quinta-feira, 24 de junho de 2010
Neuenschwander transforma jantar de abertura em performance em NY
Ela forçou os chefs Benedetto Bartolotta e Patric Chriss, do Jane Hotel, para onde migrou o vernissage, a cozinhar usando apenas os ingredientes que estavam numa lista de compras que encontrou por acaso em Frankfurt.
Enquanto Lisa Phillips, diretora do New Museum, achou "saudável" a refeição, o crítico Michael Wilson, da revista "Artforum", reclamou da falta de sabor, já que a lista da artista não fazia menção a sal ou açúcar.
Leia mais (24/06/2010 - 21h11)"
Documenta de Kassel planta árvore para dar início à próxima edição
Dois anos antes do início da mostra, em 2012, a árvore deverá crescer ao lado da escultura "Idee di Pietra" (ideias de pedra) do artista italiano Giuseppe Penone, obra em bronze, em formato de árvore, que fica no mesmo parque.
"Estamos celebrando o início do verão e o poder criativo da arte com esse ato", disse a curadora da Documenta, Carolyn Christov-Bakargiev, ao jornal "Süddeutsche Zeitung".
Leia mais (23/06/2010 - 21h00)"
domingo, 20 de junho de 2010
Bienal de Berlim tem perfil jovem e documental
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Rivane Neuenschwander leva obras do acaso a NY e à Suécia
Sobre a toalha de mesa cor-de-rosa, um arsenal de distrações. Pães de queijo saídos do forno, café acabado de passar, bolo de fubá.
Veja fotos de obras de Rivane Neuenschwander
Leia mais (18/06/2010 - 07h32)"
Morre aos 87 anos o escritor José Saramago
Estação Pinacoteca traz quatro mostras que merecem visita
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Curador belga será novo diretor da Tate Modern
O belga de 52 anos vai assumir o posto na primavera no hemisfério Norte do próximo ano. Ele disse estar "animado" com o novo trabalho. Ele substitui Vicente Todoli, que deixou a Tate após sete anos no posto.
Dercon já visitou o Brasil e fez a curadoria de uma mostra sobre Helio Oiticica no P.S.1, um dos braços do MoMA em Nova York.
Leia mais (16/06/2010 - 21h50)"
terça-feira, 15 de junho de 2010
Três novos livros exploram obra do artista gaúcho Iberê Camargo
Mas a dele não era uma angústia homogênea. A obra deste pintor gaúcho, morto há 16 anos, está arquitetada sobre contrastes agudos, quente e frio, presente e passado, mergulho introspectivo contra a impetuosidade.
Veja fotos de obras de Iberê Camargo
Leia mais (15/06/2010 - 07h42)"
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Exposição mostra lado católico e abstrato de Andy Warhol
Morre o artista plástico alemão Sigmar Polke
BIENAL DE BERLIM INAUGURA HOJE
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Tate Modern compra obra de Lygia Pape e Paulo Brusky
terça-feira, 1 de junho de 2010
Bienal de São Paulo divulga lista de artistas para a 29ª edição
segunda-feira, 31 de maio de 2010
A artista que agigantou aranhas, morre aos 98
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Beuys vem aí
Fora da 29ª Bienal, obra de Joseph Beuys, o mais importante artista alemão do século 20, ganha exposição no Sesc Pompeia
A 29ª Bienal de São Paulo, programada para ser aberta ao público em 25 de setembro, não vai apresentar a obra do artista alemão que melhor sintetizou a relação entre arte e política, Joseph Beuys (1921 - 1986), apesar de seu nome ter sido considerado pela curadoria.
Faria todo sentido, afinal a Bienal tem por tema central justamente as aproximações entre arte e política, e Beuys abordou esse tema especialmente nas décadas de 1960 e 1970, período que vai receber atenção especial no Ibirapuera.
Mesmo assim, Beuys estará presente na cidade, na maior mostra já dedicada a ele no país, em exposição paralela à Bienal, organizada pela Associação Videobrasil e pelo Sesc São Paulo.
"Essa exposição é nosso aporte à Bienal, dentro da ideia do "São Paulo, Polo de Arte Contemporânea", em fazer com que instituições da cidade contribuam para adensar as propostas da curadoria da Bienal", diz Solange Farkas, diretora do Videobrasil.
