DF) e Paulo Reis (PR).
Na entrada do último andar da exposição, o diálogo entre linguagens é destacado pelos curadores. Em uma das paredes, quatro fotografias da paulista Sofia Borges, 24, são influenciadas pela luz e pela composição da pintura. E, na frente delas, duas pinturas do paulista Rafael Carneiro se apropriam de imagens registradas por câmeras de um circuito interno de segurança.
"As fotos da Sofia têm uma luz barroca, guardam algo das pinturas dos séculos 16 e 17, de antigas naturezas-mortas", avalia Panitz, 50. "Já as pinturas do Rafael se apropriam dos frames do vídeo, são opacas." Borges concorda com a avaliação de Panitz. "Faço construções fotográficas.
Duplico figuras, faço sobreposições, coloco elementos. De certa forma, o meu método se apropria muito mais do "arbitrário" da pintura que do "instantâneo" da fotografia", diz a artista, um dos 16 nomes de São Paulo, o Estado com mais representantes no Rumos. Logo depois, vem o Rio, com seis, e o Pará, com cinco.
E é do Pará que são exibidos outros bons trabalhos da mostra, como o vídeo "Efêmera Paisagem", de Alberto Bitar, que, em quatro minutos, reconstrói o caminho de 70
km que o artista percorria com a sua família de Belém a Mosqueiro. "Poderia ter sido feito em qualquer lugar, tem uma velocidade próxima do mundo urbano", diz Sequeira, 47. "Por isso acreditamos que os regionalismos mais antigos foram suplantados. O artista usa um discurso que é forte em qualquer ambiente."
Uma noção de precariedade também parece aproximar as obras do paulistano Nino Cais, 39, que faz esculturas com baldes e objetos domésticos, e do gaúcho Ernani Chaves, que exibe tacos empilhados. "Busco o equilíbrio, mas há uma tensão permanente, pois as varas que sustentam o trabalho são frágeis. Um esbarrão mais forte, e desaba tudo", diz Cais.
RUMOS ARTES VISUAIS
Quando: abertura hoje (convidados), às 20h; de ter. a sex., das 10h às 21h, sáb. e dom., das 10h às 19h; até 10/5
Onde: Itaú Cultural (av. Paulista, 149, tel. 0/xx/11/2168-1776); livre
Quanto: entrada franca
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Rodrigo Linhares
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quarta-feira, março 11, 2009
terça-feira, 10 de março de 2009
Escócia em Veneza
Visual artist Martin Boyce has been selected to represent Scotland at the 2009 Venice Biennale; the world’s largest and most prestigious international showcase for contemporary visual arts.
This will be the fourth Scottish presentation at Venice by the Scottish Arts Council, together with partners the National Galleries of Scotland and the British Council in Scotland and is curated for the first time by Dundee Contemporary Arts (DCA).
Scotland and Venice 2009 will be the first time a solo presentation has been selected to represent Scotland and the presentation will build on the critical success of previous projects which have promoted artists including Turner Prize winner Simon Starling and current Turner Prize nominee Cathy Wilkes.
Martin Boyce’s work relates to and transforms the space around it creating atmospheric, sculptural art inspired by modernist design history. His work has been shown across the world and is currently exhibited at the prestigious Sculpture Center in New York. An installation ‘Our love is like the earth, the sun, the trees and the birth’, (2002) is on show at the Gallery of Modern Art in his home town of Glasgow.
Boyce will develop work specifically for the presentation in Venice and he has already undertaken a visit to Venice to identify sites and locations together with the DCA curatorial team of Judith Winter, Deputy Director/Head of Arts Programme and Graham Domke, Exhibitions Curator.
Following the Venice presentation the work will return to Scotland in December 2009 to be presented at a special exhibition at Dundee Contemporary Arts marking its 10th anniversary.
In addition, an exhibition at the Pier Arts Centre in Orkney this autumn offers visitors a flavour of the first three Scottish presentations at Venice with work by Simon Starling (2003) Cathy Wilkes (2005) and Charles Avery (2007).
The exhibition ‘Venice & Scotland – 2003, 2005, 2007’ will be on show at the Pier Arts Centre, Orkney from 20 September to 8 November 2008
Visual artist Martin Boyce has been selected to represent Scotland at the 2009 Venice Biennale; the world’s largest and most prestigious international showcase for contemporary visual arts.This will be the fourth Scottish presentation at Venice by the Scottish Arts Council, together with partners the National Galleries of Scotland and the British Council in Scotland and is curated for the first time by Dundee Contemporary Arts (DCA).
Scotland and Venice 2009 will be the first time a solo presentation has been selected to represent Scotland and the presentation will build on the critical success of previous projects which have promoted artists including Turner Prize winner Simon Starling and current Turner Prize nominee Cathy Wilkes.
Martin Boyce’s work relates to and transforms the space around it creating atmospheric, sculptural art inspired by modernist design history. His work has been shown across the world and is currently exhibited at the prestigious Sculpture Center in New York. An installation ‘Our love is like the earth, the sun, the trees and the birth’, (2002) is on show at the Gallery of Modern Art in his home town of Glasgow.
Boyce will develop work specifically for the presentation in Venice and he has already undertaken a visit to Venice to identify sites and locations together with the DCA curatorial team of Judith Winter, Deputy Director/Head of Arts Programme and Graham Domke, Exhibitions Curator.
Following the Venice presentation the work will return to Scotland in December 2009 to be presented at a special exhibition at Dundee Contemporary Arts marking its 10th anniversary.
In addition, an exhibition at the Pier Arts Centre in Orkney this autumn offers visitors a flavour of the first three Scottish presentations at Venice with work by Simon Starling (2003) Cathy Wilkes (2005) and Charles Avery (2007).
The exhibition ‘Venice & Scotland – 2003, 2005, 2007’ will be on show at the Pier Arts Centre, Orkney from 20 September to 8 November 2008
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terça-feira, março 10, 2009
Palestine c/o Venice
Palestine c/o Venice
53rd International Art Exhibition – La Biennale di Venezia
June 7th - Sept. 30th, 2009
Opening reception June 6th at 5 pm
Venue:
Convento Ss. Cosma & Damiano,
Campo S. Cosmo,
Giudecca Palanca,
30133 Venezia
53rd International Art Exhibition – La Biennale di Venezia
June 7th - Sept. 30th, 2009
Opening reception June 6th at 5 pm
Venue:
Convento Ss. Cosma & Damiano,
Campo S. Cosmo,
Giudecca Palanca,
30133 Venezia
Palestine c/o Venice marks the first Palestinian participation at the Venice Biennale. Rather than adopt one theme, the exhibition takes on a conceptual framework that embraces the Palestinian people questioning the disproportionate use of the media image of nameless faces and voiceless people. Two of the art projects are collaborative interventions with diverse Palestinian communities whose members will travel to Venice to participate in the art performance and/or the Symposium.
In the same spirit, it is appropriate and necessary to insure that the Palestinian communities under siege, unable to obtain travel passes, join in celebrating the first Palestinian exhibition at the Venice Biennale. In this respect, six Palestinian art institutions in Palestine will exhibit duplicates of the art works, thereby allowing Palestinian audiences to participate in the opening of the exhibition simultaneously to its opening in Venice. The Palestinian venues are: A.M. Qattan Foundation, Birzeit University Art Museum, Al-Hoash Palestinian Art court, International Academy of Art Palestine, Al Ma'mal Foundation for Contemporary Art, and Riwaq Center for Architectural Conservation.
The seven participating artists, commissioned to create new works, were chosen for their outstanding commitment to their art and their ability to bridge local and global themes. Among them are emerging and established artists. They employ diverse techniques including sound installation, multimedia performance installation, site specific work, animation, photography, and video. Their art references Palestinian issues within an international artistic discourse. It is self-reflexive on the artistic process outside the boundaries of the traditional exhibition space, tackles themes ranging from the epistemology of the concept of biennales to the dialogue of cultures within architecture and urban design, and explores visual perception of objects in the mechanical state, marginality via the structural geography of the refugee camp, and the activation of an almost non-exiting community discourse on the colonialist socio-spatial reconfiguration of urban centers.
Participating Artists
Taysir Batniji, lives and works in Paris
Shadi HabibAllah, lives and works in Ramallah
Sandi Hilal and Alessandro Petti, live and work in Bethlehem
Jawad Al Malhi, lives and work in Jerusalem
Emily Jacir, lives and works in Ramallah/New York
Khalil Rabah, lives and works in Ramallah
Curator: Salwa Mikdadi, Independent Curator based in Berkeley, CA
Commissioner: Vittorio Urbani, Director Nuova Icona
Symposium: Conversations
Date: June 5th, 2009 9:30 until 5:00 pm
Free Admission. Limited seating, early registration required
Contact: info@palestinecoveniceb09.org
Issues to be discussed will focus on art in the time of perpetual crisis, the role artists play in civil society as activist and as catalysts of democratic discourse, and the artists' activation of public spaces as alternative venues in the absence of museums and state support.
Symposium participants include the artists as well as art historian Yazid Anani (Birzeit University, W. Bank), Kamal Boullata (artist & art historian), Salwa Mikdadi, Vittorio Urbani, Tina Sherwell (art historian and director of The International Academy of Art Palestine), Jack Persekian (curator, al Ma'mal Foundation for the Arts, Jerusalem & artistic director of the Sharjah Biennale) architects Suad Al Amiry (Director, Riwaq Center for Architectural Conservation) and Farhat Yousef (Head of Planning Unit, Riwaq), Ramallah.
Catalogue: A fully illustrated catalogue will be available in two editions, Arabic and English.
For more information contact Salma Tuqan, Exhibition Coordinator at:
info@palestinecoveniceb09.org
http://www.palestinecoveniceb09.org
In the same spirit, it is appropriate and necessary to insure that the Palestinian communities under siege, unable to obtain travel passes, join in celebrating the first Palestinian exhibition at the Venice Biennale. In this respect, six Palestinian art institutions in Palestine will exhibit duplicates of the art works, thereby allowing Palestinian audiences to participate in the opening of the exhibition simultaneously to its opening in Venice. The Palestinian venues are: A.M. Qattan Foundation, Birzeit University Art Museum, Al-Hoash Palestinian Art court, International Academy of Art Palestine, Al Ma'mal Foundation for Contemporary Art, and Riwaq Center for Architectural Conservation.
