sábado, 22 de agosto de 2009

Cores de Matisse chegam à Luz


O pintor que iluminou a cena moderna ganha mostra na Pinacoteca que sintetiza seu percurso


por Antonio Gonçalves Filho do Estadão


O poder transcendental da pintura do francês Henri Matisse (1869-1954), que atravessou o século 20 como principal rival de Picasso, é inquestionável. Tanto que Émilie Ovaere, curadora adjunta do museu que leva seu nome na França, ao organizar a exposição Matisse Hoje na Pinacoteca do Estado, aberta a partir de 5 de setembro, reuniu, além de 80 obras suas, trabalhos de pintores contemporâneos franceses que ainda fazem uso de suas técnicas e invenções. Como eles, Matisse buscava, acima de tudo, a expressão. Injustamente, diziam dele que tudo o que procurava não ia além de uma satisfação puramente visual. Acusavam-no, enfim, de ser decorativo. Ele, parafraseando Delacroix, respondia que os artistas não são compreendidos, apenas aceitos. E defendia o decorativo como uma qualidade essencial de uma obra de arte. Concordam com ele seus cinco discípulos contemporâneos que dialogam com Matisse na exposição.

Natureza Morta com Magnólia (1941)

Assim, a mostra da Pinacoteca traz pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e papéis recortados "comentados" visualmente pelos artistas Cécile Bart, Christophe Cuzin, Frédérique Lucien, Pierre Mabille e Phillipe Richard, cinco representantes da arte contemporânea francesa que não fazem feio ao lado do deus da cor, um homem que atravessou duas guerras mundiais sem permitir, como disse o crítico italiano Giulio Carlo Argan (1909-1992), que a dor do mundo entrasse em sua pintura. A arte, defendia Argan, "conserva e restitui aos homens a alegria de viver que a tragédia destrói". Por isso, Matisse é, conforme a visão do crítico, um dos pilares da ponte artística que uniu a França ao resto do mundo (oriental, inclusive).

A mostra, diz a curadora Emilie, faz um percurso retrospectivo da pintura "incorruptível" de Matisse - e não só dela. Ele vem acompanhado de obras contemporâneas que exploram os temas básicos de sua arte: a cor, a linha, o arabesco e o espaço, que, segundo o pintor, não tinham autonomia para desprezar as relações entre esses elementos constituintes da boa pintura. E há inúmeros exemplos dela na exposição, desde uma paisagem feita no final do século 19 em Belle-île-en-Mer, uma ilha na costa atlântica da Bretanha, até os papéis recortados da fase terminal, época em que Matisse se concentra nos vitrais e ornamentos litúrgicos da Capela de Vence e sua caligrafia abre falência por conta de um derrame cerebral que o levou à morte em 1954.

Felizmente, essa "indesejada das gentes" não marca presença na mostra - alegre, colorida, sensual -, que tem pinturas icônicas como Torso Grego e Vaso de Flores (1919) e Natureza Morta com Magnólia (1941), esculturas de bronze (Nu au Canapé), gravuras , livros ilustrados e as collages com papéis recortados dos anos 1940. Por essa época, Matisse, submetido a uma colostomia e preso a uma cadeira de rodas, passou a usar a tesoura no lugar do pincel. Com a ajuda de assistentes, ele criou collages de grandes dimensões que chamou de ?gouaches découpés?. Painéis serigrafados (da série Océanie) e pranchas do livro Jazz, publicado em 1947, completam a exposição, que traz ainda fotografias do ateliê do artista feitas por Cartier-Bresson e Man Ray.

Essas imagens registram mais que a figura do pintor. Documentam seu modo de produção. A curadora Emilie chama a atenção para a relação afetiva que Matisse mantinha com os objetos, intensa como a de Morandi com suas garrafas. "Ele gostava de se ver rodeado por flores e mulheres", observa, lembrando que as fotos de Cartier-Bresson flagram o pintor integrado à arquitetura do ambiente do ateliê como se fizesse parte da decoração. E, mesmo idoso, transpira sensualidade, saudoso de suas odaliscas. A esse respeito, a curadora é tão cautelosa como a biógrafa inglesa do pintor, Hilary Spurling, que jura ter Matisse feito amor "apenas na tela" com sua modelo Lydia - ela começou como enfermeira da mulher do artista e virou sua assistente. "Os ingleses são um pouco moralistas, não é mesmo?", observa a curadora francesa, elogiando o primeiro volume da biografia, mas acirrando a histórica rivalidade com os súditos da rainha. Em tempo: a biógrafa inglesa esqueceu que madame Matisse exigiu a demissão de Lydia. A razão parece óbvia.

De qualquer modo, mulheres não faltam na mostra. A fixação de Matisse pelo corpo feminino, por cores vibrantes, tecidos, roupas e acessórios - justificada pela biografia do pintor, nascido em um povoado têxtil (Le Cateau-Cambrésis)- é sintetizada no óleo Odalisque à la Cullote Rouge (1921). De cores vivas, ele traz uma odalisca em pose sensual e distante da paleta sombria do começo de carreira, que seguia os mestres do Louvre. É possível, percorrendo a mostra, organizada de forma cronológica, acompanhar a evolução dessa pintura, da influência de Cézanne e dos orientais até os sintéticos papéis recortados, passando pelas obras fauvistas e as de caráter decorativo, que dão espaço, em 1914, a uma expressão mais sofisticada - e que será analisada num colóquio (promovido pela Pinacoteca) e num livro (Matisse: Imaginação, Erotismo, Visão Decorativa) que a editora Cosac Naify lança durante a mostra (aberta até 1º de novembro).