Ela organiza a exposição dedicada ao artista alemão no Sesc Pompeia, mesmo local que abrigou "Cuide de Você", instalação de Sophie Calle, no ano passado.
Com o título "A Revolução Somos Nós", nome de um dos mais famosos pôsteres do artista, reproduzido acima, a mostra terá curadoria de Antonio Davossa, da Academia de Arte de Milão, que acompanhou Beuys em muitas de suas viagens à Itália. A produção italiana do artista, aliás, será o foco da mostra.
Mostra exibe seis vertentes de trabalho de Beuys
As instalações são apenas uma das seis vertentes da exposição; haverá também pôsteres, vídeos, fotos e ciclo de conferências
Em 1971, Joseph Beuys foi convidado pelo galerista Lucio Amélio a organizar sua primeira mostra na Itália, em Capri. Nessa exposição, ele criou o slogan "La Rivoluzione Siamo Noi" (A revolução somos nós), para abordar as mazelas da democracia italiana. Na abertura, um jovem estudante ficou fascinado com o que viu. "Havia tanta gente que nem todos conseguiram entrar na galeria, e eu mesmo nem compreendi direito o que vi, mas fiquei impressionado com o carisma do Beuys", disse Antonio D'Avossa à Folha, por telefone.
Quase 40 anos depois, D'Avossa prepara "A Revolução Somos Nós", que irá abordar a produção italiana de Beuys. "Depois da Alemanha, foi na Itália onde ele produziu a maior parte de obras. Vamos mostrar desde o pôster de 1971 até sua última instalação, "Terremoto", de 1985, criada quatro meses antes de ele morrer", diz o curador e autor de "Joseph Beuys - Difesa della Natura".
Além de "Terremoto", inspirada num terremoto real, ocorrido em Palermo, abordando assim o conceito de catástrofe, a mostra terá também a instalação "Arena", de 1972, realizada em Verona, outra obra que aborda a democracia.
Contudo, as instalações são apenas uma das seis vertentes da exposição. "Beuys é como um diamante. Ele tem muitas faces, mas todas estão conectadas: a pedagógica, a política, a ecológica e a escultura são algumas das mais importantes", diz D'Avossa.
As demais vertentes da mostra são: os múltiplos, numa seleção dos 600 que Beuys criou como forma de democratizar sua obra; os pôsteres, cerca de 200, apresentando a coleção do italiano Luigi Bonotto, que possui o conjunto completo; os vídeos, divididos em três sessões (documentação, discussão e documentários); fotos e ciclo de conferências.
Uma das curiosidades da mostra é a comparação que D'Avossa faz entre as viagens de Beuys pela Itália com as andanças de Goethe pelo mesmo país, entre 1786 e 1788, quando usou um pseudônimo para se misturar à população.
Beuys esteve na Itália muitas vezes - em Veneza, Roma, Milão, Nápoles e Verona, entre outras. "Assim como Goethe, quando ele estava em Nápoles, por exemplo, se transformava num napolitano. Por isso, todos os seus trabalhos italianos abordam questões locais, como a agricultura, onde criou o slogan "Defesa da Natureza", em 1977", diz o curador.
Durante a mostra, será ainda instalada em São Paulo a Universidade Livre, criada por Beuys e mantida por seu aluno Jochen Stuttgen. "O ciclo de debates e a Universidade Livre são fundamentais na mostra, pois duas das questões centrais no trabalho do Beuys eram a difusão e o debate de ideias", diz ainda D'Avossa.
FABIO CYPRIANO da Folha de S. Paulo
quarta-feira, 7 de abril de 2010
MIKE NELSON REPRESENTA GRÃ-BRETANHA EM VENEZA
Nelson foi o vencedor do Paul Hamlyn Award em 2001 e foi por duas vezes finalista do Turner Prize. Nascido em 1967, ganhou reputação internacional pelas suas instalações esculturais cuidadosamente realizadas.
A sua obra mais recente, Quiver of Arrows (2010), está atualmente em exibição numa mostra individual na 303 Gallery de Nova Iorque até ao dia 10 de Abril.