The seven participating artists, commissioned to create new works, were chosen for their outstanding commitment to their art and their ability to bridge local and global themes. Among them are emerging and established artists. They employ diverse techniques including sound installation, multimedia performance installation, site specific work, animation, photography, and video. Their art references Palestinian issues within an international artistic discourse. It is self-reflexive on the artistic process outside the boundaries of the traditional exhibition space, tackles themes ranging from the epistemology of the concept of biennales to the dialogue of cultures within architecture and urban design, and explores visual perception of objects in the mechanical state, marginality via the structural geography of the refugee camp, and the activation of an almost non-exiting community discourse on the colonialist socio-spatial reconfiguration of urban centers.
Participating Artists
Taysir Batniji, lives and works in Paris
Shadi HabibAllah, lives and works in Ramallah
Sandi Hilal and Alessandro Petti, live and work in Bethlehem
Jawad Al Malhi, lives and work in Jerusalem
Emily Jacir, lives and works in Ramallah/New York
Khalil Rabah, lives and works in Ramallah
Curator: Salwa Mikdadi, Independent Curator based in Berkeley, CA
Commissioner: Vittorio Urbani, Director Nuova Icona
Symposium: Conversations
Date: June 5th, 2009 9:30 until 5:00 pm
Free Admission. Limited seating, early registration required
Contact: info@palestinecoveniceb09.org
Issues to be discussed will focus on art in the time of perpetual crisis, the role artists play in civil society as activist and as catalysts of democratic discourse, and the artists' activation of public spaces as alternative venues in the absence of museums and state support.
Symposium participants include the artists as well as art historian Yazid Anani (Birzeit University, W. Bank), Kamal Boullata (artist & art historian), Salwa Mikdadi, Vittorio Urbani, Tina Sherwell (art historian and director of The International Academy of Art Palestine), Jack Persekian (curator, al Ma'mal Foundation for the Arts, Jerusalem & artistic director of the Sharjah Biennale) architects Suad Al Amiry (Director, Riwaq Center for Architectural Conservation) and Farhat Yousef (Head of Planning Unit, Riwaq), Ramallah.
Catalogue: A fully illustrated catalogue will be available in two editions, Arabic and English.
For more information contact Salma Tuqan, Exhibition Coordinator at:
info@palestinecoveniceb09.org
http://www.palestinecoveniceb09.org
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Rodrigo Linhares
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terça-feira, março 10, 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
Venice Biennale 2009 - USA
PHILADELPHIA—The conceptual artist and sculptor Bruce Nauman has been selected to represent the United States at the 2009 Venice Biennale. The Philadelphia Museum of Art proposed the exhibition, and it will be organized by the museum's curator of contemporary art, Carlos Basualdo, and curator of modern art, Michael R. Taylor. The decision was made by the Federal Advisory Committee on International Exhibitions, a group of arts professionals organized by the National Endowment for the Arts to advise the State Department, which is contributing $500,000 to the pavilion, its highest grant for the Biennale yet.
The Philadelphia museum's last contribution was in 1988, when it organized "Jasper Johns: Work from 1974-1986," which won the gold medal for painting that year. Nauman has shown work five times in Venice since 1978, always in exhibitions outside the national pavilions; in 1999, he won a Golden Lion for lifetime achievement there. “Bruce Nauman has fundamentally altered our conception of artistic practice and identity," says Anne d'Harnoncourt, director and chief executive of the Philadelphia museum. "The Biennale provides the perfect venue in which to explore and contextualize his radical ideas."
The Philadelphia museum's last contribution was in 1988, when it organized "Jasper Johns: Work from 1974-1986," which won the gold medal for painting that year. Nauman has shown work five times in Venice since 1978, always in exhibitions outside the national pavilions; in 1999, he won a Golden Lion for lifetime achievement there. “Bruce Nauman has fundamentally altered our conception of artistic practice and identity," says Anne d'Harnoncourt, director and chief executive of the Philadelphia museum. "The Biennale provides the perfect venue in which to explore and contextualize his radical ideas."
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quarta-feira, março 04, 2009
terça-feira, 3 de março de 2009
COM O PÉ NO MUNDO - Havana/Veneza
Na contramão de artistas que se queixam de morar numa capital “provinciana” e afastada do eixo Rio-São Paulo, o alagoano Delson Uchôa enxerga essa condição como um aspecto positivo
por janaina Ávila da Gazeta de Alagoas
Em março de 2007, quando realizou a exposição Pintura Habitada, na Pinacoteca Universitária, em Maceió, o artista plástico alagoano Delson Uchôa celebrava a atualização pictórica que havia alcançado “morando” dentro da pintura. Hoje, mais do que nunca, Uchôa está embriagado do ofício de pintor. Além da realização do artista, parte dessa imersão absoluta tem dado bons frutos em relação à projeção de sua obra e, claro, à valorização no mercado. Agora, o alagoano dá um passo essencial a todo artista que alcança reconhecimento internacional: é um dos brasileiros selecionados para participar da 53ª Bienal de Veneza, que acontece em junho. Antes, a partir do dia 27 deste mês, quatro obras de Delson Uchôa serão vistas na 10ª Bienal de Havana, em Cuba, da qual participam 200 artistas de cerca de 40 países.
Gazeta – O fotógrafo paraense Luiz Braga, que também foi selecionado para a Bienal de Veneza, disse que é “off” por morar em Belém, mas que havia escolhido esse caminho. Essa é também sua opção?
Delson Uchôa – A princípio, meu retorno a Maceió foi decidido em função da melhoria da qualidade de vida que aqui eu poderia fornecer a meus filhos, mas logo em seguida percebi os lucros em reunir meu acervo em um só lugar. Perceber que já tinha um corpo, mudou minha orientação no sentido de que existo como obra e como tal devo ser pensado. Foi aí que comecei minha autofagia: tinha material suficiente para me alimentar de mim mesmo e, nessa direção, me afastei do grande risco de ser tragado pela torrente globalizada, troquei o bulevar pelas trilhas do meu nato, quero a universalização com meu sotaque. A partir desse momento, morar em Maceió já era estratégico. Entrei em clausura acompanhado da pintura e propus a convivência e conivência, e o criado não está além do testemunho desse embate. Ao barulho da asfixia da pintura no final do século, da pergunta que não se fazia calar: como continuar pintando? Onde está a pintura contemporânea? Respondi pintando.
EM VENEZA, O VALOR À PINTURA
Há dois eventos de arte que são referência no mundo: a Bienal de Veneza, na Itália, e a Documenta de Kassel, na Alemanha. Os outros, por mais importantes que sejam dentro de seus contextos locais, não se comparam às duas mostras europeias. Curadores, galerias, críticos e artistas se voltam para o que acontece lá e são esses acontecimentos que “pautam” o rumo dos fatos que se sucedem: visibilidade do artista, valorização da obra e, é claro, a crítica, cuja atuação influi sobre tudo.
Este ano, quando a Bienal de Veneza chega a 53ª edição, seu prestígio continua imbatível. Com o título Fazer Mundos, propõe-se a destacar o processo de produção de uma obra de arte (ao invés da obra já concluída) e a promover o intercâmbio de informações entre artistas de diferentes trajetórias.
por janaina Ávila da Gazeta de Alagoas
Em março de 2007, quando realizou a exposição Pintura Habitada, na Pinacoteca Universitária, em Maceió, o artista plástico alagoano Delson Uchôa celebrava a atualização pictórica que havia alcançado “morando” dentro da pintura. Hoje, mais do que nunca, Uchôa está embriagado do ofício de pintor. Além da realização do artista, parte dessa imersão absoluta tem dado bons frutos em relação à projeção de sua obra e, claro, à valorização no mercado. Agora, o alagoano dá um passo essencial a todo artista que alcança reconhecimento internacional: é um dos brasileiros selecionados para participar da 53ª Bienal de Veneza, que acontece em junho. Antes, a partir do dia 27 deste mês, quatro obras de Delson Uchôa serão vistas na 10ª Bienal de Havana, em Cuba, da qual participam 200 artistas de cerca de 40 países.
Gazeta – O fotógrafo paraense Luiz Braga, que também foi selecionado para a Bienal de Veneza, disse que é “off” por morar em Belém, mas que havia escolhido esse caminho. Essa é também sua opção?
Delson Uchôa – A princípio, meu retorno a Maceió foi decidido em função da melhoria da qualidade de vida que aqui eu poderia fornecer a meus filhos, mas logo em seguida percebi os lucros em reunir meu acervo em um só lugar. Perceber que já tinha um corpo, mudou minha orientação no sentido de que existo como obra e como tal devo ser pensado. Foi aí que comecei minha autofagia: tinha material suficiente para me alimentar de mim mesmo e, nessa direção, me afastei do grande risco de ser tragado pela torrente globalizada, troquei o bulevar pelas trilhas do meu nato, quero a universalização com meu sotaque. A partir desse momento, morar em Maceió já era estratégico. Entrei em clausura acompanhado da pintura e propus a convivência e conivência, e o criado não está além do testemunho desse embate. Ao barulho da asfixia da pintura no final do século, da pergunta que não se fazia calar: como continuar pintando? Onde está a pintura contemporânea? Respondi pintando.EM VENEZA, O VALOR À PINTURA
Há dois eventos de arte que são referência no mundo: a Bienal de Veneza, na Itália, e a Documenta de Kassel, na Alemanha. Os outros, por mais importantes que sejam dentro de seus contextos locais, não se comparam às duas mostras europeias. Curadores, galerias, críticos e artistas se voltam para o que acontece lá e são esses acontecimentos que “pautam” o rumo dos fatos que se sucedem: visibilidade do artista, valorização da obra e, é claro, a crítica, cuja atuação influi sobre tudo.
Este ano, quando a Bienal de Veneza chega a 53ª edição, seu prestígio continua imbatível. Com o título Fazer Mundos, propõe-se a destacar o processo de produção de uma obra de arte (ao invés da obra já concluída) e a promover o intercâmbio de informações entre artistas de diferentes trajetórias.