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

NOVELA DAS 8

Bienal-SP e MP fecham acordo para posse de presidente

Agência Estado

A Fundação Bienal de São Paulo finalizou acordo com o Ministério Público (MP), que permitirá legitimar a nova gestão, eleita em maio, e prosseguir com os preparativos para a 29ª mostra de arte. Integrantes do conselho assinaram ontem o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que o Ministério Público do Estado (MPE) propôs - por meio do curador de Fundações, Airton Grazzioli - para resolver o impasse envolvendo a posse do presidente executivo da instituição, Heitor Martins.

"Acredito que os impedimentos estão resolvidos", diz Julio Landmann, conselheiro da Bienal. "A 29ª mostra pode ser deslanchada". Essa assinatura ainda dará aval aos sete novos membros do conselho, também eleitos havia quatro meses. Mas o processo de criação do TAC, que demandou uma semana inteira de reuniões, levou à renúncia do presidente administrativo da Bienal, o arquiteto Miguel Alves Pereira. Ele considerou uma "devastação" a maioria das proposições do MP. "Eu me neguei a assinar o termo porque achei pouco cortês com a Bienal."

Até a eleição de um novo presidente do conselho administrativo, responderá pelo cargo a atual vice-presidente, Elizabeth Machado. Hoje, ela deverá marcar uma reunião extraordinária para a primeira semana de setembro, segundo Landmann, quando um novo nome será apresentado - a gestão de Pereira vai até junho de 2010. Elizabeth assinou ontem o TAC do MPE. Martins, que estava no Chile e retorna hoje a São Paulo, também deverá assiná-lo. "Finalizamos um texto e começamos a recolher ontem as assinaturas dos conselheiros da Bienal - teriam de ser cerca de oito pessoas. Fiz poucas alterações, ainda não vistas por Martins, o maior interessado", afirma Grazzioli. Formalizado o TAC e cumpridas as condições, a ata de posse de Heitor Martins será validada pelo MPE, segundo o promotor. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Promotoria deve rever veto à nova diretoria da Bienal

Folha de S. Paulo

Após indeferir a posse de Heitor Martins à frente da Fundação Bienal de São Paulo, o curador de fundações do Ministério Público Estadual (MPE), Airton Grazzioli, pode encontrar uma forma de manter o presidente recém-eleito no seu cargo.
Ontem, em reunião com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, Grazzioli propôs a realização de uma nova reunião para resolver o impasse.
"A Bienal é o único evento cultural globalizado de sucesso do país. Senti-me na necessidade de ir à reunião para apoiar a nova diretoria", disse Ferreira à Folha.
"Estamos buscando uma saída que não afronte o estatuto da Bienal, nem as leis, e mantenha o projeto cultural", disse Grazzioli.

Leda Catunda ganha retrospectiva


Exposição na Estação Pinacoteca reúne 60 obras da artista, uma das musas da pintura da década de 80


Fábio Cypriano da Folha de S. paulo

Nos anos 80, celebrados como o período do retorno à pintura, a artista Leda Catunda era uma das grandes musas. Quase 30 anos depois, ela ganha a primeira retrospectiva de sua carreira, com cerca de 60 obras na Estação Pinacoteca.
Outros artistas daquele período já expuseram recentemente no mesmo local, mas Leda revela-se a única a seguir uma linha coerente desde o início, sem sofrer grandes alterações em seu processo criativo, como ocorreu com os demais.
"Acho que a linha perceptível em minha carreira é a apropriação ligada a assuntos do cotidiano, construindo uma espécie de visualidade do cotidiano", disse a artista, anteontem, na montagem da exposição.
Em 1983, Leda apropriava-se de toalhas com personagens de desenhos animados, como em "Vedação em Quadrinhos", a obra mais antiga da exposição, quando a artista ainda cursava artes plásticas na Faap. Em seus trabalhos atuais, quadrinhos seguem sendo utilizados, mas agora são os personagens eróticos de Carlos Zéfiro que fazem parte de suas obras, revelando como o universo pop está sempre presente.
Outra característica importante é o que ela mesma denomina "poética da maciez", já que seus trabalhos sempre utilizam materiais que remetem ao conforto, como em formas orgânicas tridimensionais com tecidos como veludo.
A mostra ocupa três grandes salas do quarto andar da Estação, mas outras obras foram distribuídas pelo local, como "A Cachoeira", sua famosa instalação na Bienal de São Paulo de 1985, composta por tecidos diversos, instalada em meio à coleção Nemirovsky, no 2º andar.

SERVIÇO
LEDA CATUNDA: 1983-2008
Onde: Estação Pinacoteca (lgo. General Osório, 66, tel. 0/xx/11/ 3337-0185)
Quando: hoje, das 11h às 14h; ter. a dom., das 10h às 18h; até 18/ 10
Quanto: R$ 6; grátis aos sábados


Crítica: Sophie Calle por Fábio Cypriano

Sophie Calle sintetiza elementos da arte

Em mostra no Sesc Pompeia, francesa aborda fim de relação e utiliza múltiplos meios, expressões e procedimentos

Fábio Cypriano da Folha de S. Paulo

Quando, nos anos 1960 e 1970, artistas passaram a misturar arte e vida em performances, seja trancando-se por cinco dias num armário da faculdade, como Chris Burden, em 1971, seja masturbando-se embaixo do tablado em uma galeria, como Vito Acconci em "Seedbed" (cama de semente), de 1972, havia a busca pela veracidade na recusa pela representação. Assim, naquela época, os artistas da performance substituíam a ficção pela experiência.

