terça-feira, 6 de julho de 2010
Museu da Suíça organiza maior exposição já feita sobre Jean-Michel Basquiat
Extensa obra se concentra em 8 anos de carreira
É essa "sujeira" criativa, o experimentalismo em falta, a carga social crítica, energia e raiva que Dieter Buchhard conjurou na Fundação Beyeler, na cidade suíça da Basileia, para produzir o que chama de uma mostra ampla e mais objetiva da carreira do pintor.
Leia mais (29/06/2010 - 07h05)"
domingo, 27 de junho de 2010
Museu espanhol celebra aniversário com arte latina
Desde então, Rubio, que circula frequentemente pela América Latina, tem incrementado as relações com instituições dessa região, sendo que, em São Paulo, a Pinacoteca do Estado é vista por ele como futuro parceiro.
Nesse sábado, Agustín inaugura três exposições no Musac, todas elas dedicadas à arte latino-americana, a principal delas, "Modelos para Armar", apenas com obras da coleção do museu.
Leia mais (26/06/2010 - 07h02)"
Curadora da última Bienal do Mercosul fará Bienal de Lyon
Ela também está preparando agora a retrospectiva da artista argentina Marta Minujin no Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (Malba), que começa no fim do ano. Minujin é uma das artistas escaladas para a próxima Bienal de São Paulo.
Noorthoorn, que agora assume a bienal francesa, já ocupou cargos de curadoria no MoMA, em Nova York, e trabalhou na representação argentina da 52ª Bienal de Veneza, que levou obras do artista León Ferrari.
Leia mais (26/06/2010 - 09h01)"
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Neuenschwander transforma jantar de abertura em performance em NY
Ela forçou os chefs Benedetto Bartolotta e Patric Chriss, do Jane Hotel, para onde migrou o vernissage, a cozinhar usando apenas os ingredientes que estavam numa lista de compras que encontrou por acaso em Frankfurt.
Enquanto Lisa Phillips, diretora do New Museum, achou "saudável" a refeição, o crítico Michael Wilson, da revista "Artforum", reclamou da falta de sabor, já que a lista da artista não fazia menção a sal ou açúcar.
Leia mais (24/06/2010 - 21h11)"
Documenta de Kassel planta árvore para dar início à próxima edição
Dois anos antes do início da mostra, em 2012, a árvore deverá crescer ao lado da escultura "Idee di Pietra" (ideias de pedra) do artista italiano Giuseppe Penone, obra em bronze, em formato de árvore, que fica no mesmo parque.
"Estamos celebrando o início do verão e o poder criativo da arte com esse ato", disse a curadora da Documenta, Carolyn Christov-Bakargiev, ao jornal "Süddeutsche Zeitung".
Leia mais (23/06/2010 - 21h00)"
domingo, 20 de junho de 2010
Bienal de Berlim tem perfil jovem e documental
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Rivane Neuenschwander leva obras do acaso a NY e à Suécia
Sobre a toalha de mesa cor-de-rosa, um arsenal de distrações. Pães de queijo saídos do forno, café acabado de passar, bolo de fubá.
Veja fotos de obras de Rivane Neuenschwander
Leia mais (18/06/2010 - 07h32)"
Morre aos 87 anos o escritor José Saramago
Estação Pinacoteca traz quatro mostras que merecem visita
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Curador belga será novo diretor da Tate Modern
O belga de 52 anos vai assumir o posto na primavera no hemisfério Norte do próximo ano. Ele disse estar "animado" com o novo trabalho. Ele substitui Vicente Todoli, que deixou a Tate após sete anos no posto.
Dercon já visitou o Brasil e fez a curadoria de uma mostra sobre Helio Oiticica no P.S.1, um dos braços do MoMA em Nova York.
Leia mais (16/06/2010 - 21h50)"
terça-feira, 15 de junho de 2010
Três novos livros exploram obra do artista gaúcho Iberê Camargo
Mas a dele não era uma angústia homogênea. A obra deste pintor gaúcho, morto há 16 anos, está arquitetada sobre contrastes agudos, quente e frio, presente e passado, mergulho introspectivo contra a impetuosidade.
Veja fotos de obras de Iberê Camargo
Leia mais (15/06/2010 - 07h42)"
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Exposição mostra lado católico e abstrato de Andy Warhol
Morre o artista plástico alemão Sigmar Polke
BIENAL DE BERLIM INAUGURA HOJE
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Tate Modern compra obra de Lygia Pape e Paulo Brusky
terça-feira, 1 de junho de 2010
Bienal de São Paulo divulga lista de artistas para a 29ª edição
segunda-feira, 31 de maio de 2010
A artista que agigantou aranhas, morre aos 98
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Beuys vem aí
Fora da 29ª Bienal, obra de Joseph Beuys, o mais importante artista alemão do século 20, ganha exposição no Sesc Pompeia
A 29ª Bienal de São Paulo, programada para ser aberta ao público em 25 de setembro, não vai apresentar a obra do artista alemão que melhor sintetizou a relação entre arte e política, Joseph Beuys (1921 - 1986), apesar de seu nome ter sido considerado pela curadoria.