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terça-feira, março 03, 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Exibição de "Penetráveis" amplia visão sobre Oiticica
Ótima exposição no Rio reúne trabalhos que convidam o espectador à interação
por Fábio Cypriano da Folha
Os "Penetráveis" representam um dos momentos fundamentais na trajetória de Hélio Oiticica (1937-1980), quando o artista passa a criar espaços de convivência que rompem com a relação formal entre arte e observador e pedem presença ativa e distendida no tempo.
"Hélio Oiticica: Penetráveis", em cartaz no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (Centro HO), no Rio, com curadoria de César Oiticica, César Oiticica Filho e Luciano Figueiredo, apresenta um conjunto significativo, sem cair no risco de "museificar" os trabalhos. São seis penetráveis, mas alguns contêm outros vários, como "Éden", que possui seis, como "Cannabiana", "Lololiana" ou "Yemanjá".
Criados para serem vivenciados (ou penetrados) pelo espectador, seria uma contradição "institucionalizar" essas obras de modo que só pudessem ser vistas e não experimentadas. É o que tem ocorrido com outros trabalhos daquele período, caso notório dos "Bichos", de Lygia Clark, muitas vezes exibidos em vitrines, como se não fossem objetos para serem manipulados.
Mas no Centro HO, como queria o autor, não há limites à participação. Além de apresentar obras que tiveram bastante visibilidade recentemente, como "Tropicália", ou muito conhecidas, como "Éden" (exposta na Whitechapel Gallery, de Londres, em 1969, e vista hoje pelos novos manuais de história da arte como uma espécie de obra-prima de Oiticica), a exposição surpreende especialmente ao remontar penetráveis até agora praticamente ignorados, que estimulam um novo olhar sobre o autor. É o caso, por exemplo, de "Rhodislandia: contact", de 1971, feito na Universidade de Rhode Island, que traz um Oiticica mais introspectivo e intimista. O trabalho troca as cores fortes em superfícies por telas transparentes e iluminação colorida, além de um piso com pedras e galhos secos, materiais que tinham relação com o contexto norte-americano.
Mais inesperado ainda é "Rijanviera", de 1979, montado apenas na galeria Café des Arts, do Hotel Meridien, do Rio, naquele ano. Composto por uma estrutura de metal com várias plataformas por onde circula água, esse Penetrável só ganha sentido quando percorrido pelo visitante descalço. Enquanto em "Tropicália" a referência era o morro da Mangueira, em "Rijanviera" é a maré baixa das praias cariocas. Reconhecida mas ainda muito incompreendida, quando não simplificada em demasia, a obra de Oiticica, com essa mostra, ganha novas possibilidades de compreensão, em seus diálogos com o contexto e em seu convite à interação -algo que no virtualismo do século 21 se reveste de um sentido extra.
HELIO OITICICA: PENETRÁVEIS
Onde: Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (r. Luís de Camões, 68, Rio, tel. 0/xx/21/2242-1012)
Quando: de ter. a sex., das 11h às 18h; sáb. e dom., das 11h às 17h; até 21/6
Quanto: entrada franca
Avaliação: ótimo
Ótima exposição no Rio reúne trabalhos que convidam o espectador à interação
por Fábio Cypriano da Folha
Os "Penetráveis" representam um dos momentos fundamentais na trajetória de Hélio Oiticica (1937-1980), quando o artista passa a criar espaços de convivência que rompem com a relação formal entre arte e observador e pedem presença ativa e distendida no tempo.
"Hélio Oiticica: Penetráveis", em cartaz no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (Centro HO), no Rio, com curadoria de César Oiticica, César Oiticica Filho e Luciano Figueiredo, apresenta um conjunto significativo, sem cair no risco de "museificar" os trabalhos. São seis penetráveis, mas alguns contêm outros vários, como "Éden", que possui seis, como "Cannabiana", "Lololiana" ou "Yemanjá".
Criados para serem vivenciados (ou penetrados) pelo espectador, seria uma contradição "institucionalizar" essas obras de modo que só pudessem ser vistas e não experimentadas. É o que tem ocorrido com outros trabalhos daquele período, caso notório dos "Bichos", de Lygia Clark, muitas vezes exibidos em vitrines, como se não fossem objetos para serem manipulados.
Mas no Centro HO, como queria o autor, não há limites à participação. Além de apresentar obras que tiveram bastante visibilidade recentemente, como "Tropicália", ou muito conhecidas, como "Éden" (exposta na Whitechapel Gallery, de Londres, em 1969, e vista hoje pelos novos manuais de história da arte como uma espécie de obra-prima de Oiticica), a exposição surpreende especialmente ao remontar penetráveis até agora praticamente ignorados, que estimulam um novo olhar sobre o autor. É o caso, por exemplo, de "Rhodislandia: contact", de 1971, feito na Universidade de Rhode Island, que traz um Oiticica mais introspectivo e intimista. O trabalho troca as cores fortes em superfícies por telas transparentes e iluminação colorida, além de um piso com pedras e galhos secos, materiais que tinham relação com o contexto norte-americano.
Mais inesperado ainda é "Rijanviera", de 1979, montado apenas na galeria Café des Arts, do Hotel Meridien, do Rio, naquele ano. Composto por uma estrutura de metal com várias plataformas por onde circula água, esse Penetrável só ganha sentido quando percorrido pelo visitante descalço. Enquanto em "Tropicália" a referência era o morro da Mangueira, em "Rijanviera" é a maré baixa das praias cariocas. Reconhecida mas ainda muito incompreendida, quando não simplificada em demasia, a obra de Oiticica, com essa mostra, ganha novas possibilidades de compreensão, em seus diálogos com o contexto e em seu convite à interação -algo que no virtualismo do século 21 se reveste de um sentido extra.
HELIO OITICICA: PENETRÁVEIS
Onde: Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (r. Luís de Camões, 68, Rio, tel. 0/xx/21/2242-1012)
Quando: de ter. a sex., das 11h às 18h; sáb. e dom., das 11h às 17h; até 21/6
Quanto: entrada franca
Avaliação: ótimo
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segunda-feira, março 02, 2009
Zilvinas Kempinas to represent Lithuanian at 53rd Venice Biennale 2009
Organized by the Vartai Gallery, commissioner Laura Rutkutė, curator Laima Kreivytė.
New York-based Lithuanian artist Žilvinas Kempinas employs videotape as a sculptural material rather than visual data carrier. In his installations invisible forces of gravity and air circulation animate architectural space, reshaping it into a totally new environment. His latest work, a large-scale installation TUBE was created at Atelier Calder (Saché, France) and will be set up for the Lithuanian pavilion in Venice to resonate with the environment of the city. TUBE addresses the physical and optical experience of the viewer, passage of time, perception of the body and architecture.
Kempinas has been using magnetic tape since the beginning of this decade to construct monumental yet fragile spaces of experience. Playful gestures and geometric clarity are equally important. His artistic practice is based on recycling the principles of minimal, abstract, op art and kinetic art in the post-medium condition.
Žilvinas Kempinas was born in 1969 in Plunge, Lithuania. He lives and works in New York. Solo exhibitions: Kunsthalle Wien, Austria (through January 25, 2009); Grand Café, Saint Nazare, France (2008); Contemporary Art Centre, Vilnius, Lithuania (2007); Palais de Tokyo, Paris (2006); P.S.1, New York (2003); Spencer Brownstone Gallery, New York (2004, 2006, 2007). Selected group shows: The Immediate Future, Lund Konsthall, Sweden (January 31 – March 29, 2009), Now Jump, Nam June Paik Art Center, Yongin/Seoul, Korea (through February 5, 2009), Manifesta 7, Bolzano (2008); New Work: Zilvinas Kempinas, Alyson Shotz, Mary Temple, SFMOMA (2008); Go East, Museum of Modern Art, Luxembourg (2008). In 2007 Kempinas was awarded the Calder Prize and Atelier Calder residency.
Laura Rutkutė is a co-founder of Vartai Gallery, coordinator of an international contemporary art project ARTscape in collaboration with “Vilnius – European Capital of Culture 2009”.
Laima Kreivytė is an art critic and curator based in Vilnius. In 2007, she was part of the curatorial team of Prague Biennale 3. Since June 2007, she has been working as a visual arts projects manager at “Vilnius – European Capital of Culture 2009”.
Lithuanian Pavilion at the 53rd Venice Biennale is principally funded by the Lithuanian Ministry of Culture.
Organized by the Vartai Gallery, commissioner Laura Rutkutė, curator Laima Kreivytė.
New York-based Lithuanian artist Žilvinas Kempinas employs videotape as a sculptural material rather than visual data carrier. In his installations invisible forces of gravity and air circulation animate architectural space, reshaping it into a totally new environment. His latest work, a large-scale installation TUBE was created at Atelier Calder (Saché, France) and will be set up for the Lithuanian pavilion in Venice to resonate with the environment of the city. TUBE addresses the physical and optical experience of the viewer, passage of time, perception of the body and architecture.
Kempinas has been using magnetic tape since the beginning of this decade to construct monumental yet fragile spaces of experience. Playful gestures and geometric clarity are equally important. His artistic practice is based on recycling the principles of minimal, abstract, op art and kinetic art in the post-medium condition.
Žilvinas Kempinas was born in 1969 in Plunge, Lithuania. He lives and works in New York. Solo exhibitions: Kunsthalle Wien, Austria (through January 25, 2009); Grand Café, Saint Nazare, France (2008); Contemporary Art Centre, Vilnius, Lithuania (2007); Palais de Tokyo, Paris (2006); P.S.1, New York (2003); Spencer Brownstone Gallery, New York (2004, 2006, 2007). Selected group shows: The Immediate Future, Lund Konsthall, Sweden (January 31 – March 29, 2009), Now Jump, Nam June Paik Art Center, Yongin/Seoul, Korea (through February 5, 2009), Manifesta 7, Bolzano (2008); New Work: Zilvinas Kempinas, Alyson Shotz, Mary Temple, SFMOMA (2008); Go East, Museum of Modern Art, Luxembourg (2008). In 2007 Kempinas was awarded the Calder Prize and Atelier Calder residency.