Essa tradição da performance pode enganar aqueles que visitam a mostra "Cuide de Você", da artista francesa Sophie Calle, em cartaz no Sesc Pompeia, criada originalmente para ocupar o pavilhão francês na Bienal de Veneza, em 2007. "Cuide de Você" são as últimas palavras de um e-mail enviado pelo então namorado de Calle, o escritor Grégoire Bouillier, terminando a relação com a artista. Calle, como para se vingar da maneira abrupta como foi comunicada do fim do romance, convocou 104 mulheres, duas marionetes e uma papagaia para interpretar a carta, cada uma segundo sua especialidade: uma advogada, do ponto de vista jurídico; uma linguista, do ponto de vista gramatical, e assim sucessivamente. A exposição, em sua versão paulistana, traz 83 desses testemunhos, como o da papagaia Brenda, que come o papel com o e-mail e fala o mote da exposição, "cuide de você", ou da vidente que interpreta a mensagem em cartas do tarô: "Essas são as palavras de um homem infeliz, por causa do Eremita". Esses dois exemplos são suficientes para exemplificar o tom sarcástico da exposição, que poderia ser vista apenas como um manifesto feminista, afinal somente mulheres interpretam a mensagem do ex-amante. No entanto, ao contrário das performances que se afastavam da representação, a trajetória de Calle aponta que a artista costuma jogar com os limites entre real e ficção, como quando pediu à sua mãe que contratasse um detetive para segui-la (em 1981, com "Perseguição"). Ora, sabendo que seria perseguida, a própria artista poderia conduzir o investigador. No entanto, o que interessava aí era revelar um processo, apresentando tanto os registros fotográficos feitos pelo detetive em confronto com suas próprias anotações. "Cuide de Você", portanto, pode ser vista como uma grande encenação a partir de um fim de caso. Vingança, revanche? Será o e-mail verdadeiro? De fato, isso tudo pouco importa, já que ao final a mostra acaba por reunir alguns dos principais elementos da arte contemporânea de forma invisível, e aí está seu grande mérito. Seja pela multiplicidade de meios (fotografia, vídeo, texto), expressões (dança, teatro, performance) e procedimento (apropriação, colaboração), Calle criou uma das mais representativas instalações atuais. A artista dá a impressão de estar apenas abordando um tema, quando no final, o tema é uma excelente estratégia para seduzir o visitante no universo da arte contemporânea.

SERVIÇO

CUIDE DE VOCÊ

Quando: de ter. a sáb., das 10h às 21h; dom. e feriados, das 10h às 20h; até 7/9 Onde: Sesc Pompeia (r. Clélia, 93, tel. 0/xx/11/3871-7700)

Quanto: entrada franca
Avaliação: ótimo

Presidente do conselho da Bienal renuncia

Fábio Cypriano da Folha de S. Paulo

O presidente do Conselho Administrativo da Fundação Bienal de São Paulo, Miguel Pereira, renunciou ontem ao cargo, em carta enviada aos conselheiros da instituição.
O motivo é o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) que era negociado entre a Bienal e o Ministério Público Estadual (MPE). Entre os itens, estava prevista a renúncia de Pereira.
"Considero abusivas e falsas algumas teses do Ministério Público e, por isso, prefiro renunciar", disse Pereira à Folha. A vice-presidente do Conselho, Elizabeth Machado, deve assumir.
Pereira diz que o MPE foi "condescendente" com Manuel Francisco Pires da Costa, presidente por três mandatos da Bienal: "Há dois pesos e duas medidas". "Não é verdade, a curadoria tem política institucional independente da peculiaridade de uma ou outra entidade", diz o curador de Fundações do MPE, Airton Grazzioli.
A carta diz que o TAC em negociação prevê que Martins, eleito presidente da Fundação, não seja responsável por fiscalizar o contrato da mulher, Fernanda Feitosa, que aluga o pavilhão da Bienal para a Feira SP Arte, e sim uma comissão independente.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

VERA CHAVES BARCELLOS TEM INDIVIDUAL NO MASP

O Masp abre hoje para convidados e amanhã para o público uma grande retrospectiva da artista gaúcha Vera Chaves Barcellos. São quase cem obras feitas entre os anos 60 e os dias de hoje. A artista é nome conhecido no cenário nacional e já participou da Bienal de Veneza e de quatro edições da Bienal de São Paulo. Na mostra aberta hoje, sua maior já feita na cidade, estão reunidas fotografias, instalações, gravuras e vídeos, entre obras conhecidas e inéditas.

“Memorial III - Dones de la Vida”, 1992.

SERVIÇO

VERA CHAVES BARCELLOS
Quando: de ter. a dom., das 11h às 18h; qui., das 11h às 20h; até 18/10
Onde: Masp (av. Paulista, 1.578, tel. 0/xx/11/3251-5644)
Quanto: R$ 15

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Fernanda Chieco na Galeria LEME em São Paulo



A artista paulistana Fernanda Chieco, 33, apresenta hoje sua primeira exposição individual, às 19h, na galeria Leme, em São Paulo.
Chieco já participou de coletivas importantes no Brasil, como a "Paralela", em 2006, e de mostras na Inglaterra, França e Irlanda, entre outros países.
A artista exibe em "Os Catamoscas" uma série recente de dez desenhos, nos quais a língua aparece em todos os trabalhos.