Faria todo sentido, afinal a Bienal tem por tema central justamente as aproximações entre arte e política, e Beuys abordou esse tema especialmente nas décadas de 1960 e 1970, período que vai receber atenção especial no Ibirapuera.
Mesmo assim, Beuys estará presente na cidade, na maior mostra já dedicada a ele no país, em exposição paralela à Bienal, organizada pela Associação Videobrasil e pelo Sesc São Paulo.
"Essa exposição é nosso aporte à Bienal, dentro da ideia do "São Paulo, Polo de Arte Contemporânea", em fazer com que instituições da cidade contribuam para adensar as propostas da curadoria da Bienal", diz Solange Farkas, diretora do Videobrasil.
Ela organiza a exposição dedicada ao artista alemão no Sesc Pompeia, mesmo local que abrigou "Cuide de Você", instalação de Sophie Calle, no ano passado.
Com o título "A Revolução Somos Nós", nome de um dos mais famosos pôsteres do artista, reproduzido acima, a mostra terá curadoria de Antonio Davossa, da Academia de Arte de Milão, que acompanhou Beuys em muitas de suas viagens à Itália. A produção italiana do artista, aliás, será o foco da mostra.
Mostra exibe seis vertentes de trabalho de Beuys
As instalações são apenas uma das seis vertentes da exposição; haverá também pôsteres, vídeos, fotos e ciclo de conferências
Em 1971, Joseph Beuys foi convidado pelo galerista Lucio Amélio a organizar sua primeira mostra na Itália, em Capri. Nessa exposição, ele criou o slogan "La Rivoluzione Siamo Noi" (A revolução somos nós), para abordar as mazelas da democracia italiana. Na abertura, um jovem estudante ficou fascinado com o que viu. "Havia tanta gente que nem todos conseguiram entrar na galeria, e eu mesmo nem compreendi direito o que vi, mas fiquei impressionado com o carisma do Beuys", disse Antonio D'Avossa à Folha, por telefone.
Quase 40 anos depois, D'Avossa prepara "A Revolução Somos Nós", que irá abordar a produção italiana de Beuys. "Depois da Alemanha, foi na Itália onde ele produziu a maior parte de obras. Vamos mostrar desde o pôster de 1971 até sua última instalação, "Terremoto", de 1985, criada quatro meses antes de ele morrer", diz o curador e autor de "Joseph Beuys - Difesa della Natura".
Além de "Terremoto", inspirada num terremoto real, ocorrido em Palermo, abordando assim o conceito de catástrofe, a mostra terá também a instalação "Arena", de 1972, realizada em Verona, outra obra que aborda a democracia.
Contudo, as instalações são apenas uma das seis vertentes da exposição. "Beuys é como um diamante. Ele tem muitas faces, mas todas estão conectadas: a pedagógica, a política, a ecológica e a escultura são algumas das mais importantes", diz D'Avossa.
As demais vertentes da mostra são: os múltiplos, numa seleção dos 600 que Beuys criou como forma de democratizar sua obra; os pôsteres, cerca de 200, apresentando a coleção do italiano Luigi Bonotto, que possui o conjunto completo; os vídeos, divididos em três sessões (documentação, discussão e documentários); fotos e ciclo de conferências.
Uma das curiosidades da mostra é a comparação que D'Avossa faz entre as viagens de Beuys pela Itália com as andanças de Goethe pelo mesmo país, entre 1786 e 1788, quando usou um pseudônimo para se misturar à população.
Beuys esteve na Itália muitas vezes - em Veneza, Roma, Milão, Nápoles e Verona, entre outras. "Assim como Goethe, quando ele estava em Nápoles, por exemplo, se transformava num napolitano. Por isso, todos os seus trabalhos italianos abordam questões locais, como a agricultura, onde criou o slogan "Defesa da Natureza", em 1977", diz o curador.
Durante a mostra, será ainda instalada em São Paulo a Universidade Livre, criada por Beuys e mantida por seu aluno Jochen Stuttgen. "O ciclo de debates e a Universidade Livre são fundamentais na mostra, pois duas das questões centrais no trabalho do Beuys eram a difusão e o debate de ideias", diz ainda D'Avossa.
FABIO CYPRIANO da Folha de S. Paulo