Laura Rutkutė is a co-founder of Vartai Gallery, coordinator of an international contemporary art project ARTscape in collaboration with “Vilnius – European Capital of Culture 2009”.
Laima Kreivytė is an art critic and curator based in Vilnius. In 2007, she was part of the curatorial team of Prague Biennale 3. Since June 2007, she has been working as a visual arts projects manager at “Vilnius – European Capital of Culture 2009”.
Lithuanian Pavilion at the 53rd Venice Biennale is principally funded by the Lithuanian Ministry of Culture.
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segunda-feira, março 02, 2009
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Bienal de SP ainda deve aos artistas
Pelo menos 8 participantes da mostra ainda não receberam
Existem "pequenos saldos devedores e créditos a receber decorrentes da realização da 28ª Bienal", afirma a fundação
por Silas Martí da Folha de SP
Pelo menos 8 participantes da mostra ainda não receberam
Existem "pequenos saldos devedores e créditos a receber decorrentes da realização da 28ª Bienal", afirma a fundação
por Silas Martí da Folha de SP
Quase três meses após o fim da 28ª Bienal de São Paulo, pelo menos oito dos 41 artistas na mostra ainda não foram pagos por sua participação, ou tiveram apenas parte do cachê depositado. A Fundação Bienal também deixou de pagar fornecedores desses artistas e de bancar custos de produção.
Segundo apurou a Folha, a instituição deve cerca de R$ 1 milhão em pendências da última Bienal, que teve R$ 9 milhões de orçamento total.
Procurados pela reportagem, o presidente da Fundação Bienal, Manoel Francisco Pires da Costa, e os responsáveis pelo departamento financeiro não quiseram comentar o assunto. Em e-mail, a assessoria de imprensa da fundação afirmou apenas: "Existem, ainda, alguns pequenos saldos devedores e créditos a receber decorrentes da realização da 28ª Bienal de São Paulo. Estes ajustes estão acontecendo dentro da normalidade".
Normalmente um artista convidado recebe um cachê pela participação na mostra e tem os custos de produção financiados pela Fundação Bienal, embora o reembolso, como na 27ª edição, possa levar 18 meses.
"As únicas memórias que tenho da Bienal são problemas", disse o artista colombiano Gabriel Sierra, 33, à Folha. "É como um jogo de gato e rato."
Sierra passou meses em São Paulo bancado pela Bienal enquanto desenhava o mobiliário usado na exposição, mas até o fechamento desta edição tinha US$ 3.000 a receber dos organizadores do evento.
"Houve uma quantidade de injustiças que fizeram comigo, mentiram para mim", disse o artista Nicolás Robbio, 34, argentino radicado em São Paulo que tem R$ 5.000 a receber.
"Eu tive o mesmo problema na última Bienal [em 2006], isso me parece mais um procedimento recorrente do que um problema desta edição", afirma a artista Mabe Bethônico, 43, que organizou um ciclo de palestras para a 28ª Bienal.
"Tinha um constrangimento da curadoria que me contratou dessa vez porque todo mundo sabia o que eu já havia passado lá dentro", diz Bethônico, que recebeu por sua participação na Bienal de 2006 com um ano e meio de atraso, quando já havia começado o projeto para a edição de 2008 da exposição.

Mais grave do que não receber, na opinião da artista, é não ter como pagar assistentes e fornecedores. "É uma situação constrangedora para o artista", diz Bethônico. Na mesma situação, Dora Longo Bahia, que também não recebeu cachê, e sua galerista, Luisa Strina, gastaram cerca de R$ 20 mil para pagar seus oito assistentes.
"A Bienal ficou de pagar, correr atrás de patrocínio e não fez isso", conta Longo Bahia, 47, que disse também não ter autorização para ligar as luzes quando trabalhava à noite.
Gringos
Tentando evitar mais estresse, alguns artistas estrangeiros, como o norte-americano Casey Spooner, do duo eletrônico Fischerspooner, o argentino Martiniano López-Crozet e a mexicana Milena Muzquiz, do Los Super Elegantes, foram mais duros na negociação.
Spooner se recusou a pegar o avião para fazer sua performance no Brasil até que depositassem o cachê na sua conta, enquanto López-Crozet e Muzquiz esperaram mais de três meses para receber, sendo que tiveram o dinheiro depositado só quando ameaçaram falar sobre o caso numa entrevista ao jornal "The New York Times".
Segundo apurou a Folha, a instituição deve cerca de R$ 1 milhão em pendências da última Bienal, que teve R$ 9 milhões de orçamento total.
Procurados pela reportagem, o presidente da Fundação Bienal, Manoel Francisco Pires da Costa, e os responsáveis pelo departamento financeiro não quiseram comentar o assunto. Em e-mail, a assessoria de imprensa da fundação afirmou apenas: "Existem, ainda, alguns pequenos saldos devedores e créditos a receber decorrentes da realização da 28ª Bienal de São Paulo. Estes ajustes estão acontecendo dentro da normalidade".
Normalmente um artista convidado recebe um cachê pela participação na mostra e tem os custos de produção financiados pela Fundação Bienal, embora o reembolso, como na 27ª edição, possa levar 18 meses.
"As únicas memórias que tenho da Bienal são problemas", disse o artista colombiano Gabriel Sierra, 33, à Folha. "É como um jogo de gato e rato."
Sierra passou meses em São Paulo bancado pela Bienal enquanto desenhava o mobiliário usado na exposição, mas até o fechamento desta edição tinha US$ 3.000 a receber dos organizadores do evento.
"Houve uma quantidade de injustiças que fizeram comigo, mentiram para mim", disse o artista Nicolás Robbio, 34, argentino radicado em São Paulo que tem R$ 5.000 a receber.
"Eu tive o mesmo problema na última Bienal [em 2006], isso me parece mais um procedimento recorrente do que um problema desta edição", afirma a artista Mabe Bethônico, 43, que organizou um ciclo de palestras para a 28ª Bienal.
"Tinha um constrangimento da curadoria que me contratou dessa vez porque todo mundo sabia o que eu já havia passado lá dentro", diz Bethônico, que recebeu por sua participação na Bienal de 2006 com um ano e meio de atraso, quando já havia começado o projeto para a edição de 2008 da exposição.

Mais grave do que não receber, na opinião da artista, é não ter como pagar assistentes e fornecedores. "É uma situação constrangedora para o artista", diz Bethônico. Na mesma situação, Dora Longo Bahia, que também não recebeu cachê, e sua galerista, Luisa Strina, gastaram cerca de R$ 20 mil para pagar seus oito assistentes.
"A Bienal ficou de pagar, correr atrás de patrocínio e não fez isso", conta Longo Bahia, 47, que disse também não ter autorização para ligar as luzes quando trabalhava à noite.
Gringos
Tentando evitar mais estresse, alguns artistas estrangeiros, como o norte-americano Casey Spooner, do duo eletrônico Fischerspooner, o argentino Martiniano López-Crozet e a mexicana Milena Muzquiz, do Los Super Elegantes, foram mais duros na negociação.
Spooner se recusou a pegar o avião para fazer sua performance no Brasil até que depositassem o cachê na sua conta, enquanto López-Crozet e Muzquiz esperaram mais de três meses para receber, sendo que tiveram o dinheiro depositado só quando ameaçaram falar sobre o caso numa entrevista ao jornal "The New York Times".
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sábado, fevereiro 28, 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Australian Pavilion Giardini 2
LudotecaSydney-based curator Felicity Fenner will curate a group exhibition of early career artists at The Ludoteca, a former convent in the Castello district between the Giardini and the Arsenale. The exhibition ONCE REMOVED, will present artists – Vernon Ah Kee, Ken Yonetani, and Claire Healy & Sean Cordeiro – through a series of installations unified by themes of displacement, Indigenous and environmental issues.
This exhibition will resonant with international audiences with its themes of displacement and environmental issues, while also revealing a diversity of work by early career Australian artists.
This exhibition will resonant with international audiences with its themes of displacement and environmental issues, while also revealing a diversity of work by early career Australian artists.
Vernon Ah Kee
Vernon Ah Kee, Cant Chant, Institute of Modern Art, Brisbane, 2007 (installation view)
Vernon Ah Kee creates work dealing with issues facing Australian Indigenous culture in a post-colonial society. He is best known for his monumentally scaled pencil portraits of Aboriginal family members, who gaze defiantly at the viewer.
Vernon Ah Kee is a younger generation Indigenous artist who lives and works in Brisbane, Queensland. He received his doctorate in Visual Arts from Queensland College of the Arts in 2007. His work explores Australian Indigenous and non-Indigenous culture in contemporary society. Using text, video and drawing, Ah Kee references past racial atrocities and the way they resonant in the present context.
Vernon Ah Kee is a younger generation Indigenous artist who lives and works in Brisbane, Queensland. He received his doctorate in Visual Arts from Queensland College of the Arts in 2007. His work explores Australian Indigenous and non-Indigenous culture in contemporary society. Using text, video and drawing, Ah Kee references past racial atrocities and the way they resonant in the present context.
Artist Representation Milani Gallery, Brisbane
Claire Healy & Sean Cordeiro
Claire Healy & Sean Cordeiro, Deceased Estate, Glashaus Gallery, Weil, am Rhein, Germany, 2004
Claire Healy & Sean Cordeiro explore the space between creation and consumption, questioning the layers that disguise the simple economics that underscore our increasingly complex lives. Their site-specific investigations of certain places are also investigations into the perception of the way things shift. Their art material is often found on site, recycled and reused in works that ponder the material and immaterial value of everyday objects. The artists’ explorations into formality, materiality, accumulation and transition manifest in works that relate closely either to the site in which they’re presented or from whence they derive.
More information: http://www.claireandsean.com/Artists Representation: Barry Keldoulis Gallery, Sydney
Ken Yonetani
Ken Yonetani, Sweet Barrier Reef, Adelaide Biennial of Australian Art, 2008
Australian based Japanese artist Ken Yonetani creates sculptural installations made from ceramics and other similarly fragile materials. His work draws on the traditions of his Japanese cultural heritage to address contemporary environmental crises facing many parts of the world.