Guinea Pig Levitates In Lingual Magnetic Field, 2009
Grafite, lápis de cor e aquarela sobre papel
58,1 x 94 cm

SERVIÇO

Fernanda Chieco
Exposição: "Os Catamoscas"
Abertura: hoje 12/08 as 19h - fica em cartaz até 19/9.
Galeria LEME - Rua Agostinho Cantu, 88, Butantã
Tel. 0/xx/11/ 3814-8184;
De seg. a sex., das 10 às 19h, e sáb., das 10h às 17h; entrada franca.

Manifestação na internet pede pela permanência da Polaroid

fonte: Folha de S. Paulo

Quando a Polaroid anunciou, em 2008, que deixaria de fabricar e de distribuir câmeras e filmes fotográficos instantâneos, uma leva de entusiastas usou a internet para protestar.
A empresa, criada em 1937, anunciara o fechamento de unidades nos EUA e no México, onde eram produzidos filmes que abasteciam a máquina. Bastou para que fossem criados sites, grupos e petições pedindo pela permanência não só de uma máquina fotográfica mas de um estilo de fotografia.
O site Save Polaroid (www.savepolaroid.com) foi um dos primeiros a pedir a salvação da Polaroid, como o próprio nome diz. Entre as razões para isso, os criadores do site apontam a imperfeição que torna a máquina e suas fotos tão únicas. Outro diz que a extinção do filme é um exemplo de equívoco diante do digital -é um erro achar que a imagem digital deva substituir o filme, em oposição a coexistir com ele.
No Flickr, o grupo Save Polaroid (flickr.com/groups/savepolaroid) convida entusiastas a enviarem uma foto com uma frase sobre porque o filme instantâneo deve continuar vivo.
E um homem de negócios parece ter resolvido atender a tantos pedidos. No início deste ano, o austríaco Florian Kaps anunciou que a fábrica da Polaroid em Amsterdã deverá produzir filmes novamente. Há cinco anos, ele se dedica à Polaroid. É responsável pelo site Polanoid (www.polanoid.net), tido como um dos maiores acervos de Polaroid na internet, e, também, pela Polanoir, a primeira galeria de arte dedicada ao filme instantâneo - fica localizada em Viena.
Sobre a fabricação dos filmes Polaroid, Kasp disse ao "Independent": "Esse projeto é mais do que um plano de negócios; é uma briga contra a ideia de que tudo tem que morrer se não cria um movimento de vendas". (DANIELA ARRAIS)


Funarte dá bolsa de R$ 30 mil para pesquisar arte e tecnologia

A Funarte oferece bolsas de R$ 30 mil para que pesquisadores, teóricos, artistas e estudantes se dediquem à produção de conhecimento crítico sobre a arte brasileira e suas relações com as tecnologias digitais.
As cinco bolsas serão distribuídas para as cinco regiões do país. "As propostas de trabalho devem estar relacionadas à análise de conteúdos artísticos -das áreas de artes visuais, dança, circo, teatro, performance, fotografia, música, audiovisual e literatura- que tenham sido criados ou estejam expostos em websites, CDs, DVDs, celulares, entre outros", diz a Funarte.
Para participar da segunda edição do Bolsa Funarte de Produção Crítica sobre Conteúdos Artísticos em Mídias Digitais/Internet, é preciso enviar à Funarte um projeto de trabalho, acompanhado pela ficha de inscrição preenchida e por cópias de documentos. As inscrições vão até a próxima quinta-feira, pelo site www.funarte.gov.br.

Bienal: Urgente


Declaração Pública de Apoio


"A Associação Brasileira de Arte Contemporânea acompanha com preocupação o impasse criado para a posse da diretoria da Bienal de São Paulo, presidida pelo senhor Heitor Martins. Torna-se urgente a continuidade do projeto de revitalização da Bienal Internacional de São Paulo, evento dos mais importantes para a cultura e a arte do país.
Nesse sentido, esta associação manifesta o seu apoio à diretoria presidida pelo senhor Heitor Martins, ao seu projeto de constituição de novas bases para o funcionamento da instituição e ao seu plano para a realização da exposição em 2010."


LUISA MALZONI STRINA , vice-presidente (São Paulo, SP)


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Artur Lescher na Anita Schwartz Galeria - Rio de Janeiro


Após 19 anos sem expor no Rio, o paulistano Artur Lescher, um dos mais celebrados escultores contemporâneos, inaugura na Anita Schwartz Galeria a exposição "Rio Máquina".

A mostra apresenta trabalhos inéditos do artista, feitos em 2008 e 2009. São peças grandiosas, que reafirmam seu conhecido estilo: o diálogo com a arquitetura e com a paisagem, a simplicidade que cria jogos de tensão com o entorno.

Peça da série 'Metaméricos', do escultor Arthur Lescher/ Divulgação

A instalação que dá nome à mostra é um belo exemplo desse estilo. Trata-se de uma grande malha de aço inoxidável derramada no chão, que flui por cilindros de aço. Na vertical, há uma outra malha, feita com o mesmo material. Segundo Lescher, elas dão, juntas, a ideia de paisagem, como indícios de cachoeira ou de rio - um "rio máquina", afinal.