O artista londrino já esteve presente na oitava Bienal Internacional de Istambul (2003); Modern Art Oxford (2004), 26ª Bienal de São Paulo (2004); Statens Museum for Kunst, Copenhague (2008); Creative Time, Nova Iorque (2008); e na Tate Triennial (2009).
Disponível em:
www.flashartonline.com
www.303gallery.com
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Artista da Bienal 2010
Um casal se separa. As perguntas dela são murmúrios que se perdem no espaço. As respostas dele são solos violentos de bateria. Tambores abafam o discurso verbal e o som embaralha forma e conteúdo.
O casal no vídeo "Answer Me" (Responda-me), do artista Anri Sala, 36, tenta desfazer o romance dentro do domo erguido pelo arquiteto Buckminster Fuller sobre as ruínas da Berlim arrasada pela Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Era a antiga estação de espionagem dos Aliados, que tentavam decifrar o tráfego radiofônico vindo do outro lado do muro.
Domo erguido pelo arquiteto Buckminster Fuller sobre as ruínas da Berlim arrasada pela Segunda Guerra Mundial.Toda a obra desse artista albanês, um dos maiores nomes escalados para a próxima Bienal de São Paulo, que começa em setembro, se estrutura em torno do som e de sua relação com a arquitetura na tentativa de aferir mudanças políticas.
O videoartista albanês Anri Sala que visitou São Paulo para palestra e pesquisas
Seu vídeo sobre a separação entre rajadas de tambor não estará na mostra paulistana, mas dá ideia do que será seu próximo trabalho, ainda em preparação. "É uma forma de fugir de simbolismos de linguagem, de escapar dos grandes temas, já que o som é menos construído, não pode ser emoldurado", afirma Sala em entrevista à Folha num hotel em São Paulo.
Essa moldura impossível do som é sempre um prédio ou um contexto explorado por seu tipo de acústica, mas nunca vazio de história. Se não o domo geodésico de Buckminster Fuller, pode ser, então, uma sala de música aposentada em Bordeaux ou a Casa de Vidro de Lina Bo Bardi, que o videoartista visitou no Brasil.
Ele não deve usar os projetos da arquiteta no trabalho que vai mostrar em São Paulo, mas garante que a nova obra tem a ver com o contexto da cidade e o tema de arte e política desta edição da Bienal. Sala antecipou à Folha que seu próximo filme também gira em torno de um prédio agora interditado, mas ainda "rico em memórias".
Filme mudo
"A música ressuscita o passado desse prédio; as novas melodias fazem o som do passado parecer mais atual do que o do presente."
Do mesmo jeito que explorou o eco dos domos em Berlim, Sala agora busca resquícios da sonoridade punk que encheu nos anos 60 a casa de concertos da Cité du Grand Parc, em Bordeaux, cenário do filme que estará na Bienal em setembro. "Estou interessado na ideia de fricção que o som pode criar."
Num de seus primeiros trabalhos, Sala buscou a mesma fricção. Encontrou um filme mudo de um discurso de sua mãe, uma militante comunista, feito na época do regime. Mandou então legendar o filme com as palavras perdidas, reinterpretadas por leitura labial. Diante das novas imagens, Valdet, a mãe do artista, não acredita na tradução das palavras e nega ter pensado daquele jeito.
Mais do que o resgate de um discurso perdido, a tradução da obra exalta a passagem linguística entre dois momentos históricos, a Albânia antes e depois do comunismo. "Mudanças políticas trazem uma mudança de sintaxe, o que parecia articulado nos anos 60 e 70 já não é mais hoje", diz Sala.
Também herança de um regime obsoleto, há mais distinções entre branco e negro na língua nativa do Senegal, país africano dominado pela França até os anos 60, do que para outras cores, como azul e vermelho. Sala explora isso num filme em que três crianças repetem os nomes dos tons entre o preto e o branco até virar uma espécie de melodia abstrata.
"Há algo muito importante nesse espaço intervalar, quando a língua se transforma em som puro", diz. "São tão sensíveis à cor da pele que resistiram às cores tradicionais. Não havia motivo para brigar pelo vermelho, pelo amarelo. É essa linguagem desconhecida repetida até o ponto em que acaba se tornando melódica."