Ken Yonetani was born in Japan in 1971, where he studied pottery under the master Toshio Kinjo. He moved to Australia in 2003, gaining an MA from the Australian National University’s School of Art in 2005. Yonetani’s current work uses fragile and ephemeral materials as a metaphor for modern day consumerism and destruction of the natural environment.
More Information: www.diannetanzergallery.net.auKen Yonetani was born in Japan in 1971, where he studied pottery under the master Toshio Kinjo. He moved to Australia in 2003, gaining an MA from the Australian National University’s School of Art in 2005. Yonetani’s current work uses fragile and ephemeral materials as a metaphor for modern day consumerism and destruction of the natural environment.
Artists Representation: Dianne Tanzer Gallery, Melbourne
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quinta-feira, fevereiro 26, 2009
Australian Pavilion Giardini
Shaun Gladwell, Apology to Roadkill, production still, videography: Gotaro Uematsu, photography: Josh Raymond, courtesy the artist & Anna Schwartz Gallery.
Artist Shaun Gladwell will present his work in the Australian Pavilion in the Giardini. Influenced by his experiences in Australia’s landscape of the outback, and Mad Max movies, the work is a suite of videos accompanied by sound, photographic and sculptural works.
Gladwell’s work critically engages personal history, memory and contemporary cultural phenomena through performance, video, painting and sculpture. He has exhibited in major national and international exhibitions; including The Mind is a Horse, Bloomberg Space, London (2001) and the Yokohama 2005 Triennale of Contemporary Art, Japan. Gladwell’s work was also represented in the 2006 Biennale in Busan (South Korea) and Sao Paulo (Brazil). In 2008 he exhibited in Sydney and Taipei Biennales. Gladwell was part of the Think with the Senses Feel with the Mind exhibition curated by Robert Storr at the Venice Biennale 2007.
Shaun Gladwell was one of three Australian artists selected by Director Robert Storr to participate in the 52nd International Art Exhibition at Venice Biennale 2007. Gladwell’s Storm Sequence generated positive reviews from a range of international newspapers and journals including Art in America and Frieze magazine. His installation for the Australian pavilion will build upon the foundation of interest and support created by his participation in the 2007 Venice Biennale.
More information:
http://shaungladwell.com
Shaun Gladwell is represented by Anna Schwartz Gallery, Sydney, Melbourne, Australiaiardini
Gladwell’s work critically engages personal history, memory and contemporary cultural phenomena through performance, video, painting and sculpture. He has exhibited in major national and international exhibitions; including The Mind is a Horse, Bloomberg Space, London (2001) and the Yokohama 2005 Triennale of Contemporary Art, Japan. Gladwell’s work was also represented in the 2006 Biennale in Busan (South Korea) and Sao Paulo (Brazil). In 2008 he exhibited in Sydney and Taipei Biennales. Gladwell was part of the Think with the Senses Feel with the Mind exhibition curated by Robert Storr at the Venice Biennale 2007.
Shaun Gladwell was one of three Australian artists selected by Director Robert Storr to participate in the 52nd International Art Exhibition at Venice Biennale 2007. Gladwell’s Storm Sequence generated positive reviews from a range of international newspapers and journals including Art in America and Frieze magazine. His installation for the Australian pavilion will build upon the foundation of interest and support created by his participation in the 2007 Venice Biennale.
More information:
http://shaungladwell.com
Shaun Gladwell is represented by Anna Schwartz Gallery, Sydney, Melbourne, Australiaiardini
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quinta-feira, fevereiro 26, 2009
Luis Felipe Noé na Bienal de Veneza
Com uma trajetória de 50 anos marcada pelo compromisso social e a inovação estética, o artista será o representante argentino na mostra plástica mais importante do mundo. León Ferrari obteve o máximo galardão em 2007.
Noé encontra linguagens sempre novas para expressar sua visão sobre as tensões e antagonismos da vida argentina.
A Bienal ficará em cartaz de 7 de junho a 22 de novembro e terá como eixos a encenação de artistas-chave da história da arte que ainda continuam produzindo obras e que constituem claras influências sobre as seguintes gerações. A escolha de Noé se ajusta com precisão a estes lineamentos.
“Sem dúvidas, sua obra é representativa da Argentina no sentido mais profundo, real e simbólico, com todas as suas contradições, idas e voltas, durante o último meio século, no passado, no presente e na soma de ambos: isto é, no futuro ", explicou o crítico Fabián Lebenglik, o curador designado pela Chancelaria argentina para a Bienal.
Noé, por sua vez, confessou que ficou contente ao saber do reconhecimento, “porque entendo que é a minha obra atual e não simplesmente aquela que realizei nos anos ´60. Sinto-me vivo criativamente e não a viúva de um artista que existiu nos ´60”.
Nasceu em Buenos Aires em 1933, o artista integrou entre 1961 e 1965 o grupo Otra Figuración (também conhecido como Nueva Figuración), junto a Ernesto Deira, Rómulo Maccio e Jorge de la Vega, que marcou um ponto de quebra na agitada vida cultural da Argentina nos anos 60.
A obra de Noé representa uma singular conjunção entre vanguarda estética e vanguarda política. A partir da compartimentação da superfície de suas pinturas que já se observam em quadros como “Mambo” (1962) ou “Introdução à esperança” (1963), Noé encontra linguagens sempre novas para expressar sua visão sobre as tensões e antagonismos da vida argentina.
Na Bienal Internacional de Veneza 2007, León Ferrari, outro destacado artista argentino foi reconhecido com o Leão de Ouro por seu compromisso ético e político e pela vigência estética de sua obra, que compreende seis décadas. Ferrari participou dos collages de sua série de L´Osservatore Romano (2001) e a escultura “A civilização ocidental e cristã” (1965), com um Cristo crucificado contra um bombardeiro americano. O diretor da Bienal, Robert Storr, também convidou o argentino Guillermo Kuitca para integrar a mostra central com obras de sua produção recente, que aludem a outros artistas nacionais, como Alfredo Hlito e Lucio Fontana.
Noé encontra linguagens sempre novas para expressar sua visão sobre as tensões e antagonismos da vida argentina.
A Bienal ficará em cartaz de 7 de junho a 22 de novembro e terá como eixos a encenação de artistas-chave da história da arte que ainda continuam produzindo obras e que constituem claras influências sobre as seguintes gerações. A escolha de Noé se ajusta com precisão a estes lineamentos.
“Sem dúvidas, sua obra é representativa da Argentina no sentido mais profundo, real e simbólico, com todas as suas contradições, idas e voltas, durante o último meio século, no passado, no presente e na soma de ambos: isto é, no futuro ", explicou o crítico Fabián Lebenglik, o curador designado pela Chancelaria argentina para a Bienal.
Noé, por sua vez, confessou que ficou contente ao saber do reconhecimento, “porque entendo que é a minha obra atual e não simplesmente aquela que realizei nos anos ´60. Sinto-me vivo criativamente e não a viúva de um artista que existiu nos ´60”.
Nasceu em Buenos Aires em 1933, o artista integrou entre 1961 e 1965 o grupo Otra Figuración (também conhecido como Nueva Figuración), junto a Ernesto Deira, Rómulo Maccio e Jorge de la Vega, que marcou um ponto de quebra na agitada vida cultural da Argentina nos anos 60.
A obra de Noé representa uma singular conjunção entre vanguarda estética e vanguarda política. A partir da compartimentação da superfície de suas pinturas que já se observam em quadros como “Mambo” (1962) ou “Introdução à esperança” (1963), Noé encontra linguagens sempre novas para expressar sua visão sobre as tensões e antagonismos da vida argentina.
Na Bienal Internacional de Veneza 2007, León Ferrari, outro destacado artista argentino foi reconhecido com o Leão de Ouro por seu compromisso ético e político e pela vigência estética de sua obra, que compreende seis décadas. Ferrari participou dos collages de sua série de L´Osservatore Romano (2001) e a escultura “A civilização ocidental e cristã” (1965), com um Cristo crucificado contra um bombardeiro americano. O diretor da Bienal, Robert Storr, também convidou o argentino Guillermo Kuitca para integrar a mostra central com obras de sua produção recente, que aludem a outros artistas nacionais, como Alfredo Hlito e Lucio Fontana.
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quinta-feira, fevereiro 26, 2009
Desejo de reencontro
Fonte: Canal Contemporâneo - por Tatiana do Zero Hora, em 19 de fevereiro de 2009
Carlos Vergara, artista que está com grande exposição em Porto Alegre, fala sobre Santa Maria, cidade onde nasceu e à qual não voltou mais
Santa Maria está de olho em um artista que nasceu lá, que construiu uma carreira admirável, de projeção nacional, mas que nunca voltou a sua própria cidade. Trata-se de Carlos Vergara, 67 anos, gaúcho radicado no Rio de Janeiro, atualmente em cartaz no Margs, em Porto Alegre, com a exposição Sagrado Coração, que tem como ponto de partida as ruínas de São Miguel das Missões.
O secretário de Cultura de Santa Maria, o artista plástico Titi Roth, diz que entrará em contato com Carlos Vergara para convidá-lo a expôr na cidade o mais breve possível. O plano é que as obras dos grandes artistas da região (além de Vergara, Carlos Scliar e Iberê Camargo) sejam expostas no Museu de Arte de Santa Maria (Masm). Para que isso aconteça, Roth quer fechar uma parceria com o Margs. Ele fala com entusiasmo da obra de Vergara:
– Ele tem uma pintura extremamente vigorosa e contemporânea. Há toda uma trajetória de brasilidade na cor, nos elementos que ele usa. É uma produção representativa de nossos valores.
Apesar de jamais ter morado no Estado, Vergara colocou o Rio Grande em seu mapa-múndi artístico na mostra Sagrado Coração, um olhar do artista sobre as ruínas de São Miguel das Missões, em cartaz no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs). Em uma das idas às reduções jesuíticas, no ano passado, o artista sobrevoou sua terra natal e sentiu uma certa nostalgia.
– A Santa Maria, não voltei não por falta de curiosidade, mas de oportunidade – diz. – Iberê Camargo (pintor gaúcho que foi professor de Vergara), que tinha uma relação grande com Santa Maria, tentou mesmo fazer uma exposição minha lá. É uma coisa que ainda está para acontecer. Tomara que aconteça logo.