Em outra parte da exposição, o artista faz uma homenagem a Lygia Clark e aos seus "Bichos", com a série "Metaméricos". São 10 objetos em madeira e latão, que se assemelham a insetos e, dotados de dobradiças, podem ser modificados e manuseados.

SERVIÇO

ARTUR LESCHER - RIO MÁQUINA
Anita Schwartz Galeria de Arte: Rua José Roberto Macedo Soares 30, Gávea.
Tel: 2274-3873.
Abertura: quarta-feira (12.08), às 19h.
Exposição: de 13 de agosto a 12 de setembro.
De segunda a sexta, das 10h às 20h. Sábados, das 11h às 17h. Entrada franca.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Novo MIS terá projeto inspirado em Burle Marx

Júri escolhe proposta de arquitetos de NY para museu em Copacabana

Felipe Werneck do Estadão

Inspirado nas formas criadas pelo paisagista Roberto Burle Marx para o calçadão da orla, o projeto arquitetônico do escritório de Nova York Diller Scofidio + Renfro foi o escolhido, por unanimidade, para abrigar a nova sede do Museu da Imagem e do Som (MIS), em Copacabana. A decisão dos jurados, que analisaram outros seis projetos (quatro de escritórios brasileiros), foi anunciada ontem pelo governador Sérgio Cabral Filho.

Projeto do escritório norte americano Diller Scofidio + Renfro

Em discurso, ele contou que onze anos atrás foi a Bilbao "exclusivamente" para visitar o Guggenheim. "Imagina isso na Avenida Atlântica?" Cabral prometeu "acabar com o cheiro insuportável" naquele trecho da praia e "pacificar até o fim do ano" o Morro do Cantagalo.

"O edifício é melódico, extremamente musical", disse o crítico de arte Paulo Herkenhoff, um dos jurados. "Apesar de ser a cidade naturalmente maravilhosa, os cariocas sempre se sentiram responsáveis por agregar algo. O Rio é uma cidade onde o homem se sente responsável por responder à natureza. Creio que esse seja um momento capital desse processo de interação", completou Herkenhoff, que foi curador da 24.ª Bienal de São Paulo.

A atual diretora do MIS, Rosa Maria Araujo, disse que foi "conquistada" pela ideia dos americanos de "transformar e subir" a calçada de Burle Marx. Além da "grande inspiração" na obra do paisagista, Elizabeth Diller citou, durante a apresentação após o resultado, sua admiração pelo Manifesto Antropofágico e pelo Tropicalismo. "O lugar (a orla de Copacabana) é tão rico que sentimos que tínhamos de pegar um pouco emprestado", disse ela.

A arquiteta conta que pretendeu projetar algo "poroso, aberto", que deixasse qualquer um à vontade para entrar, fugindo da "muralha" de prédios da Avenida Atlântica. O escritório foi responsável por belos projetos, como o Institute of Contemporary Art (ICA), nos EUA, e a Blur Building, na Suíça.

Ela e Ricardo Scofidio vieram ao Brasil pela primeira vez na semana passada, para a apresentação final aos jurados. Scofidio disse que eles ficaram apaixonados pela cidade. "Esse projeto é muito importante para nós. Acreditamos nessa conexão de uma instituição pública com a cidade." Além das salas de exposições permanentes e temporárias, o prédio terá um café e um cinema ao ar livre no terraço, um restaurante panorâmico no terceiro piso, um piano bar no segundo ("quiçá uma boate", disse a secretária de Cultura, Adriana Rattes), além do auditório no subsolo, que também pode ser visto do térreo. A estrutura permite observar a praia a partir de vários pontos. Grandes rampas com jardins suspensos, definidas como uma extensão do calçadão, "convidam" os pedestres a percorrer um "museu vivo".

HELP

O projeto do MIS do Rio está orçado em R$ 65 milhões, dos quais R$ 13 milhões já foram depositados em juízo para a desapropriação do terreno de 1.600 metros quadrados ocupado desde a década de 1980 pela discoteca Help. O valor da indenização foi questionado na Justiça, mas o governo espera uma solução nos próximos dois meses. As obras levariam dois anos e meio, após a demolição. O governo se comprometeu a bancar R$ 50 milhões e mais R$ 15 milhões seriam captados na iniciativa privada.

O projeto é uma parceria do governo com a Fundação Roberto Marinho, responsável pelo Museu da Língua Portuguesa e o do Futebol, em São Paulo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Galeria LEME inaugura individual do artista japonês Atsushi Kaga


Why can we keep going forward? Because we forget the problem of yesterday

Atsushi Kaga, artista japonês residente na Irlanda, utiliza-se de diferentes suportes para criar seus trabalhos - pintura, desenho, escultura, animação - sempre acompanhados de sarcasmo e senso de humor. Seu estilo foi influenciado pela cultura popular japonesa – meio no qual ele cresceu – e sua abordagem, intencionalmente amadora e intimista, cria contextos que mesclam a vida e arte. Ele descreve seu trabalho como uma incorporação das margens do mundo – ao mesmo tempo desconhecido e cotidiano – onde há "perguntas mundanas para as quais não existem respostas especiais". Em seu projeto na Galeria Leme ele traz à tona aspectos anônimos da vida, analisando a si próprio inserido em um mundo avesso.