SILAS MARTÍ da Folha de S.Paulo
segunda-feira, 29 de março de 2010
Oscar Cruz abre novo espaço expositivo
Galeria Oscar Cruz abre novo espaço expositivo no dia 30 de março
com mostra coletiva de artistas brasileiros e estrangeiros. Destaque
para a arte contemporânea carioca, com a inauguração da coletiva,
“Com Afeto, Rio”, curada por Bernardo Mosqueira
No dia 30 de março, terça-feira, às 20 horas, o galerista Oscar Cruz inaugura novo espaço de arte contemporânea brasileira e internacional no bairro paulistano do Itaim. A Galeria Oscar Cruz está localizada no endereço da extinta galeria Baró Cruz, agora com novo projeto com um novo e renovado grupo de artistas representados.
Oscar Cruz atua no mercado da arte brasileira e internacional há 15 anos e inicia uma nova fase da sua carreira com propostas para atender o crescente interesse do público por arte contemporânea em grandes exposições e feiras internacionais. Um dos diferenciais da galeria é a forte presença de artistas contemporâneos internacionais com passagens por mostras institucionais como a Bienal de São Paulo e do Mercosul.
Os artistas representados pela Galeria Oscar Cruz são: César Gabler (Chile), Daniel Alcalá (México), Eduardo Basualdo (Argentina), Giulianno Montijo (Brasil), Hernán Salamanco (Argentina), Julio Grinblatt (Argentina), Lina Kim (Brasil), Marcelo Amorim (Brasil), Marco di Giorgio (Brasil), Mariana López (Argentina), Martín di Girolamo (Argentina), Martin Legón (Argentina), Michael Stubbs (Inglaterra), Michael Wesely (Alemanha), Nino Cais (Brasil), Pablo Siquier (Argentina), Rodrigo Cunha (Brasil) e Sebastian Gordín (Argentina).
Michael Wesely (Alemanha)
“O mercado brasileiro de arte contemporânea vem crescendo constantemente e por este motivo carece de novos talentos. Neste sentido, um dos principais projetos da galeria é enfatizar a produção contemporânea, apoiando o surgimento de novos talentos e trabalhando para consolidar e inserir seus artistas no circuito nacional e internacional.”, atesta Oscar Cruz, que atua há 15 anos no mercado paulista e carioca.
Mostras inaugurais
A coletiva no andar térreo reúne pinturas, fotografias, colagem, esculturas, objetos e aquarelas dos artistas representados.
No piso superior é apresentada a coletiva de artistas cariocas “Com Afeto, Rio”, organizada pelo jovem curador Bernardo Mosqueira. São apresentados vídeos, fotografias, desenhos, pinturas, performances, objetos e instalações de Alessandro Sartori, Bernardo Ramalho, Coletivo LaRica, Coletivo Opavivará, Daniel Toledo, Daniela Antonelli, Felipe Fernandes, Gilvan Nunes, Glaucia Mayer, Joana Traub Cseko, João Penoni, Julia Cseko, Julia Debasse, Leo Ayres, Pedro Victor Brandão, Pontogor + Julia Pombo, Rodrigo Torres, Susana Guardado, Tiago Rivaldo.
Serviço:
Eventos: exposição de artistas da galeria e coletiva “Com Afeto, Rio”, com curadoria de Bernardo Mosqueira
Abertura: dia 30 de março, terça-feira, das 19 às 23 horas
Período expositivo: de 31 de março a 10 de maio de 2010
Local: Galeria Oscar Cruz
Endereço: Rua Clodomiro Amazonas, 526, Itaim Bibi - São Paulo, SP
Telefone: (55 11) 3167 0833
Horários de funcionamento: terça a sexta-feira, das 11 às 19 horas; e sábados, das 11 às 17 horas
Entrada franca e Livre
Estacionamento: duas vagas gratuitas em frente à galeria e estacionamento conveniado próximo
Mais informações para a imprensa:
Adelante Comunicação Cultural
Décio Hernandez Di Giorgi
Tel.: (55 11) 3589 6212 / 8255 3338 (cel.)
E-mail: dgiorgi@uol.com.br
MSN: deciogiorgi@yahoo.com.br