Carlos Vergara deu entrevista, de seu estúdio em Santa Teresa, no Rio, por telefone. Na oportunidade, vibrava com a expectativa de desfilar no bloco carnavalesco Cariocas do Mundo, formado só por pessoas que vivem no Rio de Janeiro mas que não nasceram lá.
– Já tem até uma ambulância contratada. Pode ser a última entrevista – riu o artista, de 67 anos.
“Quero pisar no chão onde eu nasci”, diz Vergara.
“Diga aí para os nossos conterrâneos, que espero ter oportunidade de fazer alguma coisa em Santa Maria, uma exposição, alguma obra. Soube de dois lugares que me interessariam muito. Um é a velha estação férrea. Talvez eu pudesse fazer uma coisa que não fosse pieguice de novela (risos). Outra são umas águas paradas que Iberê pintou, em 1939 ou 1940, e que ficam na região de Santa Maria. Me interessaria muito visitar esses locais e retrabalhar com olhos contemporâneos uma coisa que ele pintou na época em que eu estava nascendo. Só estou esperando um convite para visitar a cidade, da universidade, da prefeitura. Se me chamarem, eu vou. Sobrevoei Santa Maria, na última vez que fui a São Miguel, ano passado. Mas quero pisar no chão, olhar as colinas, andar, e de repente, descobrir em qual maternidade eu nasci. Quero revisitar os alfarrábios da minha velha certidão de nascimento.”
Fonte: Canal Contemporâneo - por Tatiana do Zero Hora, em 19 de fevereiro de 2009
Carlos Vergara, artista que está com grande exposição em Porto Alegre, fala sobre Santa Maria, cidade onde nasceu e à qual não voltou mais
Santa Maria está de olho em um artista que nasceu lá, que construiu uma carreira admirável, de projeção nacional, mas que nunca voltou a sua própria cidade. Trata-se de Carlos Vergara, 67 anos, gaúcho radicado no Rio de Janeiro, atualmente em cartaz no Margs, em Porto Alegre, com a exposição Sagrado Coração, que tem como ponto de partida as ruínas de São Miguel das Missões.
O secretário de Cultura de Santa Maria, o artista plástico Titi Roth, diz que entrará em contato com Carlos Vergara para convidá-lo a expôr na cidade o mais breve possível. O plano é que as obras dos grandes artistas da região (além de Vergara, Carlos Scliar e Iberê Camargo) sejam expostas no Museu de Arte de Santa Maria (Masm). Para que isso aconteça, Roth quer fechar uma parceria com o Margs. Ele fala com entusiasmo da obra de Vergara:
– Ele tem uma pintura extremamente vigorosa e contemporânea. Há toda uma trajetória de brasilidade na cor, nos elementos que ele usa. É uma produção representativa de nossos valores.
Apesar de jamais ter morado no Estado, Vergara colocou o Rio Grande em seu mapa-múndi artístico na mostra Sagrado Coração, um olhar do artista sobre as ruínas de São Miguel das Missões, em cartaz no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs). Em uma das idas às reduções jesuíticas, no ano passado, o artista sobrevoou sua terra natal e sentiu uma certa nostalgia.
– A Santa Maria, não voltei não por falta de curiosidade, mas de oportunidade – diz. – Iberê Camargo (pintor gaúcho que foi professor de Vergara), que tinha uma relação grande com Santa Maria, tentou mesmo fazer uma exposição minha lá. É uma coisa que ainda está para acontecer. Tomara que aconteça logo.
Carlos Vergara deu entrevista, de seu estúdio em Santa Teresa, no Rio, por telefone. Na oportunidade, vibrava com a expectativa de desfilar no bloco carnavalesco Cariocas do Mundo, formado só por pessoas que vivem no Rio de Janeiro mas que não nasceram lá.
– Já tem até uma ambulância contratada. Pode ser a última entrevista – riu o artista, de 67 anos.
“Quero pisar no chão onde eu nasci”, diz Vergara.
“Diga aí para os nossos conterrâneos, que espero ter oportunidade de fazer alguma coisa em Santa Maria, uma exposição, alguma obra. Soube de dois lugares que me interessariam muito. Um é a velha estação férrea. Talvez eu pudesse fazer uma coisa que não fosse pieguice de novela (risos). Outra são umas águas paradas que Iberê pintou, em 1939 ou 1940, e que ficam na região de Santa Maria. Me interessaria muito visitar esses locais e retrabalhar com olhos contemporâneos uma coisa que ele pintou na época em que eu estava nascendo. Só estou esperando um convite para visitar a cidade, da universidade, da prefeitura. Se me chamarem, eu vou. Sobrevoei Santa Maria, na última vez que fui a São Miguel, ano passado. Mas quero pisar no chão, olhar as colinas, andar, e de repente, descobrir em qual maternidade eu nasci. Quero revisitar os alfarrábios da minha velha certidão de nascimento.”
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quinta-feira, fevereiro 26, 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Steve MCqueen to represent britain at the 2009 Venice Biennale
Born in London in 1969, McQueen works predominantly in film and is considered one of Britain’s most influential artists. He was awarded the first ICA Futures Award in 1996, the Turner Prize in 1999 and an OBE in 2002. His work is represented in museum collections throughout the world and he has shown widely in important group and solo exhibitions. These include Documenta X and XI, the 50th and 52nd Venice Biennales, Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris, Museu Serralves, Oporto, Fondazione Prada, Milan, and the Renaissance Society, Chicago.
As Official War Artist to Iraq, commissioned by the Imperial War Museum in 2003, McQueen generated international media attention with one of his rare non-film works Queen and Country. His first feature film Hunger, commissioned by Channel 4/Film 4, won both the Camera d’Or and an International Film Critics Federation Prize at the 2008 Cannes Film Festival, in addition to the inaugural Sydney Film Prize, for best film at the Sydney Film Festival.
Born in London in 1969, McQueen works predominantly in film and is considered one of Britain’s most influential artists. He was awarded the first ICA Futures Award in 1996, the Turner Prize in 1999 and an OBE in 2002. His work is represented in museum collections throughout the world and he has shown widely in important group and solo exhibitions. These include Documenta X and XI, the 50th and 52nd Venice Biennales, Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris, Museu Serralves, Oporto, Fondazione Prada, Milan, and the Renaissance Society, Chicago.
Steve McQueen is represented by Thomas Dane Gallery, London and Marian Goodman Gallery, New York and Paris. He lives and works in Amsterdam and London.
For more information please contact Eleanor Hutchins on +44 (0) 207 389 4981 or email Eleanor.Hutchins@britishcouncil.org.
The British Council works with an advisory committee of leading arts professionals across the UK who advises on the artist selection for the Venice Biennale every two years. This is to ensure that the selection process is transparent and broadly based. The advisory committee met on June 19 2008 and was made up of:
- Martin Barlow, Director Oriel Mostyn, Llandudno
- Katrina Brown, Director The Common Guild, Glasgow
- Penelope Curtis, Curator Henry Moore Institute, Leeds
- Stephen Deuchar, Director Tate Britain
- Alex Farquharson, Director Centre for Contemporary Art, Nottingham
- Jack Persekian, Director Al Ma’mal Foundation, East Jerusalem
- Declan McGonagle, Chair in Art & Design & Director School of Art and Design, University of Ulster, Belfast
- Magdalene Odundo, Professor of Ceramics, University College of the Creative Arts, Farnham
- Richard Riley, Head of Exhibitions, British Council
- Adrian Searle, Chief Critic, The Guardian
- Chair: Andrea Rose, Director of Visual Arts, British Council
If you are interested in the minutes of the meeting, you can download them here.
The 53rd International Art Exhibition in Venice will run Sunday 7th June – Sunday 22nd November 2009. Next year the British Council will be celebrating its 75th Anniversary. It has commissioned artists to represent Britain at the Venice Biennale to celebrate the best of emerging and established British artistic talent since 1938, including Barbara Hepworth, Henry Moore, Bridget Riley, Anish Kapoor, Mark Wallinger, Paul Nash, Gilbert & George, and most recently Tracey Emin in 2007, amongst many more.
For more information please contact Eleanor Hutchins on +44 (0) 207 389 4981 or email Eleanor.Hutchins@britishcouncil.org.
McQueen is represented by Thomas Dane Gallery, London. For inquiries please contact Martine d'Angelejan-Chatillon at martine@thomasdane.com or phone +44 (0)20 7925 2505. For further information about the gallery, please visit www.thomasdane.com
The British Council works with an advisory committee of leading arts professionals across the UK who advises on the artist selection for the Venice Biennale every two years. This is to ensure that the selection process is transparent and broadly based. The advisory committee met on June 19 2008 and was made up of:
- Martin Barlow, Director Oriel Mostyn, Llandudno
- Katrina Brown, Director The Common Guild, Glasgow
- Penelope Curtis, Curator Henry Moore Institute, Leeds
- Stephen Deuchar, Director Tate Britain
- Alex Farquharson, Director Centre for Contemporary Art, Nottingham
- Jack Persekian, Director Al Ma’mal Foundation, East Jerusalem
- Declan McGonagle, Chair in Art & Design & Director School of Art and Design, University of Ulster, Belfast
- Magdalene Odundo, Professor of Ceramics, University College of the Creative Arts, Farnham
- Richard Riley, Head of Exhibitions, British Council
- Adrian Searle, Chief Critic, The Guardian
- Chair: Andrea Rose, Director of Visual Arts, British Council
If you are interested in the minutes of the meeting, you can download them here.
The 53rd International Art Exhibition in Venice will run Sunday 7th June – Sunday 22nd November 2009. Next year the British Council will be celebrating its 75th Anniversary. It has commissioned artists to represent Britain at the Venice Biennale to celebrate the best of emerging and established British artistic talent since 1938, including Barbara Hepworth, Henry Moore, Bridget Riley, Anish Kapoor, Mark Wallinger, Paul Nash, Gilbert & George, and most recently Tracey Emin in 2007, amongst many more.