Rua Agostinho Cantu 88 in the Night, 2009 - Acrílica e marcador sobre tela - 35 x 27 cm

Para sua primeira exposição no Brasil - Why can we keep going forward? Because we forget the problem of yesterday, Atsushi está produzindo a partir do que encontrou disponível em São Paulo. Além de objetos, o artista tem usado como base para o seu trabalho algumas impressões interessantes em relação à cidade e às pessoas que nela habitam. Na bagagem, nada exceto melancolia, que trouxe para confrontar a energia e vivacidade brasileira, que estava ansioso por conhecer. O resultado é um trabalho ao mesmo tempo melancólico e bem-humorado: ele tem utilizado materiais descartados na rua para as suas esculturas, e pintado os travestis que trabalham em frente ao seu estúdio. Com estas apropriações, Atsushi busca questionar o valor agregado àquilo que esperamos, nos desfazemos ou descartamos, e de que forma isso influencia quem nos tornamos.

O artista chegou a São Paulo no dia 24 de junho, para uma residência na Galeria Leme apoiada pelo Culture Ireland, e ficará na cidade até o dia 23 de julho, quando retorna a Dublin.

Sobre o artista:

Atsushi Kaga (Tóquio, 1978), vive e trabalha em Dublin, Irlanda.

O artista formou-se em 2005 no National College for Art & Design, em Dublin, e desde então tem exposto internacionalmente. Recebeu a premiação Visual Arts Bursary do Arts Council of Ireland em 2007 e 2009. Nos próximos meses ele fará outras duas residências: em outubro próximo no Fountainhead, em Miami, e no Irish Museum of Modern Art (IMMA) por seis meses a partir de janeiro de 2010.

SERVIÇO
Galeria LEME
Exposição: Atsushi Kaga - Why can we keep going forward? Because we forget the problem of yesterday
Abertura: 12/08, às 19h até 19/09.
Rua Agostinho Cantu, 88, Butantã - tel. (11) 3814-8184
http://www.galerialeme.com

Salão Paranaense divulga lista de selecionados

A 63º edição do Salão Paranaense divulgou, nesta segunda-feira (10), os artistas selecionados que irão expor na mostra. A abertura do Salão acontecerá no dia 29 de outubro, no Museu de Arte Contemporânea do Paraná.

Trabalho do artista Cristiano Lenhardt é um dos selecionados desta edição

Os artistas selecionados foram avaliados pelo conselho curador - formado por cinco críticos de arte - que escolheram 27 participantes, incluindo os artistas nacionais convidados.

Ao todo se inscreveram 525 artistas Nesta edição o conselho curador foi formado pelos críticos de arte Stephanie Dahn Batista (PR), Marilia Panitz Silveira (DF), Fabrizio Vaz Nunes (PR), Marcos César de Senna Hill (MG) e Paulo Sérgio Duarte (RJ), que além de analisar as obras das participações espontâneas também fizeram as indicações de seis artistas com uma atuação expressiva na arte contemporânea.

Criado em 1944, o Salão Paranaense é o evento mais tradicional promovido pelo Museu de Arte Contemporânea do Paraná e, além de ininterrupto desde sua fundação, é o Salão mais antigo do País. Desde a edição de 2005, passou a ser bienal.

Veja os artistas selecionados:


1. ALICE SHINTANI
(São Paulo/SP)

2. AMALIA GIACOMINI
(Rio de Janeiro/RJ)

3. ANDRÉ HAUCK (Belo Horizonte/MG)
4. ANDREI THOMAZ
(São Paulo/SP)

5. ANGELLA CONTE
(São Paulo/SP)

6. BEANKA MARIZ (Rio de Janeiro/RJ)
7. C.L. SALVARO
(Curitiba/PR)

8. CARLA VENDRAMI
(Curitiba/PR) In Memoriam

9. CHARLY TECHIO
(Curitiba/PR)

10. CRISTIANO LENHARDT
(Recife/PE)

11. DACH - DANIEL ARAUJO CHAVES - (Curitiba/PR)
12. ELDER ROCHA
(Brasília/DF)

13. ESTEVÃO MACHADO
(Belo Horizonte/MG)

14. FABIO MAGALHÃES
(Salvador/BA)

15. GRUPO PORO
(Belo Horizonte/MG)

16. LAERTE RAMOS
(São Paulo/SP)

17. LEONARDO TEPEDINO - (Rio de Janeiro/RJ)
18. LOISE RODRIGUES
(Brasília/DF)

19. MARCELO SILVEIRA
(Recife/PE)

20. MARCUS ANDRÉ
(Rio de Janeiro/RJ)

21. MARIA LYNCH
(Rio de Janeiro/RJ)

22. MILENA TRAVASSOS
(Fortaleza/CE)

23. MILLA JUNG
(Curitiba/PR)

24. PATRICIA OSSES
(São Paulo/SP)

25. PAULO ALMEIDA
(São Paulo/SP)

26. PAULO VIVACQUA
(Rio de Janeiro/RJ)

27. WASHINGTON SILVERA (Curitiba/PR)

Vencedor do Pritzker, Paulo Mendes da Rocha constrói em Vitória


Silas Martí da Folha de S.Paulo


Não têm hora os trabalhos do mar. Paulo Mendes da Rocha sabe disso e quer o contraste entre o "desfile monumental" de navios e sua construção no cais do porto de Vitória.