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quarta-feira, fevereiro 25, 2009
The Icelandic Pavilion
Ragnar Kjartansson
to represent Iceland at the Venice Biennale in 2009
Commissioner: Christian Schoen
Assistant: Rebekka Silvía Ragnarsdóttir
Curators: Markús Þór Andrésson & Dorothée Kirch
Commissioning Institution: CIA.IS – Center for Icelandic Art
Hafnarstræti 16
IS-101 Reykjavík
Tel: 00354-562 72 62
Fax: 00354-562 66 56
info@cia.is
www.cia.is
Ragnar Kjartansson
to represent Iceland at the Venice Biennale in 2009
The artist Ragnar Kjartansson has been chosen to exhibit on Iceland’s behalf at the 53rd Biennale in Venice 2009. Born in 1976, he is the youngest artist ever chosen to represent the country in this important international venue where the art world gathers every two years to see the most exciting new art brought in from every corner of the earth.
Icelandic artists were first sent to the Venice Biennale in 1960 but in the last decade, more funding and effort has been expended to support and promote the representing artist, reflecting the growing importance of such international art events. Most recently, Iceland was represented in 2007 by Steingrímur Eyfjörð, in 2005 by Gabríela Friðriksdóttir, in 2003 by Rúrí and in 2001 by Finnbogi Pétursson – all artists who exhibit internationally and have built a strong reputation in and outside Iceland. Until 2005, the Icelandic artists were exhibited in a small pavilion built in 1956 by Finnish architect Alvar Alto in the Giardini di Castelli exhibition gardens. In 2007, however, Steingrímur Eyfjörð’s exhibition was mounted in the Palazzo Bianchi Michiel on the Canale Grande, reflecting the expansion of the Biennale in recent years as more and more exhibitions are held outside the gardens traditionally reserved for the event. The location of Kjartansson’s exhibition has yet to be announced.
Ragnar Kjartansson graduated from the Icelandic Academy of the Arts in 2001 but his artistic development has been rapid and he has already had twelve private exhibitions in five countries and taken part in some thirty group shows. He has built a body of work that is at once highly individual and easily appreciated, combining performances, video, sculpture and painting. In addition to his work in the visual arts, Kjartansson has a career in music, having released several albums with his bands and performing around the world. His contribution to the Reykjavík Arts Festival in 2005, though staged in an abandoned rural meeting house far from the city, was one of the most successful events of the festival and brought him to the attention of the international press. Like many of Kjartansson’s works, it combined drawing and painting with a dramatically staged setting and a performance piece that tested the artist’s endurance as he spent twelve hours a day for two weeks in the draughty, unheated building, dressed in fading theatrical costume, his face streaked with stage blood, strumming a guitar and singing to himself, gradually adding details to the chaotic installation. Kjartansson often highlights such themes as sadness, regret and loneliness, but his approach and execution are always fresh and intensely personal, forging a strong bond with the viewer and captivating audiences wherever he exhibits.
With Ragnar Kjartansson, the Icelandic pavilion in Venice in 2009 will feature a young artist who has in a remarkably short time built an impressive roster of international exhibitions and an engaging individual style that stands out even in today’s crowded global art world. He is a worthy representative of the vibrant young art scene in Iceland, a cutting-edge contemporary artist with strong roots in cultural tradition and a keen eye for the tragicomic spectacle of human experience.
The choice of an Icelandic artist for the Biennale is in the hands of a committee that this time included Christian Schoen, Director of the Center for Icelandic Art, Hafþór Yngvason, Director of the Reykjavík Art Museum, and the artist Rúrí who herself exhibited in Venice on Iceland’s behalf in 2003. Two further consultants were brought in to assist in the deliberations: Halldór Björn Runólfsson, Director of the National Gallery of Iceland, and Kristján Steingrímur Jónsson, Head of Visual Arts at the Icelandic Academy of Art. Christian Schoen is the commissioner for Iceland’s pavilion in Venice and the project is overseen by the Center for Icelandic Art, which in turn is funded by the Ministry of Education, Science and Culture.
Icelandic artists were first sent to the Venice Biennale in 1960 but in the last decade, more funding and effort has been expended to support and promote the representing artist, reflecting the growing importance of such international art events. Most recently, Iceland was represented in 2007 by Steingrímur Eyfjörð, in 2005 by Gabríela Friðriksdóttir, in 2003 by Rúrí and in 2001 by Finnbogi Pétursson – all artists who exhibit internationally and have built a strong reputation in and outside Iceland. Until 2005, the Icelandic artists were exhibited in a small pavilion built in 1956 by Finnish architect Alvar Alto in the Giardini di Castelli exhibition gardens. In 2007, however, Steingrímur Eyfjörð’s exhibition was mounted in the Palazzo Bianchi Michiel on the Canale Grande, reflecting the expansion of the Biennale in recent years as more and more exhibitions are held outside the gardens traditionally reserved for the event. The location of Kjartansson’s exhibition has yet to be announced.
With Ragnar Kjartansson, the Icelandic pavilion in Venice in 2009 will feature a young artist who has in a remarkably short time built an impressive roster of international exhibitions and an engaging individual style that stands out even in today’s crowded global art world. He is a worthy representative of the vibrant young art scene in Iceland, a cutting-edge contemporary artist with strong roots in cultural tradition and a keen eye for the tragicomic spectacle of human experience.
The choice of an Icelandic artist for the Biennale is in the hands of a committee that this time included Christian Schoen, Director of the Center for Icelandic Art, Hafþór Yngvason, Director of the Reykjavík Art Museum, and the artist Rúrí who herself exhibited in Venice on Iceland’s behalf in 2003. Two further consultants were brought in to assist in the deliberations: Halldór Björn Runólfsson, Director of the National Gallery of Iceland, and Kristján Steingrímur Jónsson, Head of Visual Arts at the Icelandic Academy of Art. Christian Schoen is the commissioner for Iceland’s pavilion in Venice and the project is overseen by the Center for Icelandic Art, which in turn is funded by the Ministry of Education, Science and Culture.
Commissioner: Christian Schoen
Assistant: Rebekka Silvía Ragnarsdóttir
Curators: Markús Þór Andrésson & Dorothée Kirch
Commissioning Institution: CIA.IS – Center for Icelandic Art
Hafnarstræti 16
IS-101 Reykjavík
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quarta-feira, fevereiro 25, 2009
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Yoko Ono e John Baldessari serão premiados na Bienal de Veneza
ROMA, Itália, 24 Fev 2009 (AFP) - A Bienal de Arte Contemporânea de Veneza (7 de junho a 22 de novembro) concederá um Leão de Ouro pela carreira à japonesa Yoko Ono e ao americano John Baldessari, artistas que "revolucionaram a linguagem da arte", anunciaram os organizadores do evento.
"A Mostra deseja recompensar dois artistas cujos trabalhos de vanguarda abriram novas possibilidades de expressão poética, conceitual e social para os artistas do mundo inteiro", declarou o crítico de arte e filósofo Daniel Birnbaum, curador da 53ª edição da Bienal.
"O trabalho de Yoko Ono e John Baldessari revolucionou a linguagem da arte e continuará sendo uma fonte de inspiração para as futuras gerações", completou Birnbaum.
Yoko Ono, 76 anos, mulher de John Lennon, é uma "pioneira da arte-performance e da arte conceitual, e atualmente uma das artistas mais influentes. Ela desenvolveu modelos artísticos que deixaram marcas duradouras", afirma um comunicado oficial.
John Baldessari, californiano de 78 anos, é um artista conceitual "que desenvolveu sobretudo uma linguagem visual específica".
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terça-feira, fevereiro 24, 2009
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Representação Portuguesa na 53.ª Bienal de Veneza
fonte: RTP - Portugal
Os artistas portugueses João Maria Gusmão e Pedro Paiva vão representar Portugal na 53/a Exposição Internacional de Arte - Bienal de Veneza, num projecto comissariado por Natxo Checa, revelou hoje à Agência Lusa o director-geral das Artes.
De acordo com Jorge Barreto Xavier, a escolha desta equipa - que já recebeu o aval do ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro - visa "reconhecer o valor do trabalho em equipa de três profissionais que ao longo dos últimos sete anos têm trabalhado juntos, e num percurso coerente e muito marcado por linhas singulares e reconhecidas no contexto nacional e internacional".
"Esta escolha permite a uma geração mais nova, mas com provas dadas e reconhecidas, o acesso ao circuito da Bienal de Veneza, numa promoção do país, mas também das possibilidades de sedimentação da sua presença internacional para assegurar o sucesso de um projecto que cumpra a exigência desta apresentação e o perfil de contemporaneidade" da representação portuguesa na Bienal de Veneza.
De acordo com Jorge Barreto Xavier, a escolha desta equipa - que já recebeu o aval do ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro - visa "reconhecer o valor do trabalho em equipa de três profissionais que ao longo dos últimos sete anos têm trabalhado juntos, e num percurso coerente e muito marcado por linhas singulares e reconhecidas no contexto nacional e internacional".
"Esta escolha permite a uma geração mais nova, mas com provas dadas e reconhecidas, o acesso ao circuito da Bienal de Veneza, numa promoção do país, mas também das possibilidades de sedimentação da sua presença internacional para assegurar o sucesso de um projecto que cumpra a exigência desta apresentação e o perfil de contemporaneidade" da representação portuguesa na Bienal de Veneza.
João Maria Gusmão, de 29 anos, e Pedro Paiva, 31 anos, ambos nascidos em Lisboa, "têm tido um trabalho discreto mas fulgurante em termos de reconhecimento", comentou à Lusa Jorge Barreto Xavier, acrescentando que a presença de ambos em Veneza "terá um grande impacto na sua carreira artística".
Por outro lado, "a equipa tem apresentado muito propostas existenciais que se inserem bem no tema geral da Bienal de Veneza", que na edição de 2009 se apresenta sob o título "Making Worlds/Fazer Mundos", e que terá como curador geral o sueco Daniel Birnbaum, decorrendo entre 07 de Junho e 22 de Novembro deste ano.
Desde 1997 que o Instituto de Arte Contemporânea, posteriormente Instituto das Artes, e actualmente Direcção-Geral das Artes, organismos do Ministério da Cultura, têm vindo a designar e financiar a representação portuguesa nesta Bienal, onde já representaram Portugal artistas como Helena Almeida, Jorge Molder e Ângela Ferreira.
Questionado pela Lusa sobre algumas críticas surgidas na imprensa, por parte de alguns meios artísticos, de que a escolha da representação portuguesa tardava em ser anunciada, Barreto Xavier escusou-se a comentar, sublinhando: "O processo esteve a decorrer e a Direcção-Geral das Artes está muito empenhada e satisfeita com esta escolha".
Desde há uma década que Pedro Paiva e João Maria Gusmão têm apresentado, em plataformas como o cinema experimental e a instalação, um conjunto estruturado de ensaios de investigação artística sobre os sentidos para a experiência humana no mundo.
Internacionalmente, têm vindo a apresentar-se no circuito das bienais, nomeadamente em São Paulo (2006), Mercosul (2007) e, mais recentemente, na Manifesta 7, assim como nas apresentações individuais no Wattis Institute em São Francisco, Photoespaña, em Madrid, e Adams Gallery em Wellington.
Este ano os artistas irão ainda expor individualmente na Kunstverein Hannover e Ikon Gallery em Birmingham.
Nascido em Barcelona em 1968, Natxo Checa iniciou a sua actividade profissional no início dos anos 90, e desde 1994, no contexto do espaço Zé Dos Bois (ZDB), em Lisboa, que co-dirige, ou do Festival Atlântico que dirigiu, tem vindo a mostrar diversa produção artística visual emergente portuguesa. Também tem organizado mostras e intercâmbios internacionais em algumas capitais europeias e na costa Oeste Americana com artistas da geração de noventa.
Por outro lado, "a equipa tem apresentado muito propostas existenciais que se inserem bem no tema geral da Bienal de Veneza", que na edição de 2009 se apresenta sob o título "Making Worlds/Fazer Mundos", e que terá como curador geral o sueco Daniel Birnbaum, decorrendo entre 07 de Junho e 22 de Novembro deste ano.
Desde 1997 que o Instituto de Arte Contemporânea, posteriormente Instituto das Artes, e actualmente Direcção-Geral das Artes, organismos do Ministério da Cultura, têm vindo a designar e financiar a representação portuguesa nesta Bienal, onde já representaram Portugal artistas como Helena Almeida, Jorge Molder e Ângela Ferreira.
Questionado pela Lusa sobre algumas críticas surgidas na imprensa, por parte de alguns meios artísticos, de que a escolha da representação portuguesa tardava em ser anunciada, Barreto Xavier escusou-se a comentar, sublinhando: "O processo esteve a decorrer e a Direcção-Geral das Artes está muito empenhada e satisfeita com esta escolha".
Desde há uma década que Pedro Paiva e João Maria Gusmão têm apresentado, em plataformas como o cinema experimental e a instalação, um conjunto estruturado de ensaios de investigação artística sobre os sentidos para a experiência humana no mundo.
Internacionalmente, têm vindo a apresentar-se no circuito das bienais, nomeadamente em São Paulo (2006), Mercosul (2007) e, mais recentemente, na Manifesta 7, assim como nas apresentações individuais no Wattis Institute em São Francisco, Photoespaña, em Madrid, e Adams Gallery em Wellington.
Este ano os artistas irão ainda expor individualmente na Kunstverein Hannover e Ikon Gallery em Birmingham.
Nascido em Barcelona em 1968, Natxo Checa iniciou a sua actividade profissional no início dos anos 90, e desde 1994, no contexto do espaço Zé Dos Bois (ZDB), em Lisboa, que co-dirige, ou do Festival Atlântico que dirigiu, tem vindo a mostrar diversa produção artística visual emergente portuguesa. Também tem organizado mostras e intercâmbios internacionais em algumas capitais europeias e na costa Oeste Americana com artistas da geração de noventa.
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domingo, fevereiro 22, 2009
Cotidiano inspira poética de obras em mostra coletiva
"Realidades Imprecisas", exposição que é aberta hoje no Sesc Pinheiros, reúne trabalhos de 13 artistas contemporâneos
De acordo com curadora, instalações, pinturas, esculturas, objetos e vídeos atestam ligações da arte com coisas corriqueiras
Baldes de plástico de R$ 1,99 que formam esculturas. Uma torneira colocada na parede de um espaço expositivo. Fotografias caseiras de festas familiares ampliadas e dispostas como banners em janelas. Os trabalhos da mostra "Realidades Imprecisas", que é aberta hoje no Sesc Pinheiros, parecem sempre dar um sentido poético ao cotidiano.
Com obras de 13 artistas jovens, com idade média de 30 anos, a exposição coletiva reúne peças de diversos suportes, como pinturas, instalações, esculturas e vídeos, que comentam as ligações entre arte e realidade. "O recorte que fiz destaca como os artistas sempre buscam sensibilizar e dar uma nova significação ao mundo real.
Escolhi quem mais acompanho de perto pelo desenvolvimento da obra e, por isso, os trabalhos são muito diversos", afirma a curadora de "Realidades...", Carolina Soares, 32, ex-curadora do MAM-SP (Museu de Arte Moderna de São Paulo) e que atuou como pesquisadora na 28ª Bienal de São Paulo.
Logo na abertura da mostra, no térreo, as cinco esculturas e os cinco objetos do paulistano Nino Cais, 39, exemplificam de modo claro a tese da curadora.
As esculturas no centro da sala são formadas por objetos baratos, como baldes, bancos e vassouras, que, rearranjados, servem de apoio a vasos de plantas e flores.
"Meu trabalho fala constantemente do cuidar. Para sobreviverem, as plantas precisarão de cuidados, em meio a esses rearranjos de peças banais e que agora estão num espaço de exposição", conta o artista. Outros cinco objetos de Cais têm como base páginas de uma revista feminina publicada na Itália nos anos 60, que ganham colagens feitas pelo artista.
Nas janelas da entrada do Sesc, o goiano Marcelo Amorim, 31, ampliou 32 fotos de seus registros familiares para discutir a identidade.
"Jogo com a presença e a ausência da minha figura em diferentes tempos." Já a mineira Flávia Bertinato, 28, apresenta uma instalação repleta de cortinas na cor vinho, com canção de Ennio Morricone ao fundo.
"A música alegre seduz o público para entrar no espaço, mas não há nada especial para ver." A paulistana Tatiana Blass, 29, apresenta cinco novas pinturas, que têm o palco teatral como foco principal. "Às vezes o espaço está vazio, às vezes tem personagens que não identificamos logo. Tem um quê de mistério essa série", conta ela.
A incerteza das obras de Blass encontra eco em outras peças da exposição, como nas fotografias oníricas do paraense Mariano Klautau Filho e na improvável torneira da carioca Débora Bolsoni, colocada discretamente em uma das paredes dos espaços de exibição da mostra, no terceiro andar.
Realidades Imprecisas
Quando: de ter. a sáb., das 10h30 às 21h30, e sáb., das 10h30 às 18h30; até 19/3
Onde: Sesc Pinheiros (r. Paes Leme, 195, tel. 3095-9400); livre
Quanto: entrada franca
por Mário Gioia da Folha
"Realidades Imprecisas", exposição que é aberta hoje no Sesc Pinheiros, reúne trabalhos de 13 artistas contemporâneos
De acordo com curadora, instalações, pinturas, esculturas, objetos e vídeos atestam ligações da arte com coisas corriqueiras
Baldes de plástico de R$ 1,99 que formam esculturas. Uma torneira colocada na parede de um espaço expositivo. Fotografias caseiras de festas familiares ampliadas e dispostas como banners em janelas. Os trabalhos da mostra "Realidades Imprecisas", que é aberta hoje no Sesc Pinheiros, parecem sempre dar um sentido poético ao cotidiano.
Com obras de 13 artistas jovens, com idade média de 30 anos, a exposição coletiva reúne peças de diversos suportes, como pinturas, instalações, esculturas e vídeos, que comentam as ligações entre arte e realidade. "O recorte que fiz destaca como os artistas sempre buscam sensibilizar e dar uma nova significação ao mundo real.
Escolhi quem mais acompanho de perto pelo desenvolvimento da obra e, por isso, os trabalhos são muito diversos", afirma a curadora de "Realidades...", Carolina Soares, 32, ex-curadora do MAM-SP (Museu de Arte Moderna de São Paulo) e que atuou como pesquisadora na 28ª Bienal de São Paulo.
Logo na abertura da mostra, no térreo, as cinco esculturas e os cinco objetos do paulistano Nino Cais, 39, exemplificam de modo claro a tese da curadora.
As esculturas no centro da sala são formadas por objetos baratos, como baldes, bancos e vassouras, que, rearranjados, servem de apoio a vasos de plantas e flores.
"Meu trabalho fala constantemente do cuidar. Para sobreviverem, as plantas precisarão de cuidados, em meio a esses rearranjos de peças banais e que agora estão num espaço de exposição", conta o artista. Outros cinco objetos de Cais têm como base páginas de uma revista feminina publicada na Itália nos anos 60, que ganham colagens feitas pelo artista.
Nas janelas da entrada do Sesc, o goiano Marcelo Amorim, 31, ampliou 32 fotos de seus registros familiares para discutir a identidade.
"Jogo com a presença e a ausência da minha figura em diferentes tempos." Já a mineira Flávia Bertinato, 28, apresenta uma instalação repleta de cortinas na cor vinho, com canção de Ennio Morricone ao fundo.
"A música alegre seduz o público para entrar no espaço, mas não há nada especial para ver." A paulistana Tatiana Blass, 29, apresenta cinco novas pinturas, que têm o palco teatral como foco principal. "Às vezes o espaço está vazio, às vezes tem personagens que não identificamos logo. Tem um quê de mistério essa série", conta ela.
A incerteza das obras de Blass encontra eco em outras peças da exposição, como nas fotografias oníricas do paraense Mariano Klautau Filho e na improvável torneira da carioca Débora Bolsoni, colocada discretamente em uma das paredes dos espaços de exibição da mostra, no terceiro andar.
Realidades Imprecisas
Quando: de ter. a sáb., das 10h30 às 21h30, e sáb., das 10h30 às 18h30; até 19/3
Onde: Sesc Pinheiros (r. Paes Leme, 195, tel. 3095-9400); livre
Quanto: entrada franca
Postado por
Rodrigo Linhares
às
domingo, fevereiro 22, 2009
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