Perspectiva de museu de arte moderna que será construído no cais do porto de Vitória

Numa espécie de moldura concreta da paisagem marítima, o vencedor do Pritzker projeta o que será o museu de arte moderna da capital capixaba e um teatro operístico, complexo batizado de Cais das Artes pelo governo do Espírito Santo.

Orçado em R$ 120 milhões, bancados pelo Estado, começa a sair do papel em novembro deste ano e deve ser concluído em meados de 2011, com a promessa de inserir Vitória no circuito nacional das grandes exposições e espetáculos.

Em escala menor, também tem certo valor afetivo para Mendes da Rocha, que nasceu em Vitória, mas nunca projetou na cidade. Seu avô trabalhou na construção do aterro onde hoje fica o parque Moscoso.

É o que ele chama de "inexorável confronto entre as terras e o mar" das cidades costeiras. Da mesma forma que o aterro que seu avô ajudou a construir, Mendes da Rocha faz um projeto ambicioso numa zona de "territórios ganhados do mar".

"É uma esplanada em frente ao mar, no canal de entrada do porto de Vitória", descreve. "A cidade fica espetacular nesse ponto, um confronto entre os navios belíssimos, iluminados, moventes e as construções."

Mendes da Rocha tenta manter a transparência da paisagem erguendo o pavilhão sobre pilares, num projeto que lembra o Museu de Arte Moderna do Rio, construído no aterro do Flamengo por Afonso Reidy nos anos 50. "É uma sucessão de espaços nesse engenho horizontal, suspenso do chão."

Brutalismo à beira-mar

Lá dentro, são cinco salões de exposição articulados entre rampas transparentes, com vista para a esplanada lá fora. Dessa forma, as áreas entre um espaço expositivo e outro devem ganhar uma iluminação natural vinda de baixo para cima, uma grande caixa vazada, que se mistura à praça exterior.

Essa fusão de espaços internos e externos marca quase todos os projetos do arquiteto, de linhagem modernista. Lembra, nos traços ortogonais e também pelo esquema de andares intercalados, as construções de Vilanova Artigas, que desenhou o prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.

Numa transposição do estilo brutalista para a beira do Atlântico, Mendes da Rocha faz um teatro de 1.300 lugares debruçado sobre o mar. Colado ao chão, por causa do fosso da orquestra, é uma estrutura que começa na esplanada, mas tem dois de seus pilares de sustentação fincados direto na água.

"Não é extravagante fazer a fundação no mar", diz Mendes da Rocha, sobre um dos pontos mais impressionantes do projeto. Segundo o arquiteto, o lençol freático no terreno é tão alto que os pilares teriam de atingir a mesma profundidade tanto na esplanada quanto no mar.

Atrás da plateia, janelas dão vista para o outro lado do canal de Vitória, onde está a cidade de Vila Velha e o convento de Nossa Senhora da Penha, 300 metros sobre o nível da água -o lado de lá da moldura concreta de Mendes da Rocha.

sábado, 8 de agosto de 2009

Galeria Virgilio inaugura individual de Alice Shintani

Como olhamos o que olhamos?

Em que medida percebemos as pessoas, as coisas, o mundo, para além de um mero reflexo de nós mesmos? Buscamos de fato o estranhamento de um novo encontro ou procuramos o conforto do familiar? Agüentamos esse estranho ou necessitamos logo identificá-lo, rotulá-lo (e descartá-lo)?

A partir dessas indagações, Alice Shintani apresenta a mostra “Éter” na Galeria Virgílio. Concebida em dois ambientes que tomam por base a arquitetura local e institucional, a artista propõe uma experiência imersiva no andar térreo da galeria e uma sala com oito pinturas em resina acrílica sobre tela no piso superior.
Alice vem trabalhando a partir de uma idéia expandida de pintura para propor ambientes e situações no limiar do conforto e da beleza, mas que poderiam subitamente perder tal caráter “familiar” para alguma experiência ambígua de estranhamento, de não-entendimento ou de não-afirmação, “inclusive de seu próprio discurso”, como reitera a própria artista.

“Éter” é a segunda mostra individual de Alice Shintani na Galeria Virgílio. A artista vem obtendo importante reconhecimento no circuito nacional, como as recentes participações nas mostras “Nova Arte Nova”, no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro e São Paulo, e “Rumos Artes Visuais – Trilhas do Desejo”, no Instituto Itaú Cultural em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.
Alice Shintani - Mostra Éter | sala 1 - Site-specific - 2009 | alvenaria e resina acrílica

SERVIÇO
Abertura: 12/08, às 20h até 05/09.
Rua Dr. Virgilio de Carvalho Pinto, 426, Pinheiros
tels. (11) 3062-9446 e 3061-2999. Seg. a sex., 10h/19h; sáb., 10h/17h.
http://www.galeriavirgilio.com.br

COMEÇA HOJE BIENAL VENTOSUL EM CURITIBA

Com cem artistas de mais de 30 países, a mostra, que este ano tem como título "Água Grande: Os Mapas Alterados", discute os rumos da arte contemporânea. Uma série de exposições, intervenções e palestras -todas gratuitas- estão previstas para acontecer até dia 11 de outubro na capital paranaense. Mais informações no site www. bienalventosul.com.br.

Artistas

Seguem abaixo os 37 artistas selecionados para participação da 4ª Mostra VentoSul em Curitiba.

Museu de Arte Contemporânea do Paraná - MAC-PR

Alberto Baraya (Bogotá)
Gabriele Gomes (Curitiba)
Interlux Arte Livre (Curitiba)
Jhafis Quintero (Ciudad de Panamá - San Jose)
Laura Miranda e Monica Infante (Curitiba)
Marcos Chaves (Rio de Janeiro)
Marga Puntel (Curitiba)
Mariela Leal (Santiago)
PaulaGabriela (Rio de Janeiro)
Paulo Meira (Recife)
Rodrigo Dulcio e C. L. Salvaro (Curitiba)

Casa Andrade Muricy

Claudia Casarino (Asunción)
Florencia Rodríguez Giles (Buenos Aires)
Franz Manata e Saulo Laudares (Belo Horizonte - Rio de Janeiro)
Jorge Mendez Blake (Guadalajara - Ciudad de México)
Karla Solano (San Jose)
Luis Morales (Medellin - Bogotá)
Mauro Restiffe (São José do Rio Pardo - São Paulo
Max Gómez Canle (Buenos Aires)
Pablo Sigg (Ciudad de Mexico)
Ricardo Migliorisi (Asunción)

Museu de Arte da UFPR - MusA

Boleta (São Paulo)
Dudu Figueiredo (São Paulo)
Jack de Castro Holmer (Curitiba)
Luiz Carlos Brugnera (Espumoso - Cascavel)

Memorial de Curitiba

Albano Afonso (São Paulo)
Alex Flemming (São Paulo - Berlin)
Frederico Dalton (Rio de Janeiro)
Janaína Tschäpe (Münich - São Paulo - New York)
Márcia Xavier (Belo Horizonte - São Paulo)
Nina Moraes (São Paulo)
Patrick Hamilton (Louvain - Santiago)
Elisa Iop (Chapecó - Florianópolis)
Fabiana Wielewicki (Londrina - Florianópolis)
Fernando Lindote (Florianópolis)
Letícia Marquez (Londrina)
Maria Cheung (Hong Kong - Foz do Iguaçú)

Serviço

Para acompanhar tudo sobre a Bienal VentoSul acesse:
http://www.bienalventosul.com.br

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Oficinas preparam a sétima Bienal do Mercosul



Por Bruno Cobalchini Mattos/Jornal Já

Os preparativos para a sétima Bienal do Mercosul, que ocorre em Porto Alegre de 16 de outubro a 29 de novembro, entraram na etapa final final.

“Grito e Escuta” é o título do evento, que apresenta este ano uma mudança metodológica.

A ênfase será no processo de criação – e não em um tema específico. O objetivo é apresentar as diversas etapas da criação de uma obra de arte, mostrando como, por quem e – principalmente – por que razão elas são produzidas.

Além disso, serão mostrados os diferentes papéis e função que os artistas assumem junto à sociedade.
A argentina Victoria Noorthoorn (curadora geral da exposição ao lado do chileno Camilo Yáñez) esteve em Porto Alegre para a Mesa de Encontros, onde foram apresentadas as principais diretrizes do evento.

Em seguida, teve início o Curso de Mediadores, responsável pela formação da equipe que fará contato com o público nas diversas instalações.

Agora, em agosto, começam as oficinas dos artistas em residência.

O objetivo é aproximar os artistas da Bienal dos cidadãos, através de oficinas que ocorrerão em espaços públicos diversos, tais como escolas, praças e parques.

Nas diversas atividades os participantes poderão desenvolver suas próprias obras. A ideia é desmistificar a prática artística mostrando que, assim como qualquer outra, é uma atividade que depende mais de pesquisa, trabalho e dedicação, sendo possível a qualquer pessoa e independendo de algum “dom divino”.

Outra novidade da 7ª Bienal do Mercosul é o projeto radiovisual, que pretende ampliar ao máximo o público atingido pelo evento.

A rádio FM Cultura de Porto Alegre irá levar ao ar diariamente um programa de uma hora que contará com depoimentos de artistas, mediadores, curadores e, principalmente, do público das exposições.
Ao que tudo indica, esta será a Bienal do Mercosul de maior alcance desde a sua criação, doze anos atrás.

Renata Tassinari brinca com cores em nova exposição


Obra de Renata Tassinari: 'Maré'

De tão poderoso, o contraste entre as cores anula as molduras: a arte torna-se inteiriça, num enquadramento peculiar. Assim é o trabalho de Renata Tassinari, a artista paulistana que há mais de 20 anos brinca com vastas extensões monocromáticas que se intercalam na tela. E é de posse desses experimentos que ela inaugura nesta quinta-feira (06.08) a exposição "Entre Cores", na galeria Lurixs, em Botafogo.

A mostra apresenta obras inéditas, feitas em 2008 e 2009, com tamanhos variados, que chegam até mais de dois metros de comprimento. Nelas, a artista dá prosseguimento ao trabalho que começou no início da década, quando passou a pintar sobre as superfícies de acrílico que originalmente comporiam as molduras, e não as telas. Assim, nos trabalhos apresentados na Lurixs, Renata exibe cores pintadas no "avesso" de molduras de acrílico.

Na abertura da exposição será lançado ainda o livro "Renata Tassinari" (Editora Francisco Alves), que passa a limpo a obra da artista, desde o início de sua carreira, em 1985.

ENTRE CORES

Até 4 de setembro. Segunda a sexta, das 14h às 19h. Aos sábados, agendamento por telefone. Galeria Lurixs (Rua Paulo Barreto 77, Botafogo). Tel: 2541-4935. Entrada franca.